Sejam bem vindos ao Ametista de Luz,
Ametista de Luz é um blog que vem para somar, nunca para competir ou dividir. Estou aqui, à luz da Universalidade Crística que habita em meu coração. Minha religião é Deus e EU SOU LIVRE, pois EU SOU O QUE EU SOU.
Ametista de Luz, representa o caminho que venho trilhando na busca pela minha evolução como ser humano e espiritual e da responsabilidade com a vida ao meu redor. Decidi que era hora de dividir com vocês aquilo em que acredito, aquilo que tenho buscado e o que tenho aprendido. Não tenho intenções de forçar ou violentar consciências, pois cada um é livre para crer ou não e naquilo que quiser. Este blog tem por objetivo levar, agregar conhecimentos, alargar conceitos, desmistificar, permitir novos olhares sobre coisas velhas e estagnadas, descortinar coisas que para muitos ainda estão escondidas.Que através dos conhecimentos diversos das diferentes doutrinas, religiões, filosofias, teosofias que este singelo serviço de amor e luz possa iluminar as vidas de todos aqueles que o acessarem, ajudando-os assim a expandirem suas consciências rumo ao divino que todos somos.Nunca esquecendo que não existem verdades absolutas no Universo e que ninguém é dono dela.
Que eu possa partilhar com vocês essa busca e esse caminho de pura luz que emana de meus Amados Mestre Jesus, o Christo e de Mestre Saint Germain, o Avatar dessa Era da Chama Violeta ou Era de Aquário e da Equipe Espiritual que me guia.
Paz e Luz, Namastê, Axé, Aranauam, Saravá, Motumbá, Salve, Shalom, Kolofé, Shaumbra, Mitakue Oyasin...!!! Anna Aguyrre
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

UM ANJO CHAMADO CHICO



Muito se tem escrito sobre a vida de Chico Xavier, o homem santo, e muito ainda será escrito sobre ele. A sua biografia enfatiza sua missão junto aos espíritos em favor da humanidade. Isto propiciou o conhecimento sobre o mundo espiritual e a imortalidade do espírito.

Mas o trabalho de Chico de resultados mais palpáveis foi desenvolver a SENSIBILIDADE na alma humana. E isto Chico fez com maestria, através de dezenas de centenas de livros que enternecem o coração dos leitores!

Não obstante, existe um ângulo da questão que não foi abordado com a devida atenção, pois os holofotes focaram as lições imorredouras da vida espiritual trazidas pelos espíritos, os ensinamentos morais, a conduta reta, e o amor como substância de edificação de uma civilização ordeira alicerçada na paz.

O que não se ressaltou foi a ALMA de Chico, a beleza e majestade de uma alma nobre e benfeitora, uma estrela dadivosa, que irradiava luz sem cessar.

Chico era tão humilde que outorgava todos os méritos aos espíritos mensageiros, e escondia as suas qualidades, porque na verdade nem tudo saia da sapiência dos benfeitores espirituais, mas também do coração de Chico, aquele Sol próprio, que irradiava ternura e encantava, até as lágrimas.

Era a ALMA de Chico, sua bondade imensurável, sua compaixão sem limites, seu amor que transbordava como oceano que leva nas suas ondas os beijos de carícias para as praias de areia quente e calcinada dos continentes, banhados pela generosidade do mar !

A personalidade é purificada com o despojamento, a renúncia e a entrega a Deus, mas a ALMA, não precisa santificar-se porque já é SANTA, chispa divina nascida no seio do SANTO DOS SANTOS !

A alma de Chico era faminta de AMOR, e ele irradiava este amor para todo o globo terrestre, num fluxo sem cessar.

Chico era como um pássaro preso numa gaiola, que ansiava voar para a amplidão, buscar nas constelações do infinito, luz e belezas para trazer a Terra, e ofertar jóias de sabedoria e amor para os corações da humanidade !

A bondade e humildade de Chico escondiam a luz de sua ALMA, e ele tributava aos espíritos os próprios valores como se não fossem dele, deixando aos mensageiros do além a recompensa pela GRANDEZA e pelos méritos que, sobretudo, eram frutos do seu coração generoso !

Chico estava preso ao DEVER. Sentia-se tão fortemente vinculado à sua MISSÃO, que se sentia como ave de asa partida, que não podia sair para alçar vôo que o levasse ao infinito, porque a dor do mundo precisava ser curada. E Chico, o meigo anjo, não alçaria vôo enquanto sua missão não fosse completada !

Chico era um SENSITIVO, que adentrava o mundo interno das pessoas, buscando o bem, no âmago de cada um, aquela dor escondida, a angústia oculta, e trazia todo sofrimento para fora para ser curado com amor !

As famosas cartas de consolação de Chico aos familiares dos mortos, eram dádivas tiradas da ALMA de Chico, que penetrava no mundo interno das pessoas e lia sua dor com sua visão aguçada, e seus ouvidos sensíveis, captando o drama de cada alma !

Nem tudo veio dos espíritos, na doação de amor de Chico... Muito veio de seu mundo interno, aquele roseiral de perfumes de santidade, compaixão e ternura sem limites!...

Chico fez o despojamento de tudo, renunciou a tudo que era do mundo exterior, e se entregou a Deus, até anular sua personalidade, e deixar sua alma de luz, o anjo solar, exteriorizar o seu imenso amor, para curar a dor do mundo !

A alma de Chico viajava pelos jardins cósmicos, pelos armazéns celestiais buscando as benesses do Criador, que juntava a paz dos lugares santos da Terra, e condensava em luz-amor, nas palavras que traziam no seu bojo todas as belezas, e o mais suave aroma de santidade para ofertar através de seus livros à humanidade !

Chico chorava em sua alcova humilde, a dor escondida da humanidade !

Chico não conheceu o conforto. Seu quarto de dormir era, de fato, tudo o que tinha... tudo muito simples e pobre, porque os bens e rendimentos ...tudo... foi doado para o BEM eterno, EM FAVOR DA HUMANIDADE !

Ninguém viu ou ouviu Chico reclamar das ingratidões, dos espinhos que feriram seu coração; mas Chico chorava sempre, e tinha apenas testemunhas mudas. As quatro paredes de seu teto humilde presenciaram a sua dor, e até o céu respeitou a vontade de Chico e se calou.

Era a dor do ANJO DESTERRADO !

Chico era acanhado, e neste acanhamento ele escondia o anjo que era !

Quando Chico veio ao mundo disse o SENHOR:

"- Vá Chico ! ...Vá ao mundo curar a sua dor !...Leve o meu amor, para curar corações sofridos...

Recolhe, Chico, as angústias dos corações amargurados e deixa em cada alma um ramalhete de flores, um rocio de ternura um pedacinho de céu azul !...

Visita os casebres pobres e também os lares suntuosos... Em todos encontrarás, Chico, uma dor escondida, um sonho desfeito, lágrimas que correm em rostos sem brilho, em faces esmaecidas !...

Busca, Chico, nos armazéns do BEM ETERNO, sementes de luz e amor, e espalha-as pelo mundo.

Chico, ajuda a carregar a cruz da humanidade, porque tu és forte e valoroso, e este teu corpo frágil esconde a montanha que tu és !

Chico... quando tu regressares de tua missão traz para mim a dor humana, para que ela seja transmutada em estrelas no firmamento... e quando os homens olharem para o céu verão que o CÉU tem mais luzes !..."

O anjo desterrado se foi, e ficou no coração a SAUDADE, o perfume de Chico, que impregnou os corações de ternura e paz...

Sua imagem santa ficará para sempre no santuário daqueles que amavam e continuam amando Chico, o BENFEITOR, o anjo desterrado chamado Chico....que, de asas espalmadas, amou tanto a humanidade que a ela tudo deu....... e nada deixou para si !...


Ismael de Almeida

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

CAMINHO DA AUTO ILUMINAÇÃO




O homem atinge um alto nível de evolução quando consegue unir o sentimento e o conhecimento, utilizando-os com sabedoria. Nesse estágio é-lhe mais fácil desenvolver a paranormalidade, realizando o autodescobrimento e canalizando as energias anímicas e mediúnicas para o serviço de consolidação do bem em si mesmo e na sociedade.

O seu amadurecimento psicológico permite-lhe compreender toda a magnitude das faculdades parapsíquicas, superando os impedimentos que habitualmente se lhe antepões à educação.

Desse modo, a mediunidade põe-no em contato com o mundo espiritual de onde procede a vida e para a qual retorna, quando cessado o seu ciclo material, ensejando-lhe penetrar realidades que se demoram ignoradas, incursionando com destreza além das vibrações densas do corpo carnal.

O exercício das faculdades mediúnicas, no entanto, se reveste de critérios e cuidados, que somente quando levados em conta propiciam os resultados pelos quais se anelam.

A mediunidade é inerente a todos os indivíduos em graus de diferente intensidade. Como as demais, é uma faculdade amoral, manifestando-se em bons e maus, nobres e delinqüentes, pobres e ricos.

Pode expressar-se com alta potencialidade de recursos em pessoas inescrupulosas, e quase passar despercebida em outras, portadoras de elevadas virtudes.

Surge em criaturas ignorantes, enquanto não é registrada nas dotadas de cultura. É patrimônio da vida para crescimento do ser no rumo da sua destinação espiritual. O uso que se lhe dê, responderá por acontecimentos correspondentes no futuro do seu possuidor.


Uma correta educação da mediunidade tem início no estudo das suas potencialidades: causas, aplicações e objetivos. Adquirida a consciência mediúnica, o exercício sistemático, sem pressa, contribui para o equilíbrio das suas manifestações.

Uma conduta saudável calcada nos princípios evangélicos atrai os Bons Espíritos, que passam a cooperar em favor do medianeiro e da tarefa que ele abraça, objetivando os melhores resultados possíveis do empreendimento.

O direcionamento das forças mediúnicas para fins elevados propicia qualificação superior, resultando em investimento de sabor eterno. 

Se te sentes portador de mediunidade, encara-a com sincero equilíbrio e dispõe-te a aplicá-la bem.

O homem ditoso do futuro será um indivíduo PSI, um sensível e consciente instrumento dos Espíritos, ele próprio lúcido e responsável pelos acontecimentos da sua existência.

Desveste-te de quaisquer fantasias em torno dos fenômenos de que és objeto e encara-os com realismo, dispondo-te a sua plena utilização.

Amadurece reflexões em torno deles e resguarda-os das frivolidades, exibicionismos vãos, comercialização vil, recurso para a exaltação da personalidade ou das paixões inferiores.

Sê paciente com os resultados e perseverante nas realizações. Toda sementeira responde à medida que o tempo passa.

A educação da mediunidade requer tempo, experiência, *ductibilidade do indivíduo, como sucede com as demais faculdades e tendências culturais, artísticas e mentais que exornam o homem.

Quem seja portador de cultura, de bondade e sinta a presença dos fenômenos paranormais, está a um passo da realização integral, a caminho próximo da auto-iluminação.

*(Flexibilidade)

Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Divaldo Pereira Franco

terça-feira, 14 de agosto de 2012

NEUROFISIOLOGIA DA MEDIUNIDADE




O desenvolvimento da neurociência, apoiado nos mais modernos meios de estudos da atividade neuronal, como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a tomografia por emissão de pósitrons, tem caminhado para a compreensão da fisiologia cerebral.
Admite-se hoje que a atividade mental seria a resultante de uma ação harmônica de um grupo de estruturas cerebrais que, interagindo, formariam um sistema funcional complexo.
A doutrina espírita tem mostrado que, na realidade, os processos mentais seriam frutos da atividade espiritual com repercussão na estrutura física cerebral; sendo assim, o cérebro seria apenas o instrumento.
Com base nesses achados, têm surgido novas interpretações para os quadros mentais das demências, das psicoses e até dos distúrbios do comportamento.
Atualmente, a medicina admite que a atividade mental é resultante, em termos neurológicos, de um “concerto” de um grupo de áreas cerebrais que interagem mutuamente constituindo um “sistema funcional complexo”.
Com o conhecimento espírita aprendemos, porém, que os processos mentais são expressões da atividade espiritual com repercussões na estrutura física cerebral. A participação do cérebro é meramente instrumental.
Sabemos também que a ação do espírito sobre o cérebro, ao integrar elementos de classes diferentes (mente e matéria), implica a existência de um terceiro elemento, transdutor desse processo, que transmite e transfere as “idéias” geradas pelo espírito em fluxo de pensamento expresso pelo cérebro.
Esse elemento intermediário que imprime ao corpo físico as diretrizes definidas pelo espírito, constitui nosso Corpo Espiritual ou Perispírito.
Após a morte, o espírito permanece com seu corpo espiritual, o qual permite sua integração no ambiente espiritual onde vive. É por esse corpo semi-material, de que dispõe também os espíritos desencarnados, que se tornam possíveis as chamadas comunicações mediúnicas.
Para Allan Kardec, no Livro dos Médiuns, em diversas citações os espíritos esclareceram, mais de uma vez, que todos os fenômenos mediúnicos de efeito inteligente se processam através do cérebro do médium.
No estágio atual do conhecimento que nos fornece a neurologia, seria oportuno indagarmos se é possível uma maior compreensão do fenômeno mediúnico, procurando-se identificar no cérebro as áreas e as funções que estariam envolvidas nesses processos.
Os espíritos desencarnados devem, de alguma maneira, co-participarem das funções cerebrais dos médiuns seguindo regras compatíveis com os recursos da fisiologia cere­bral.
Podemos correlacionar, pelo menos hipoteticamente, quais as funções cerebrais já conhecidas, que podem se prestar para a exteriorização da comunicação mediúnica.


CÓRTEX CEREBRAL

No córtex cerebral origina-se a atividade motora, voluntária e consciente. Nele são codificadas também todas as percepções sensitivas que chegam ao cérebro e são organizadas as funções cognitivas complexas.
A  atividade  cerebral,  para  se  expressar conscientemente, estabelece uma interação entre o córtex cere­bral, o tálamo e a substância reticular ponto-mesencefálica. É nessa substância reticular do tronco cerebral e do diencéfalo que se situa a sede de nossa consciência. Uma lesão nessa área provoca o estado de coma.
A partir da substância reticular, integrando o tálamo e o córtex cerebral, projetam-se estímulos neuronais que ativam ou inibem atividade cerebral como um todo, levando a um maior ou menor estado de atenção, alerta ou sonolência.
Pelo exposto, podemos compreender que fenômenos como a psicografia, a vidência, a audiência e a fala mediúnica, devem implicar uma participação do córtex do médium já que aqui se situam áreas para a escrita, a visão, a audição e a fala.
Se o espírito comunicante e o médium não disciplinarem seu intercâmbio para promoverem um bloqueio no sistema reticular ativador ascendente, as mensagens serão sempre conscientes e o médium, além de acrescentar sua participação intelectual na comunicação, poderá pôr em dúvida a autenticidade da participação espiritual do fenômeno.
Por outro lado, nenhuma mensagem poderá ser totalmente inconsciente, visto que em todas há participação do córtex do médium e, se por acaso este não se recordar dos eventos que se sucederam durante a comunicação, o esquecimento deve ser atribuído à ocorrência de uma simples amnésia.
Considera-se, portanto, que o processo mediúnico transcorre sempre em parceria, com assimilação das idéias do espírito comunicante e a participação cognitiva do médium. Sendo comum uma amnésia que ocorre logo após a rotura da ligação fluídica (interação de campos de força), entre o médium e a entidade espiritual.
É do conhecimento dos pesquisadores do fenômeno mediúnico que a clarividência, a telepatia e a capacidade de desenhar objetos fora do alcance da visão do médium, ocorrem com características muito semelhantes á organização de noção geométrica e espacial que, ultimamente, tem-se intensificado na fisiologia normal do hemisfério cerebral direito.
Quando ocorrem lesões no hemisfério cerebral direito as falhas nos desenhos são muito características. Os objetos são esquematizados com negligência de detalhes, ficando as figuras incompletas. Um óculos, por exemplo, é desenhado sem uma das hastes e uma casa pode ser rabiscada sem um dos seus lados ou sem o telhado.
Os médiuns que captam as informações à distância ou registram visões imateriais, também costumam descrever suas percepções com falta de detalhes ou amputações das imagens de maneira muito semelhante à negligência observada nas síndromes do hemisfério direito.
É possível que esses médiuns registrem as imagens utilizando as áreas corticais específicas para funções visuais e gnósticas (de reconhecimento) do hemisfério direito do cérebro. O grau de distorção ou de falta de detalhes mais precisos deve depender do maior ou menor grau de desenvolvimento mediúnico.

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GÂNGLIOS DA BASE

As estruturas nucleares constituídas por aglomerados de neurônios situadas na profundidade da substância branca cerebral são denominadas de gânglios ou núcleos da base. Eles são responsáveis por uma série de funções motoras automáticas e involuntárias, fazendo parte do chamado sistema extrapiramidal.
Os gânglios da base controlam o tônus muscular, a postura corporal e uma série enorme de movimentos gestuais que complementam nossa movimentação voluntária.
Após o nascimento, a gesticulação de uma criança é visivelmente reflexa e automatizada. Progressivamente vão surgindo os movimentos intencionais (voluntários), projetados a partir do córtex piramidal (área motora principal). No processo de aprendizado, a criança vai repetindo gestos para pegar os objetos, para se levantar, para engatinhar e andar até que, progressivamente, esses movimentos vão se sucedendo com maior facilidade, passando a se realizarem automaticamente.
A mímica, a mastigação, a marcha, são automatismos aprendidos no decorrer do desenvolvimento da criança.
Posteriormente, uma série de automatismos mais complexos vai se desenvolvendo, como, por exemplo, quando aprendemos a dirigir um automóvel, a tocar piano ou a nadar.
Depois de certa idade, é possível de se ver facilmente que, qualquer movimento voluntário que realizamos conscientemente, é enriquecido com uma constelação de gestos automáticos e involuntários que dão um colorido característico, individual e identificador do nosso modo de ser.
Esses nossos pequenos gestos estão, frequentemente, muito bem fixados na imagem que nossos amigos fazem de nós. Por isto dissemos acima que eles servem também para nos identificar.
Convém ficar clara essa noção de que nossos movimentos podem ser voluntários e involuntários. No primeiro caso, quando são conscientes e intencionais, como, por exemplo, quando estendemos a mão para pegar um lápis. No segundo caso, quando o movimento é semi-consciente, automático, muito menos cansativo que o primeiro. Os movimentos automáticos podem ser mais simples como mastigar e deglutir ou mais complexos como, por exemplo, para dirigir automóvel, nadar ou tocar um instrumento musical.
A execução de um ato automobilístico mobiliza os gânglios da base e as áreas motoras complementares do lobo frontal. Mesmo os mais complexos como, por exemplo, tocar uma partitura bem decorada ao piano, nos permite perceber que ficam livres funções do cérebro, particularmente nossa consciência e todas as demais capacidades cognitivas do cérebro. Assim, mesmo tocando ao piano ou dirigindo um automóvel podemos manter livremente uma conversação.
Considerando o fenômeno mediúnico da psicografia e da fala mediúnica, podemos observar corriqueiramente que os médiuns ao discursarem ou psicografarem um texto sob influência do espírito comunicante, o fazem revelando gestos, posturas e expressões mais ou menos comuns a todos eles.



PSICOGRAFIA

No caso da psicografia, a escrita se processa frequentemente com muita rapidez, as palavras podem aparecer escritas com pouca clareza, as letras às vezes são grandes, provavelmente para facilitar a escrita rápida, a caligrafia tem pouco capricho, não há necessidade do médium acompanhar o que escreve e pode ocorrer escrita em espelho.



COMUNICAÇÃO ORAL OU PSICOFONIA

Na comunicação oral, o médium se expressa com vozes de características variadas, o sotaque pode ser pausado como que feito com esforço, mas, em médiuns mais preparados, a fala costuma ser fluente, muito rápida, parecendo se tratar de um discurso previamente preparado ou muito bem decorado. Nota-se também que, durante a comunicação, o médium assume posturas e gestos incomuns ao seu modo habitual de se expressar.
Quando interrogamos os médiuns conscientes, esses dizem que, no decorrer do fenômeno, são levados a falar ou escrever como se isso não dependesse da vontade deles.
Correlacionando agora o que vimos em termos neurológicos para a fisiologia do sistema extrapiramidal (gânglios da base e área cortical pré-motora) com as características da comunicação mediúnica, temos a impressão que a entidade comunicante se utiliza desse sistema automático para se manifestar com maior rapidez, com o mínimo de dispêndio de energia, com menor interferência da consciência do médium e com maior possibilidade de se suceder uma amnésia.
Resumidamente, poderíamos enquadrar esse tipo de comunicação mediúnica como uma constelação de automatismos complexos, desempenhados pelo sistema extrapiramidal do médium, mas com a co-autoria do espírito comunicante.
Já vimos também que, durante nossos atos automáticos, nossa consciência está livre para a execução de atos voluntários e intencionais podendo com eles interromper ou modificar nossos automatismos. Por isso, podemos dizer e concluir que a manifestação mediúnica, em se tratando de gestos automatizados, sofre o controle e a ingerência da consciência do médium. O que não deixa de ser um fator inibidor, mas necessário para a própria “disciplina” da entidade comunicante, quando isso se fizer necessário.

O TÁLAMO

O tálamo é um núcleo sensitivo por excelência. Ele exerce um papel receptor, centralizado e seletor das informações sensitivas que se dirigem ao cérebro.
Os estímulos externos do tipo dor, tato, temperatura e pressão  percebidos em toda a extensão do nosso corpo percorrem vias neurais que terminam no tálamo (no centro do cérebro). A partir daí, esses estímulos são priorizados e selecionados para que cheguem ao cérebro apenas os estímulos convencionais, principalmente os mais urgentes, como é o caso dos estímulos nocivos, que exigem uma rápida retirada. É ocaso de retirarmos logo a mão de um objeto que está muito quente.
Por outro lado, mesmo para estímulos de pouca importância, o tálamo pode fornecer para a consciência as informações desejadas, quando elas forem requeridas para o córtex. É o caso de, a qualquer momento, mesmo de olhos fechados, querermos saber se estamos ou não usando uma aliança no dedo ou uma meia-calça nos pés.
Portanto, as informações sensitivas são percebidas no tálamo e este exerce um papel bloqueador interrompendo o caminho até o córtex cerebral; que só será alcançado quando a informação for nova ou quando despertar interesse ou risco.
As informações monótonas e rotineiras ficam permanentemente inibidas no tálamo. Mesmo porque seria muito inconveniente estarmos ligados permanentemente a todas as informações que tocam, por exemplo, a nossa pele.
É possível que muitas das sensações somáticas referidas pelos médiuns, que dizem perceber a aproximação de entidades espirituais, como se estes lhes estivessem tocando o corpo, seja efeito de estímulos talâmicos.
Nesse caso, pela ação do córtex do médium os estímulos espirituais podem ser facilitados ou inibidos pela aceitação ou pela desatenção do médium, bem como por efeito de estados emocionais não disciplinados pelo médium.


A GLÂNDULA PINEAL

A estrutura e as funções da glândula pineal passaram a ser estudadas com maior ênfase após a descoberta da melatonina por Lerner, em 1958.
Embora a pineal já fosse conhecida desde 300 anos d.C. (foi descoberta por Herophilus), só após a descoberta da melatonina se conheceu sua relação com a luminosidade e a escuridão.
Ficou demonstrado experimentalmente que a luz in­terfere na função da pineal através da retina, atingindo o quiasma óptico, o hipotálamo, o tronco cerebral, a medula espinhal, o gânglio cervical superior, chegando, finalmente, ao nervo coronário na tenda do cerebelo. Entre a pineal e o restante do cérebro não há uma via nervosa direta. A ação da pineal no cérebro se faz pelas repercussões químicas das substâncias que produz.
Hoje já se identificou um efeito dramático da pineal (por ação da melatonina), na reprodução dos mamíferos, na caracterização dos órgãos sexuais externos e na pigmentação da pele.
Investigações recentes demonstram uma relação direta da melatonina com uma série de doenças neurológicas que provocam epilepsia, insônia, depressão e distúrbios de movimento.
Animais injetados com altas doses de melatonina desenvolvem incoordenação motora, perda de motricidade voluntária, relaxamento muscular, queda das pálpebras, piloereção, vasodilatação das extremidades, redução da temperatura, além de respiração agânica.
Descobriu-se também que a melatonina interage com os neurônios serotoninérgicos e com os receptores bendiazepínicos do cérebro tendo, portanto, um efeito sedativo e anticonvulsante.
Pacientes portadores de tumores da pineal podem desenvolver epilepsia por depleção da produção de melatonina.
A melatonina parece ter também um papel importante na gênese de doenças psiquiátricas como depressão e esquizofrenia.
Outros estudos confirmam uma propriedade analgésica central da melatonina, integrando a pineal à analgésia opiácea endógena.
A literatura espiritual há muito vem dando destaque para o papel da pineal como núcleo gerador de irradiação luminosa servindo como porta de entrada para a recepção mediúnica.
Como a pineal é sensível à luz, não será de estranhar que possa ser mais sensível ainda à vibração eletromagnética Sabemos que a irradiação espiritual é essencialmente semelhante à onda eletromagnética que conhecemos, compreendendo-se, assim, sua ação direta sobre a pineal.
Podemos supor que este primeiro contato da entidade espiritual com a pineal do médium possibilitaria a liberação de melatonina predispondo o restante do cérebro ao “domínio” do espírito comunicante. Essa participação química ao fenômeno mediúnico poderia nos explicar as flutuações da intensidade e da frequência com que se observa a mediunidade.
Até o presente, a espécie humana recebe a mediunidade como uma carga pesada de provas e sacrifícios. Raras vezes como oportunidade bem aproveitada para prestação de serviço e engrandecimento espiritual.
A evolução, no entanto, caminha acumulando experiências, repetindo aprendizados. Aos poucos, iremos acumulando tanto espiritual, como fisicamente, modificações no nosso cérebro.  O homem do futuro deverá dispor da mediunidade como dispõe hoje da inteligência. Confiamos que a misericórdia de Deus nos conceda a bênção de usar bem as duas a partir de hoje.


Matéria da Revista Cristã de Espiritismo - Edição 107e postada no Blog do Garighan



sábado, 21 de julho de 2012

A NÃO TRADUÇÃO DAS OBRAS DE CHICO XAVIER





Já faz um tempo que eu me desgostei do espiritismo. Não do que se aprende na doutrina, mas na própria idéia de espiritISMO. Passei a achá-la desnecessária, e até mesmo contraproducente. Acredito até que podemos culpar o fracasso do espiritismo ao seu formato. Até hoje, se você é uma pessoa leiga sobre espiritismo, que vai num centro espírita (assustado, desconfiado) com problema espiritual, pode sair de lá apenas com um passe e a recomendação de ler as obras de Kardec. Racionalmente falando é algo bom pro "paciente", afinal a leitura da doutrina é recomendável porque atua no senso crítico da pessoa, mas psicologicamente é de uma ineficiência grosseira. Se a mesma pessoa for num terreiro de umbanda ou numa igreja evangélica vai ter uma acolhida muito, muito mais intensa. E às vezes é só isso de que a pessoa precisa no momento. Espíritas EM GERAL, quanto mais imersos na doutrina, ficam frios, arrogantes (com verniz de humildade, claro) e pouco empáticos. As palestras são enfadonhas e a linguagem de 50 anos atrás é mais enfadonha ainda. Claro que existem as exceções, e palestrantes espíritas que são divertidos, didáticos e empáticos. Esses fazem sucesso Brasil afora fazendo palestras, mas não podem sustentar sozinhos o entusiasmo das pessoas pelo espiritISMO.
 
Pra mim os verdadeiros espíritas permanecem invisíveis, mesclados na sociedade, ajudando ostensivamente em asilos, ONGs, hospitais e (por que não?) centros espíritas. Mas eles não estão trabalhando debaixo de alguma bandeira, dependendo de um formato, um ISMO (e essa é minha crítica, quanto ao ISMO). A doutrina é muito maior que isso, pois se baseia no cristianISMO (que também é muito maior que isso), que se baseia nos ensinamentos de um cara que foi maior que a Vida.

Eu participava há anos da lista espiritismo-br, mas saí de lá desgostoso, pois não havia DESENVOLVIMENTO do espiritismo, não era uma coisa em expansão. Não havia diálogo, idéias novas, apenas MOFO. Até que um cara apareceu e chutou o pau podre da barraca, que foi o Alamar Régis. A carta aberta dele ao Presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB) sintetizou tudo o que eu estava experienciando ali, e pior: mostrou COMO os espíritas das mais diversas épocas, que tentaram desenvolver a doutrina, foram tratados pelos "espíritas" e pela Federação Espírita. Chico Xavier incluso. Não há um interesse em fazer uma espécie Livro dos Espíritos 2.0, aproveitando-se da internet pra recolher perguntas e respostas em escala planetária! Até onde sei as palavras de Kardec e dos espíritos não são sagradas, nem devem ser tomadas como dogmas. Como tudo na vida é questão de interpretação e mentalidade da época. Até mesmo para os mais fervorosos evangélicos é um pouco demais fazer holocausto de carneiro pra Deus, porque eles sabem que as tradições mudam com a mentalidade da época! Por que raios temos de calcificar nossa mente no século 19?

Agora vi mais um texto do Alamar. Transcrevo-o logo abaixo. Pra mim é a pá de cal na estrutura que engessa o "movimento" espírita há décadas. Mostra que Chico Xavier foi procurado por empresários norte-americanos pra publicar seus livros em inglês. E a FEB, que detinha o direito sobre os livros PORQUE CHICO DEU A ELES DE GRAÇA, não autorizou. Não tenho dúvida que, SE Chico Xavier fosse norte-americano, teria gente do mundo todo fazendo romarias aos EUA, como fazem os fãs de Elvis, que estaríamos devorando os livros dele como fazemos com Harry Potter e o Senhor dos Anéis, teríamos os mais diversos filmes (e BONS filmes) feito a partir dos livros. Sem falar nos documentários e toda a promoção em torno da imagem dele que os norte-americanos são mestres em fazer. E talvez por isso mesmo Chico Xavier não nasceu lá, e sim no interior de Minas Gerais, feio, inseguro, simples. Mas uma coisa é certa: mesmo esse "capiau" sonhava em ver a doutrina florescer, ganhar o mundo. Não por ELE, mas pela MENSAGEM, pelo conforto que traz às almas das pessoas, e pra isso ele escreveu, e muito. Não sob a bandeira de um ISMO. Ele não nos trouxe uma codificação. Trouxe novelas (os romances), trouxe mensagens de parentes desencarnados, trouxe ânimo, trouxe consolo. Nada dos textos que ele trouxe constitui A doutrina, mas a doutrina está dentro dos textos, na linguagem e para as pessoas do SEU tempo, no formato do SEU tempo. E Chico se foi. O tempo passou.

Qual o formato do NOSSO tempo?

Por Alamar Régis:

Em 1991, numa viagem que fiz a São Paulo, como sempre fazia, fui à Federação Espírita do Estado de São Paulo, FEESP, naquele prédio da Rua Santo Amaro, na Bela Vista. Chegando lá fui procurar conhecer o pessoal da divulgação, os que faziam o "Jornal Espírita" e "O Semeador", respectivamente João Gianini Pascale e Altamirando Carneiro que me apresentaram a outras pessoas da diretoria, que manifestavam uma certa alegria em me conhecer, já que o meu nome ali não era estranho, porque eu me tornara conhecido pelos jornais espíritas, por causa do programa da Embratel. Dentre estas pessoas, fui levado à sala do presidente, senhor Teodoro Lausi Sacco, que me recebeu com uma deferência muito especial logo no primeiro dia.

 No terceiro dia que fui lá, ao chegar, encontrei logo de cara com o presidente, Lausi, que parecia já estar me esperando, conduzindo-me à sua sala para uma conversa, segundo ele, "muito importante" e séria. Ele se dirigiu ao cofre antigo, abriu, retirou algumas pastas com vários papéis dentro, colocou sobre a mesa, sentou-se e disse:
- "Alamar, não sei porque, mas eu tenho que mostrar isto aqui para um espírita dinâmico, corajoso e destemido que pode, talvez, um dia reverter este quadro e recuperar algo de muito precioso que o Espiritismo perdeu. Anteontem, quando você estava aqui nesta sala, trazido pelo Altamirando, alguma coisa me disse que esta pessoa seria você. Preste bem atenção na história que vou lhe contar.”

E começou a contar-me uma história, mostrando-me os papéis correspondentes a cada ponto que ele abordava. A história é a seguinte:

Consta que no início de abril do ano de 1969, veio ao Brasil um grupo de empresários americanos, de uma megaeditora dos Estados Unidos, para ter um encontro com o Chico Xavier, objetivando informá-lo que eles queriam traduzir todos os seus livros para o inglês, além de todos os outros livros espíritas que ele recomendasse, editá-los nos Estados Unidos e lançar as obras no mundo inteiro. Queriam saber se ele concordava com a idéia e se autorizaria.

Ao fazerem a proposta em Uberaba, o Chico emocionou-se tanto e deu mil graças a Deus por aquilo que ele chamou de "uma bênção".
- "Claro, meus irmãos, que eu concordo! Quanta alegria vocês me trazem, como um verdadeiro presente de aniversário! Isto é uma bênção, mas acontece que os direitos das obras foram todos doados à Federação Espírita Brasileira, que certamente autorizará.”

Consta que o velho mineiro ficou tão feliz, os convidou para almoçar, eles ficaram três dias em Uberaba, conheceram os trabalhos e um deles até recebeu uma mensagem psicografada, em inglês, de um parente desencarnado. De lá os homens partiram para Belo Horizonte e em seguida para Brasília, para um encontro com a diretoria da FEB. A reunião aconteceu, a proposta foi feita à então diretoria e, pasmem senhoras e senhores, vejam a resposta:

- "Nós não autorizamos. O problema de tradução é muito sério, vocês vão adulterar as obras e o prejuízo para o Espiritismo vai ser muito grande. Lamentamos, mas não autorizamos.”

De fato, não restam dúvidas de que a tradução de obras literárias de um idioma para outro geralmente causa problemas sérios de interpretação de orações, porque os tradutores não podem se limitar apenas a traduzirem as frases como elas aparecem, mesmo com as colocações verbais e gramaticais corretas, porque existe um fator indispensável a considerar que é "como as pessoas do País de origem da língua da obra entendem determinada frase ou determinada colocação". Este é um problema muito sério e, por incrível que pareça, até mesmo em traduções das obras básicas, do Francês para o Português, existem contradições ao pensamento de Allan Kardec e aos pensamentos dos Espíritos, conforme está no original. As traduções da Bíblia, por exemplo, trazem absurdos terríveis, por causa disto. Mas não é esta a questão que estamos analisando agora.

Concordando com a preocupação da FEB, pertinente com certeza, os editores americanos propuseram o seguinte:

 - "Então os senhores indicam uma equipe de tradutores juramentados para acompanharem todo o trabalho de tradução, que nós bancamos todas as despesas e honorários. Só publicaremos cada obra, após o de acordo da FEB, para manter a integridade da mesma.”

Mesmo assim a FEB não autorizou.
 
Consta que os homens ficaram uma semana em Brasília, voltando lá diversas vezes, solicitando serem atendidos, foram atendidos apenas uma vez, do lado de fora, com todos em pé, e não mais foram recebidos, quando ouviram um funcionário lhes transmitir um recado da diretoria que dizia que o assunto estava encerrado. Consta que o Chico estava num clima parecido de "lua de mel", tamanha a sua felicidade, com aquela nova ideia, que só poderia ser trabalho da espiritualidade maior, até que lhe veio a notícia:

A FEB NÃO AUTORIZOU!

Quase o Chico desencarna quando soube daquilo. Custou a acreditar no que estava ouvindo. Tentou falar com alguém da diretoria da FEB, mas consta que não encontrou ninguém que pudesse atendê-lo para falar sobre o assunto. O notável médium entrou num processo de ira tão grande, chegando a passar mal e até a ser levado a um hospital. A partir daí decidiu a nunca mais doar os direitos e muito menos autorizar que a FEB publicasse qualquer livro escrito sob a sua psicografia.

Se todos procurarem checar o assunto e observarem a relação de livros psicografados pelo Chico, notará que, de fato, a partir de uma determinada época não consta mais livro nenhum do Chico editado pela FEB. Existem alguns livros editados, inclusive no ano de 1971, pela FEB, que são, se não me engano, o "Rumo Certo", que é um livro de mensagens do Emmanuel, e o "Antologia da Espiritualidade", um livro de poesias de Maria Dolores. Acontece que o Chico havia doado esses direitos antes do acontecido, já que nem sempre os livros eram publicados no ano que o direito foi cedido. A partir daí, podem observar, os livros começaram a ser editados apenas pelas editoras Clarim, CEC, Edicel, GEEM, FEESP, IDE, LAKE, CEU etc.

No ano de 1992, voltando a São Paulo, já amigo do Teodoro Lausi Sacco, voltei à FEESP para conversar sobre o assunto, indignado ainda com aquilo, e lhe pedi maiores detalhes e informações sobre o acontecido. Ele me disse que pouca gente, do movimento espírita, sabia daquilo e que a lembrança do fato fazia o Chico muito triste. Eu já tinha uma certa amizade com o Nestor João Masotti, que hoje é presidente da FEB mas na época (1992) era um dos seus vice-presidentes (a FEB tem mais de um vice-presidente). Ele sempre me tratou muito bem, com muita atenção... aliás, o Nestor sempre trata bem a todo mundo, é um "gentleman", um espírita do mais alto nível, um homem digno de estar onde está hoje. Não é um espírita de rótulo. Do aeroporto fui direto à FEB e começamos a conversar a respeito do fato. Eu imaginava que o Nestor soubesse daquilo, por ser um espírita muito influente no País e até no exterior, inclusive ex-presidente da USE (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo). Hoje ele é presidente do Conselho Espírita Internacional. Cheguei até a perguntar a mim mesmo: "Puxa vida, como é que pode, o Nestor um homem de São Paulo, atuante no movimento espírita paulista, não saber disto que me foi informado pelo presidente da FEESP, também grande nome do espiritismo paulista?". Mas são coisas da vida, ou melhor, coisas de movimento espírita.

Conversamos muito, relatei para ele tudo o que o Lausi Sacco havia me dito e ele manifestou-se surpreso com a notícia. De volta ao seu gabinete o Nestor me disse que iria procurar ver se existiam registros acerca do fato nos livros de atas da FEB, arquivados desde a sua fundação. Entraria em contato comigo e me diria alguma coisa, caso existisse ou caso não existisse nada registrado. Um mês depois, mais ou menos, ele me ligou para Belém e me disse o seguinte:

 - "De fato o episódio aconteceu. Há registros, sim. Mas aconteceu em uma época em que a FEB atravessou um dos momentos mais difíceis da sua história, momento este em que quase houve um rompimento até mesmo com as federativas estaduais...”

Na oportunidade questionamos, eu e ele:

- "Que tal a idéia de tentarmos descobrir quem são essas editoras americanas hoje, esses homens e vermos se eles ainda existem e estão dispostos a darem continuidade à idéia”.

Pela cabeça do Nestor Masotti, tenho certeza de que uma idéia desta jamais seria reprovada. Mas será que todos os outros dirigentes espíritas, mesmo os atuais, pensariam como ele?

Será que, pela coisa ser grande demais, não seria reprovada mais uma vez pelos espíritas donos da "pureza" doutrinária que, em nome da "humildade", continuam a reprovar tudo o que é grande, na concepção equivocada de que pelo Espiritismo só se podem fazer coisas pequenas? Será que a pessoa espírita brasileira, indicada para acompanhar os americanos no processo das traduções, pessoa esta que certamente seria bem remunerada, obviamente pelas poderosas editoras, não seria acusada de ganhar dinheiro às custas do Espiritismo?

Fica aí a história para a reflexão de todos.

Texto de Acid - www.saindodamatrix.com

domingo, 8 de julho de 2012

A BÍBLIA E O ESPIRITISMO




A palavra Bíblia vem do grego (biblia=plural de biblion ou biblios= livro), portanto é um conjunto de livros.
Em hebraico, a Bíblia chama-se O TANACH (o vocábulo  é masculino) e constitui o livro sagrado dos hebreus. Narra a história da saída de Abraão da cidade de UR na Caldéia em busca da terra prometida (CANAAN). A palavra “HEBREU” vem do hebraico “EVER” ( ‘ivri) e pode ter dois significados: Em Gen. 14,13,  Ever ( hebreu) é uma denominação dada a Abrão. Desta forma, “ ‘ivrim ” seriam os descendentes de EVER, ( Abraão) e o termo designaria grupos étnicos.

Pode significar também “a outra margem”. Em Josué 24:2 diz-se que “além do rio” (B’ever hanahar) ficaram os países de vossos pais, e tomei vosso pai(Avraham), Abraão, da outra margem do rio...“refere-se aos povos que vieram do outro lado do rio Eufrates, de onde veio Abraão. Neste caso, o termo tem um significado geográfico, étnico e social”.

A Bíblia hebraica é constituída de 24 livros que narram toda a trajetória do povo hebreu e  não possui o que nós ocidentais chamamos  de “Novo Testamento”. Para as religiões ocidentais, a  Bíblia divide-se em duas grandes partes, chamadas respectivamente de VELHO TESTAMENTO E NOVO TESTAMENTO, constituído, este último, dos livros sagrados  do Cristianismo e das religiões dele derivadas ou seja: Igreja Católica, Protestante, Ortodoxa Grega, Ortodoxa Russa, Armênia, Copta, Maronita, etc. O termo “testamento” vem do hebraico (berit)  que significa “Aliança”, do grego (diathéke) e finalmente no latim (testamentum), significando a antiga Aliança do  Sinai para o judaismo e a Nova Aliança de Jesus, o Cristo para o Cristianismo.
Existem, portanto, como consequência, três tipos de Bíblia a definir: A  Bíblia Judaica que para nós constitui o Velho Testamento, ou o Tanách  com 24 livros,  a Bíblia protestante com 66 livros e a Católica com 73 livros.
 Ta-na-ch representa as iniciais dos três conjuntos de livros que formam a Bíblia hebraica:  A Torá, Revelação ou Ensinamento que é formada pelos cinco livros de Moisés, que juntos formam o Pentateuco (no grego,  penta =  cinco + teuco = livro (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio).
 Neviim ou Profetas, além dos livros que hoje chamamos de históricos. São em número de 8 livros.
 Ketuvim ou  Escritos. Os Judeus designam por este nome, os livros dos Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester e Daniel, até aqui, são nove livros mais Esdra e Neemias ( um só livro) e as Crônicas I e II, - Divrei Iamim- ( um só livro), num total de 11 livros, perfazendo assim, um total de 24 livros. Este conjunto representa, para os ocidentais, o Velho Testamento. Consequentemente, a Bíblia Judaica não possui Novo Testamento.

É muito importante a necessidade de um estudo profundo e atualizado que traga um conhecimento novo para as verdades existentes na Bíblia. A Bíblia está repleta de passagens que trazem, através do povo hebreu, luzes para revelação de um monoteísmo, onde Deus é evidenciado como único e universal. Em todo seu  conteúdo e história, encontramos passagens e fatos que ratificam e comprovam os fenômenos mediúnicos em suas várias categorias, através  dos profetas, que eram na verdade grandes médiuns.

O  espírita não pode ficar à parte destes conhecimentos e preocupa-nos muito a visão equivocada de alguns  com relação à Bíblia. A grande maioria dos cristãos divide a Bíblia em Velho e Novo Testamento, afirmando que só o Novo Testamento é que tem importância para estudo, considerando o Velho Testamento  apenas como aspecto histórico.

Kardec não pensa assim e utiliza inclusive, o termo PRIMEIRA REVELAÇÃO, em lugar de “Velho Testamento”, o que está de pleno acordo com o significado hebraico de BERIT RISHON  que significa Primeira Revelação.
 Se fizermos um estudo no Livro dos Espíritos vamos encontrar observações do Espírito da Verdade e do próprio Kardec que demonstram um conceito diferente e de pleno acordo com o significado Bíblico.
 Analisemos o que diz Kardec no Livro dos Espíritos, na questão 59, referente à criação. Kardec afirma que a Bíblia não é um erro, mas  que os homens se equivocaram ao interpretá-la.
 Na obra o Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec utiliza vários capítulos sobre temas da Primeira Revelação. E assim, temos: Primeiro capítulo. Não Vim Destruir a Lei, onde Kardec cita os Dez Mandamentos, todos extraídos do Êxodo - capítulo 20. Quarto capítulo: Não pode ver o reino de Deus, senão aquele que renascer de novo, onde Kardec cita o profeta Isaías 26:19 e Jô 14: 10 e 14. Décimo quarto capítulo: Honrar Pai e Mãe, Exôdo 20:12.
-  Na questão 275, o Espírito da Verdade nos manda  ler os Salmos. Na questão 560, cita o Eclesiastes como verdade superior.
 - Na questão 1009, Platão, em mensagem, afirma que é, no sentido relativo,  que se deve interpretar os textos sagrados.
- Na questão 1010, São Luís informa que “o Espiritismo ressalta a cada passo do próprio texto das Escrituras Sagradas”. Como se pode desconhecer estas colocações dos espíritos superiores?
O Novo Testamento, para ratificar a sua autenticidade,  cita os livros do Velho Testamento como os Salmos, os Provérbios, os profetas, além de inúmeras outras passagens. Veja por exemplo, o Evangelho de Mateus que foi escrito para os judeus convertidos ao cristianismo e apresenta citações do Antigo Testamento em todos os seus capítulos.

O Apocalipse de João, ditado pelo Cristo, possui 404 versículos, dos quais 278 referem-se ao Antigo Testamento. Será que as pessoas, que pensam assim com relação ao Antigo Testamento, estão corretas em seu raciocínio?

Emmanuel,  em seu livro “A Caminho da Luz110”, na página 67, faz referência ao Judaísmo e ao Cristianismo. 

Reproduzimos aqui o texto, na íntegra, para sua reflexão: “Estudando-se a trajetória do povo israelita, verifica-se que o Antigo Testamento é um repositório de conhecimentos secretos, dos iniciados do povo judeu, e que somente os grandes mestres deste povo   poderiam interpretá-lo fielmente, nas épocas mais remotas.
Eminentes espiritualistas franceses, nestes últimos tempos, procuraram penetrar os seus obscuros segredos e, todavia, aproximando-se da realidade com referência às interpretações, não lhes foi possível solucionar os vastos problemas que as suas expressões oferecem.

Os livros dos profetas israelitas estão saturados de palavras enigmáticas e simbólicas, constituindo um monumento parcialmente decifrado da ciência secreta dos hebreus. Contudo, e não obstante a sua feição esfingética,
 é no conjunto um poema de eternas claridades. Seus cânticos de amor e de esperança atravessam as eras com o mesmo sabor indestrutível de crença e de beleza. É por isso que,  a par do evangelho, está o Velho Testamento tocado de clarões imortais, ( grifos nossos) para a visão espiritual de todos os corações. Uma perfeita conexão reúne as duas leis, que representam duas etapas diferentes do progresso humano. Moisés, com a expressão rude de sua palavra primitiva, recebe do mundo espiritual as leis básicas do Sinai, construindo deste modo o grande alicerce do aperfeiçoamento moral do mundo; e Jesus, no Tabor, ensina a humanidade a desferir, das sombras da terra, o seu vôo divino para as luzes do céu”.

Que acha? Emmanuel está equivocado?

O que nos falta, na verdade, é o conhecimento mais aprimorado da Bíblia para descobrirmos que ela endossa a Doutrina dos espíritos e está de mãos dadas com ela. Que ambos se completam. Por isso, achamos inconcebível o desconhecimento destas questões, não só pelos espíritas, como também por todos os cristãos de qualquer credo religioso que em vez de procurarem compreender estas verdades através do estudo, passam, como a maioria das pessoas, a criticar  o que desconhecem.

Vejamos o texto da questão 1010 do Livro dos Espíritos acerca da Bíblia:

“Logo se reconhecerá que o Espiritismo ressalta a cada passo do próprio texto das Escrituras Sagradas. Os Espíritos não vêm, pois, destruir a religião, como alguns o pretendem mas, ao contrário, vêm confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis. Mas como é chegado o tempo de não mais empregar a linguagem figurada, eles se exprimem sem alegoria e dão às coisas um sentido claro e preciso que não possa estar sujeito a nenhuma interpretação falsa. Eis porque, dentro de algum tempo, tereis mais pessoas sinceramente religiosas e crentes que as que não tendes hoje”.

Vejamos, finalmente,  a opinião de Jesus a respeito da Torá  ou  Primeira Revelação: “Não penseis que vim destruir a Torá (Bíblia)  ou os profetas. Eu não vim para destruir, mas para cumprir”. Mateus 5;17. No versículo 18 deste mesmo capítulo Jesus acrescenta: “Em verdade vos digo: enquanto os céus e a terra não passarem, nem um “iud” nem um sinal da Torá passará antes que tudo seja cumprido” O “iud” é a menor letra do alfabeto hebraico. Jesus quer dizer que tudo que tem na Torá é importante até mesmo a menor letra tem importância e que tudo que ali se encontra é verdadeiro e não passará nada da Torá sem acontecer ou ser cumprido conforme a vontade de Deus.
 E conclui Jesus ainda no capítulo 5:19 de Mateus: “Assim, o homem que deturpa um desses mandamentos, por menor que seja, e o ensina aos homens, será chamado o menor no reino dos Céus. Mas quem pratica e ensina, este será chamado “Grande” no reino dos Céus”.

Estes três versículos (17,18 e 19) do cap. 5 do evangelho de Mateus servem para nossa análise sobre a opinião de Jesus sobre a Primeira Revelação.
Diante do exposto, ficam patentes as opiniões de Kardec, do Espírito de Verdade, de Emanuel e de Jesus sobre a Bíblia, Primeira Aliança ou Primeira Revelação.
Se você leitor, pessoalmente não gosta ou não aceita a Primeira Aliança ou Primeira Revelação, nós respeitamos a sua OPÇÃO PESSOAL, mas não utilize o nome da Doutrina Espírita, do espírito da Verdade, de Kardec ou de Jesus,  para justificar sua opção, pois  segundo os motivos expostos acima, todos dedicam respeito e recomendam o nosso entendimento e cumprimento do que existe na TORÁ.

Artigo originalmente publicado na Revista Internacional de Espiritismo e reproduzido com autorização do autor.

Texto do Boletim Eletrônico Doutrinário do T. E. do Cruzeiro da Luz
Ano 2012 – 106


terça-feira, 29 de maio de 2012

VIROU "ESPÍRITA" AGORA JÁ SABE DE TUDO!!!


Olá Leitores,

Como trabalho em um Centro Espírita dito Kardecista, sei que muitos  "confrades" ficarão surpresos com este texto. Mas postei aqui porque concordo com cada linha do que está escrito e meu objetivo é fazer pensar. Esse texto é um chamado a lucidez espiritual dos ditos espíritas servindo também  para espiritualistas, eu  também não sou perfeita, mas vejo muita coisa nas andanças e lides da vida diária, especialmente dentro da caminhada espíritual. Tenho notado sim muita vaidade, muito ego, muita pregação vazia, inconsistente, daqueles que deveriam pelo aprendizado estar em situação melhor. E no quesito imperfeição...não sei da onde saiu esse mito de que espírita é um ser perfeito...são os mais imperfeitos e mais comprometidos pelos erros de éons passados, há muitos livros falando disso, inclusive no Livro "Os Dragões" do Espírito Maria Modesta Cravo aborda e aprofunda a origem dos espíritas e também fala de todas as negatividades dessa corrente doutrinário-religiosa. E mesmo assim muitos se acham no direito de julgar e apontar seus dedinhos aos menos afortunados, realmente se achando os donos da verdade...vide o texto abaixo!!!(Anna)




É impressionante a quantidade de espíritas que faz julgamentos descabidos, antifraternos e extremamente preconceituosos sobre determinadas pessoas. Basta só começar a ler alguns livros e pronto! Já sabem de tudo!

Infelizmente alguns companheiros desavisados mergulham de cabeça na doutrina do amor, que é a doutrina do espiritismo, porém, equivocados e visivelmente fragilizados psiquicamente, metem os pés pelas mãos com suas constatações precárias, sob o nosso ponto de vista fraterno.

Muitos apontam os esfarrapados, os miseráveis, os negros, os moradores de rua e os usuários de crack, como sendo os inimigos da sociedade noutros tempos, os olham com desprezo e, da boca para fora dizem ser estes os “irmãozinhos” menos favorecidos, mas em seus corações os desprezam e se acham melhores e mais merecedores das bênçãos de Deus do que os mesmos.

Ora, quantos de nós está encoberto pelo verniz social, que a hipocrisia tenta disfarçar o ranço preconceituoso e egoísta que jaz em nossa alma, mesmo dizendo-nos “espíritas convictos”? Quantos seguidores dos estudos de Allan Kardec e frequentadores assíduos dos centros espíritas de vários lugares têm a alma ainda dura como pedra, mas fazem-se passar por reformados?

É muito fácil olhar para um esfarrapado na rua, e pensar de forma preconceituosa que ali está um espírito encarnado mui comprometido, devido a aparência degradante que denota o fracasso do mesmo.

Enganam-se terrivelmente os que assim pensam, mesmo não compartilhando com seus semelhantes destes pensamentos, temendo revelar o quanto ainda estão doentes e é claro, temendo serem descobertos como os hipócritas e pouco caridosos que infelizmente ainda são.

Estes irmãos de caminhada misturam-se entre os espíritas verdadeiros, assumem cargos importantes dentro dos centros espiritualistas ou espíritas, ocupando funções das quais não são merecedores, pois estão doentes por dentro, indicam o Evangelho, mas não fazem uso verdadeiro dele para si, dão palestras e falam com eloquência, entretanto em seus lares são déspotas que friamente conduzem os familiares a uma convivência difícil e pouco harmoniosa.

Não trabalham seus instintos inferiores, os sufocam encobrindo-os com as roupas limpas e elegantes, com fino trato e aquele velho sorriso armado no rosto, que com a mesma fala de sempre, diz: “Oremos meus irmãos!”

Ingenuamente há pessoas que se utilizam das doutrinas religiosas para os outros, jamais para si, o que é lamentável, pois a marcha evolutiva requer um ritmo e uma continuidade, os que assim procedem, estacionam e complicam-se.

Há muitos irmãos de caminhada com excelente saúde física, com aparência agradável, inteligentes, com a fala mansa e com boa educação, cuja alma encontra-se enferma e em situação muito pior do que os mais esfarrapadinhos irmãos de rua que possamos imaginar!

Há mulheres cuja elegância e beleza física nos encantam sobremaneira, requintadas, elegantes e bem educadas, tratadas com o melhor que o dinheiro pode comprar, enquanto seus perispíritos encontram-se envoltos em substâncias de baixo teor, cujo odor é repugnante, oriundo das ações egoísticas e malévolas, dos excessos e dos escândalos cometidos por elas, em nome da futilidade e do supérfluo.

Beleza e saúde física nunca foram sinônimo de equilíbrio, pois o fato de uma criatura estar hoje vivenciando no plano físico a doença ou a pobreza de forma mais explícita, não significa que seja pior do que ninguém.

Os bons espíritas são os que fazem uso do Evangelho em suas vidas, transformam-se em pessoas melhores e sabem que sempre haverão arestas para serem aparadas. Eles trabalham dentro da doutrina escolhida por eles mesmos, rumo à caminhada evolutiva e de forma a se educarem e se harmonizarem sem estrelismos, sabendo que necessária é a transformação da alma.

Os maus espíritas que nos perdoem, mas as aparências enganam e muito! Todos somos criaturas necessitadas de reformas no campo da moral, sempre há o que fazer para aperfeiçoarmo-nos mais e melhor, não cabendo a nós os julgamentos nem as condenações!

Tudo o que fazemos é uma análise real de nós mesmos e das nossas fragilidades que são gigantescas, assim como nossa ignorância. É preciso o trabalho da humildade e a busca pelo conhecimento com sabedoria.

A humildade é medicamento que limpa as vistas e nos faz enxergar o quão ainda somos pequeninos e carentes de equilíbrio, portanto façamos logo esta verificação, a fim de não continuarmos estacionados e iludidos em nosso orgulho virulento!

Muita Paz!

Texto do Blog Missão de Luz - Desconheço a autoria.(Anna)