Sejam bem vindos ao Ametista de Luz,
Ametista de Luz é um blog que vem para somar, nunca para competir ou dividir. Estou aqui, à luz da Universalidade Crística que habita em meu coração. Minha religião é Deus e EU SOU LIVRE, pois EU SOU O QUE EU SOU.
Ametista de Luz, representa o caminho que venho trilhando na busca pela minha evolução como ser humano e espiritual e da responsabilidade com a vida ao meu redor. Decidi que era hora de dividir com vocês aquilo em que acredito, aquilo que tenho buscado e o que tenho aprendido. Não tenho intenções de forçar ou violentar consciências, pois cada um é livre para crer ou não e naquilo que quiser. Este blog tem por objetivo levar, agregar conhecimentos, alargar conceitos, desmistificar, permitir novos olhares sobre coisas velhas e estagnadas, descortinar coisas que para muitos ainda estão escondidas.Que através dos conhecimentos diversos das diferentes doutrinas, religiões, filosofias, teosofias que este singelo serviço de amor e luz possa iluminar as vidas de todos aqueles que o acessarem, ajudando-os assim a expandirem suas consciências rumo ao divino que todos somos.Nunca esquecendo que não existem verdades absolutas no Universo e que ninguém é dono dela.
Que eu possa partilhar com vocês essa busca e esse caminho de pura luz que emana de meus Amados Mestre Jesus, o Christo e de Mestre Saint Germain, o Avatar dessa Era da Chama Violeta ou Era de Aquário e da Equipe Espiritual que me guia.
Paz e Luz, Namastê, Axé, Aranauam, Saravá, Motumbá, Salve, Shalom, Kolofé, Shaumbra, Mitakue Oyasin...!!! Anna Aguyrre

terça-feira, 14 de agosto de 2012

MENSAGEM SEMANAL DE MESTRE HILARION



                                                       
                                                      De 05 á 12/08/2012

Amados,

Separem um tempo só para vocês serem gentís consigo mesmo, pois existem muitas coisas acontecendo nos planos internos de cada um de vocês. O trabalho que fazem é multidimensional com envolvimento das muitas dimensões. À medida que entram em um maior alinhamento com as suas Almas Superiores, assim também, o fazem os seus diversos aspectos superiores e as qualidades de suas multi-dimensionalidades. O trabalho do progresso espiritual é ininterrupto e a maioria de vocês que está lendo essas mensagens está desperta, indo bem além das iniciações planetárias. A maioria de vocês está trabalhando também em iniciações Cósmicas e Galáticas.
 Muitos de vocês têm professores que estão apenas chegando agora em sua esfera de atividade, à medida que elevam os seus níveis de frequências. Esses professores têm estado com vocês por eons e estão prontos esperando que vocês se conscientizem da presença deles. Separem um tempo para se abrirem, para ouvirem e sentirem a orientação e direção desses professores.
 Todos nós estamos trabalhando como Um Só, pois existe a mais elevada boa vontade e cooperação entre nós que somos Os Ascendidos dessa Planeta com Aqueles que são Os Galáticos e Os Cósmicos, prevalecendo a paz e a harmonia entre todos nós.
 Nós também estamos trabalhando nas iniciações mais elevadas à medida que nós buscamos servir ao Logos Planetário e ao Criador Primeiro, acima da quinta dimensão e nos mundos superiores mais elevados, é o servir aos outros que nos move para adiante e como têm sido dito antes:- Para quem muito é dado, muito também é requerido.
 É importante continuarem a persistir na elevação e na manutenção de seus níveis de frequência, pois isso irá tornar o seu caminho ser mais fácil, à medida que as energias cósmicas aumentarem na atmosfera de seu Planeta. Isso requer perseverança e dedicação para sustentarem a sua visão mais elevada e confiança de que tudo está bem, não importando as aparências externas no Mundo em sua volta.
 À medida que os despertados se tornam conscientes de seu grande potencial, suas reações iniciais são deixar que os outros saibam que eles se encontraram e de que eles estão em um processo de aprendizado que ocorre aos que estão despertando quando a Alma está pronta, e que não pode ser forçada para que isso aconteça, embora usualmente o Despertar aconteça através de algum evento em sua vidas que os choque e os confunda, causando grande buscas internas e descobertas.
 Façam uma prática de visualizarem-se como verdadeiramente são, Seres de Luz e de Amor magnificentes que estão alinhando-se cada vez mais com o seu Eu Humano. Isso requer Amor total, pleno de aceitação do Eu apenas por que vocês são, sem fazer comparações com os outros em sua volta. Muitos de vocês estão achando difícil essa fase de trabalho porque porem muitas vidas se colocaram por último, em vez de se colocarem como primeiro.

Dêem a si mesmo muito Amor e honrem a si mesmo, alinhando-se com a Grande Divina Presença Eu Sou, muitas vezes durante o dia todo e a cada dia. Ouçam à música que lhes cause elevação em seus corações e em seu Ser. Vocês irão saber qual música causa isso a vocês e nós lhes aconselhamos a usarem dessa brilhante ferramenta para manterem e aumentarem os seus níveis de frequência.
 Procurem despender o quanto for possível de seu tempo nas energias da quinta dimensão, permanecendo ancorados no coração cristalino da Terra. Sua presença e as suas mais elevadas intenções são muito importantes nesses tempos, à medida que o humano se rende, entregando-se à Vontade Divina, para o seu próprio bem e para o bem mais elevado de Todos.
 À medida que mais e mais pessoas fazem isso, a energia global da nova grade Planetária aumenta em frequência e isso em troca, eleva toda a Humanidade. Lembrem-se para honrar as necessidades de seu corpo físico como um todo no que for necessário para seguirem adiante através das mudanças permanentes em curso com grande leveza e graça.
 Volte a face pra o Sol em uma oração silenciosa e de agradecimento, à medida que afirmam que vocês são os Mestres de seu destino percorrendo em direção do horizonte da vitória. Permaneçam focados e centrados à medida que vivenciem as suas vidas diárias.

Até a Semana que vem...

Eu Sou Hilarion

----.....---==II==----.....----

©2012 Marlene Swetlishoff/Tsu-tana (Soo-tam-ah)
Sustentadora da Sinfonia da Graça
Tradução-Helena Renner helenarenner@yahoo.com.br  
Permissão é dada para compartilharem desse discurso, desde que esteja em sua íntegra, sem rasuras ou emendas, estando incluídos os nomes da autora, de seus direitos autorais e de seu web site www.therainbowscribe.com/  
Grata por incluírem o link acima ao compartilharem esse discurso.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

TOQUES DO PRETO VELHO


“O rótulo religioso não passa de uma experiência transitória em determinada época do curso ascensional do espírito eterno.” Ramatis




Os espíritos trabalhadores, designados de pretos velhos, nos repassam constantemente uma lógica que infelizmente, nós encarnados ainda estamos demorando em aplicar.  Dizem eles, com sua maneira peculiar e simples de expressão, que no “mundo dos mortos” não existe raça, cor ou credo que diferencie as almas ou crie fronteiras, o que existe é o homem de bem e o homem que desaprendeu de ser bom. Baseado nisso, nos falam das lágrimas que insistem em cair de seus olhos, pela arrogância dos homens e de suas religiões que acabam se distanciando de Deus, pela pretensão de se adonar d’Ele, impondo a “sua” verdade.  As religiões ou os credos em geral, ainda existem por necessidade de nossos espíritos que se diferenciam na escala evolutiva, encontrando dentro de cada uma delas a melhor adaptação de “religar-se” ao Criador. O que fica desvalorizado aos olhos da Espiritualidade Superior é o combate que se trava entre os homens por questões religiosas como se vivessem em eterna disputa, chegando ao absurdo das ditas “guerras santas”. Por enquanto a humanidade percorre vários caminhos em busca dessa verdade, mas chegará o dia em que o Universalismo será pleno, então haverá um só rebanho para um só pastor. E como acontece no “andar de cima”, formaremos uma única corrente de trabalho, auxiliando a quem necessita, mostrando que a ferramenta mediunidade tem um só objetivo: - a caridade! Fora isso, tudo o mais fica por conta de nosso Ego.

Abaixo vão alguns ensinamentos “toques” trazidos por um destes queridos amigos espirituais:

Lá nos planos sutis, aonde vocês muitas vezes vão quando dormem, mas ao acordarem não se lembram, existe uma grande família espiritual a lhes esperar, velar e torcer por vocês. Quebrem a barreira vibracional com sentimentos e pensamentos elevados, levando seus corações até eles. Mate a saudade espiritual que existe dentro do seu peito. Deixe a intuição fluir. Os guias espirituais não são mestres intocáveis que vocês devem reverenciar, mas sim, são amigos de jornadas. Conheça - os, converse com eles, trabalhem juntos, mas sorriam e brinquem juntos também. Eles estão te esperando.

Mediunidade é coisa importante e séria, mas não diviniza nem inferioriza ninguém. Vocês sabem disso. Tem gente que pensa que ser grande médium é praticar fenômenos para “incrédulo ver”. Outros pensam que é se vestir todo com uma fantasia, “virar os olhos” e “rebolar” bastante. Não! Mediunidade é você trabalhar em parceria com os amigos do lado de cá para o bem de todos, apenas isso. Vocês complicam muito as coisas. Na verdade tudo é muito simples. Pense na manifestação das criancinhas durante um processo mediúnico. Existe algo mais simples e belo do que isso?

Parem de julgar a manifestação mediúnica ou a experiência do outro. Você pode até não concordar, mas caso para ele faça sentido, deixe. É dele! Isso lembra muito a postura daquele que não consegue fazer melhor e por isso mesmo vive a criticar e apontar o defeito dos outros. As experiências espirituais muitas vezes são de foro íntimo, cada um busca a sua. E cada um fique feliz com a sua! Aprendam também que a dedicação e o estudo ajudam muito. Mas o que realmente conta é o seu dia – dia, como pessoa comum, passando pelo crivo do grande mestre que é a vida. Não adianta nada estudar muito e praticar pouco, principalmente em relação a humildade, tolerância e amor.

Fazer caridade é muito bom. Se alem disso buscam esclarecer as pessoas, melhor ainda. Tem gente que acha que doando uma cesta básica de Natal ao desencarnar será “salvo”. Outros ainda se acham muito especiais e caridosos, verdadeiros missionários. Não caiam nessa bobagem. Saibam que, em verdade, ao auxiliar os outros vocês ajudam a si próprios. E quando fizer a caridade, também não apenas dê o peixe, ensine as pessoas a pescarem. “Caridade de consolação” ergue a pessoa, mas depois que ela já está de pé, está na hora de ensiná-la a andar, com a “caridade de esclarecimento”. Pensem nisso! Caridade faça sempre que surgir a oportunidade de auxiliar o irmão. Esclarecimento leve a todos os lugares, fazendo a sua aura brilhar e contagiando as pessoas com alegria e vontade de viver.

Trabalho em grupo é coisa séria, deve haver amizade, alegria, mas não é reunião social. Os guias escutam os seus pensamentos e não estão nada interessados em suas preferências físicas, nem em suas “paqueras” dentro do grupo, nem dão importância a isso. Tão pouco são cúmplices das fofocas, guerras de vaidade e ciúmes que existem dentro do mesmo. Um trabalho espiritual em grupo é uma benção e oportunidade única de evolução, tanto de encarnados como desencarnados. Aproveitem bem! Existe um montão de mestres esperando por vocês desse lado, mas muitas vezes eles não conseguem lhes amparar, afinal vocês não param de pensar no “vizinho”, ou como a vida é difícil e injusta com vocês…

Os Orixás, os Mestres, os Anjos, os Devas, todos Eles amam a humanidade. Caso queiram fazer um ritual a algum Deles, tudo bem. Mas lembrem - se sempre: Vela acesa só tem valor se o coração estiver aceso antes. Caso contrário, não!

A energia de uma erva é poderosa e realmente cura, mas antes, suas próprias energias e o respeito com a vida vegetal devem ser grandes, caso contrário, é desperdício de tempo. Qualquer ritual de magia para o bem é lindo e bem quisto pela espiritualidade, mas não se perca no meio de muitos rituais e elementos e esqueça o essencial. O grande mestre da magia é o coração, e a grande força motriz é a sua mente. Lembrem - se disso.

Não sejam espiritualistas pela metade. Durante o dia vocês ficam pensando em espiritualidade, mas ao dormir, que é a grande hora onde o espírito se liberta do corpo físico, vocês não pensam em nada, ficam com preguiça e logo suas mentes são invadidas por um monte de coisas, adormecendo na mais perfeita desordem. No mínimo orem ao deitar-se. Agradeçam o dia, coloquem - se à disposição do aprendizado, aproveitem as horas de sono. Elas são chaves de acesso ao crescimento espiritual. Meditem nisso.

Eu sou um preto-velho. Pouco importa minha forma ou meu nome. O que importa é que eu sou luz, como vocês e todos nós, filhos da Grande Luz. O sol brilha em meu coração, no seu e em toda humanidade. Você ainda tem preconceito em relação a raças? As culturas diferentes? Religião? E julgam - se espiritualistas? Ora amigo, deixe disso! Lembre – se: todos viemos da mesma fôrma. Eu tenho apenas uma palavra para descrever o preconceito: ignorância!

Ignorância também são as paredes e preconceitos religiosos. Todos os mestres da humanidade pregaram o desprendimento, mas o que os seus seguidores mais fazem é ter o sentimento de posse em relação a Eles. E lá se vão guerras, ofensas e desarmonia entre uma religião e outra. E lá se vão discussões infindáveis entre doutrinas diferentes. Todos os caminhos levam a Deus, mas muitos acham que seu caminho é melhor do que dos outros, não é mesmo? Façam um favor à humanidade, meus filhos: vão voando nas asas do universalismo ecumênico! E parem com essas bobagens…

Do lado de cá nós adoramos música. Ela rejuvenesce a alma, acorda o coração e desperta a intuição. Aproveitem as músicas de qualidade. Elas são ótimas e verdadeiro brilho e alimento para vossos espíritos. Também escutem a música que os espíritos superiores cantam secretamente dentro do coração de cada um. É a música da Criação, ela está em todos, mas só pode ser escutada quando a mente silencia e o coração brilha. Pensem nisso!

Pensem também na natureza. Coloquem uma música suave. Direcionem - se mentalmente a um desses sítios sagrados, verdadeiros altares vivos do amor de Deus. Pensem na força curativa das matas, na força amorosa e pacificadora das cachoeiras, da limpeza energética que o mar traz ao espírito. Meditem neles. Isso traz sintonia, reciclagem energética e boa disposição. Façam isso por vocês e fiquem bem!

Por fim, dediquem - se mais ao autoconhecimento. Ele é muito importante. E um dia, mesmo que isso demore milênios, vocês se conhecerão tanto que realmente descobrirão sua natureza divina. Nesse dia, as cortinas da ilusão se abrirão e você verá o universo a sua frente. Não existirá mais Orun* (céu) nem Ayê* (mundo material). Nem eu nem você. Apenas Ele… Pai e Mãe dentro de nós mesmos!


Um Grande abraço
Pai Antônio de Aruanda e Fernando Sepé

(escrito por duas mentes em um só coração) Para quem não sabe, Pai Antônio de Aruanda é uma das amadas entidades representativas da falange dos Pretos Velhos que trabalham na Umbanda e em muitas outras linhas de trabalho como no Espiritismo, muitas vezes se apresentando com outra roupagem e aparência em virtude do preconceito. Fernando Sepé é escritor é jornalista e Umbandista em São Paulo.

Paz e Luz

QUINZE ALERTAS FUNDAMENTAIS AOS ESTUDIOSOS SOBRE ESPIRITUALIUDADE

Olá Queridos Leitores e Seguidores do Ametista de Luz, este é daqueles textos o qual não fui eu quem escreveu, mas que fala exatamente coisas que concordo e que já vivenciei de alguma forma, então partilho com vocês. Os assuntos espiritualidades, mediunidade e grupos de estudo, são assuntos dos quais tenho relativo conhecimento e acredito que sirva para qualquer tipo de grupo, núcleo, centro, casa, enfim quem quer levar a sério aquilo a que se propõem, então o texto abaixo vai ajudar, especialmente para aqueles que tem por "missão" dirigir, ou guiar, ou ajudar, ou esclarecer nestes trabalhos. p/ Anna Cirene Aguyrre



1 - DESÂNIMO!

Mantenha-se em total vigilância e compreensão sobre o desânimo!

É normal haverem momentos em que se perca um pouco de foco e força.
Acalme-se e não procure soluções imediatas ( mas ao sentir-se desanimado, fique alerta e lute contra o desânimo, pois nessa hora, as forças involutivas aproveitam-se para fazê-lo crescer até que abandonemos a jornada.). A energia do ambiente se modifica e cai a sintonia. O Sol sempre volta a brilhar e com ele as esperanças também voltam a se aquecer e tudo volta ao normal, não se desespere !

2- ORGULHO!
Cuidado profundo com o orgulho que está diretamente ligado com a VAIDADE!
QUESTIONE-SE SEMPRE!!!
E aprenda a ouvir as críticas que chegam. As vezes elas vem duras e dando porrada, mas trazem verdades.

3-APRENDA A OUVIR CRÍTICA!
 Lidamos com muita gente de opiniões, religiões e estudos diferentes. É normal haver discordância e é importante estar antenado para saber se podemos melhorar os pontos. Nunca se irrite quando alguém discordar de você, mas observe qual foi o ponto que a pessoa quis mostrar. Ela pode estar errada, mas também pode estar certa, mesmo quando o verbo usado veio de uma forma intensa!
Entenda que é a forma como somos lapidados, como os avisos nos chegam às vezes!

4-QUESTIONE-SE!
Espiritualidade, mediunidade, etc… são coisas sérias e como lidamos com espíritos e pessoas, somos passíveis de erros e enganos!
 Permita-se a dádiva de poder errar, pois errará!
Espiritualista que não se questiona está fadado a cair!
Grupo espiritual que não se permite ajudar uns aos outros, que não tem como princípio discordar educadamente, melhorar os pontos, não estão abertos, irão desmoronar e com inimizades, pois é avenida aberta ao assédio espiritual!

 5-VAIDADE!
Cuidado com os elogios!
 Eles são bons e vem como incentivo, sempre virão, mas fique vigilante!
Mentor sério sempre vem para mostrar pontos para melhora e não exaltar atitudes somente. Duvide daqueles que dizem que você foi alguém famoso ou importante, receba o presente do agradecimento, mas não se deixe alimentar disso.
Respeite aqueles que são mais místicos, ou quando perceber alguém passar dos limites!               Tente ajudar, se não for possível, entenda que o momento de cada um é necessário, mesmo que o leve a sofrimento. Nem os mentores interferem por vezes nesses casos.
Não somos ruins, mas também não somos tão bons quanto por vezes achamos!
Siga o caminho do meio e sempre observe cada atitude.
A maioria dos espiritualistas caem nessa armadilha que é muito usada por espíritos inteligentes e zombeteiros, com intuito de expor a pessoa ao ridículo.

6-RESPONSABILIDADE NAS ATITUDES!
Não culpe aos espíritos por tudo!
Você é o culpado pelo acesso!
Somos nós que permitimos intervenção, sejam de espíritos bons ou de espíritos ainda perdidos na ilusão. Isso significa assumir tanto o lado ruim das suas atitudes, como a parte boa!
Foi você quem a fez, quem deu acesso, mesmo quando tinha boa vontade!
Não precisa nem sentir-se pequeno e muito menos superior a ninguém!

7-CULPA!
Muito cuidado com a culpa!  É através dela que os espíritos (inferiores) nos pegam em cheio!
 Aprenda com os erros, procure não repetir os mesmos, mas não se permita essa doença da alma chamada CULPA!
Transforme a culpa em consciência. Converse consigo mesmo SEMPRE, entenda que é normal cair, errar e que cada escorregão servirá de apoio feliz para continuar o projeto de aprendizado. Aprender é uma aventura, e errar faz parte dela!
Sem grilo no caminhar!


8- COMPLIQUE MENOS AS COISAS!
Não precisa fingir que está tudo bem sempre, é preciso permitir perceber quando as coisas não estão bem para abrir vigilância nos momentos necessários, mas procure não complicá-las e dar mais importância do que deveria.

9 – COMUNICAÇÃO!
Aprenda a curtir o interior em cada momento!
É possível fazer isso tanto nas horas boas quanto nas complicadas.
Procure observar mais as suas atitudes e entender que momentos bons vêm e vão, e nem sempre é sensato falar tudo para todos e cuidado com o que se fala.
Nem tudo que você vê é realmente um aviso ou algo que deve ser levado a sério a ponto de ser exposto! Cuidado com o que acha ser mediunidade, clarividência, aviso fora do corpo, etc… Se for o caso guarde a visão para si mesmo. Por vezes queremos ajudar com essas visões e acabamos é atrapalhando a vida da pessoa, ainda mais quando não temos certeza se somos ou não bem influenciados naquelas comunicações.
Lembre-se que ao espiritualista é dado o poder da comunicação, ele tem a capacidade de levar informação. Por isso cada palavra deve ser bem pensada, pois muita gente pode lhe ter como modelo!

10- JULGAR!
Cuidado com o que pensa do próximo!
A língua é como uma espada afiada!
Ela pode tanto ajudar quanto prejudicar, depende de como se faz uso da mesma!
Ouvirá muita gente comentando dos outros, às vezes de forma mascarada e de espiritualistas que menos se esperava, não entre nessa! Algumas vezes são como se fossem santos tentando ajudar, mas perceberá as artimanhas do julgo facilmente nas pessoas.
Sempre de forma educada procure apontar as qualidades das pessoas, mesmo aquelas que pareçam  as mais erradas. Não tente se mostrar superior àquele que julga, mas não deixe de sutilmente tentar ajudar. Afinal, naquele ponto podemos mesmo ser melhores, mas o espiritualista consciente sabe que o que é fácil para um não necessariamente é para outro, e sabe se colocar no lugar dos outros de verdade.

11- CONFLITOS!
Aprenda a ouvir a todos e tirar o melhor de cada um.
A pessoa que menos esperar pode lhe ensinar muito.
Mesmo numa coisa que aparentemente já saiba, poderá lhe dar um novo ângulo ainda não visto.
Mesmo que não concorde com uma ou mais visões de determinada religião ou estudo, procure olhar com calma. Você é o observador de si mesmo. A forma como se coloca no mundo faz com que possa pousar em todos os galhos e tirar o melhor. E deixar um pouco de si mesmo quando for possível.

12- RESPEITO!
Respeite as pessoas como elas são!
Nós mal conseguimos mudar a gente mesmo!
Posicione-se sempre com paz.
Não espere respeito das pessoas.
Saiba onde você está e sempre pergunte-se:
Estou encarnado onde?
O que esperaria daqui?
Não espere dessa zona grandes retornos das atitudes, aqui é um hospital onde a maioria está passando por tratamento intensivo na consciência e não é fácil para ninguém.


13- ASSÉDIO!
Todos os tópicos citados estão relacionados com assédio.
Toda vigilância é pouca para o espiritualista!

Ele trabalha despertando consciências e isso incomoda muito.
Muito cuidado e nunca perca a seriedade para isso.

Haverão inúmeras e incessantes tentativas de acesso à tentativa de desarmonia do espiritualista.
Quando não nos defeitos dele, será tentado de todo lado na família, amigos etc…
Os ciclos vem e vão. Existem momentos mais calmos e outros mais tensos!
Procure sempre ficar vigilante e não se esqueça dos mentores em cada etapa!
Cuidado com quem e como se relaciona!

Os espíritos usam muito o relacionamento amoroso, como ciúmes, envolvimento com pessoas que nos levam a sofrimento, EGOS, etc…
Cuidado para não se envolver com pessoas do mesmo grupo e com isso se afastar do mesmo! Essa é a principal artimanha de espíritos nos grupos espirituais!
Utilizam a carência, das ligações físicas, do sexo, da vontade para criarem verdadeiras GUERRAS de assédio.
Muitos grupos se desfazem por isso, muitos projetos são deixados de lado por falta de vigilância.
Mesmo quando você conseguir vigiar todas as suas brechas, eles pegarão os outros!
Quando alguém se aproximar de você, sempre procure colocar-se como irmão espiritual e ajudar.

Lucidez e controle para perceber isso e conseguir de forma sutil e inteligente não cair em atitudes que levarão a sofrimento, falhas e afastamentos dos projetos espirituais.

14- SINTONIA E MENTORES!
Um espiritualista sério não anda só!
Ele é equilibrado, tem os pés fortemente plantados na Terra, mas a cabeça super conectada com o alto.
Ele sabe que não é especial, e aquele que assim se achar já está com uma porta imensamente aberta.
Espiritualista NÃO É ESPECIAL!

É só uma simples ferramenta de trabalho, de ajuda e sabe que é  ELE MESMO o mais necessitado desse trabalho, mas sabe isso de verdade e não só na força do verbo!
Se os mentores fossem procurar pessoas perfeitas para fazerem o trabalho, não achariam nenhum! Eles usam o que podem, e sabem que somos frágeis em vários aspectos!
O amparo é sim maior em cima de quem sofre mais assédio, mas a responsabilidade também é, pois mentor ajuda dentro dessa condição:
A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ COBRADO!
Lembre-se que o conhecimento que carrega lhe será colocado à prova, faça uso deles sempre!


Mas não se esqueça que nem sempre é possível sozinhos, tem horas que é necessário fechar os olhos e pedir ajuda também, isso se chama vibrar, orar, se chama Humildade!
Faça a sua parte e use com cautela e responsabilidade os conhecimentos aprendidos no caminhar!!

Conhecimento não é sabedoria, mas é caminho sem volta!
Você não conseguirá correr mais do que aprendeu e mascarar isso é sofrimento garantido!
Espiritualista sabe disso e anda com muito cuidado em cada campo que vá.

15- MUDANÇA DE SENTIMENTOS!
Espiritualista tem dois sentimentos bem distintos ao seu lado!

Ele sente grande alegria pela sensação de utilidade em sua vida, mas sente também a tristeza mais forte por causa do contato direto com seres em sofrimento.
Sabe que tem momentos de grande turbulência e procura manter-se desperto para eles, não corre e não se desespera.
E tem momentos de grande elevação, quando fecha os olhos e sente fortemente o contato com os amigos espirituais!
É como viver no paraíso e no inferno ao mesmo tempo sem se abater tanto nem pra baixo nem pra cima!
Ele aprende a andar em zonas densas e sutis, respeitando e nem se sentindo inferior ou superior por isso.
Sabe que tem momentos na vida bem complicados, que não é protegido disso, que como todos precisa também passar pelos seus aprendizados, karmas e momentos naturais da vida, que tem fases que precisa acender seu coração espiritual e continuar firme no propósito!
Lembre-se:
Começar sempre é fácil…
Continuar é o grande desafio...


Aquele que se manter mais ou menos esperto nos 15 tópicos aqui relacionados, conseguirá andar melhor no caminho do despertar das consciências.
Incluindo a sua própria!

E não livre do assédio, porém mais vigilante e preparado!
E terá dos amigos espirituais a companhia de uma pérola encarnada, pronta para servir e ajudar nessa jornada linda do amparo!


Muita paz, luz, lucidez e amor!

Texto de Saulo Calderon


domingo, 12 de agosto de 2012

GÁYATRI MANTRA




A função do Gáyatrí é pedir bençãos para que nos tornemos Brâhmanes (filósofos, seres elevados). Evoca Deus em duas formas: como Fogo Supremo (Savitur) e como Mãe Divina (Savitri). É um mantra auspicioso (em sânscrito) para solicitar força, luz e meditação:

Om Bhur Bhuvah Svah

Om Tat Savitur varenyam

Bhargo devasya dhimahi

Dhiyo yo nah prachodayat


Tradução aproximada: Ó, Gloriosa Luz (Ó, Pai e Mãe), que Ilumina os três mundos (físico, astral e causal). Rogamos-Te que ilumines o nosso intelecto com o Teu Esplendor e a Tua Graça.


As três partes :

1.. Contemplação da glória da luz que ilumina os mundos superior, médio e inferior.

2.. Descreve a graça infinita que emana ininterruptamente dessa luz.

3.. Roga que seja concedida a libertação final, mediante o despertar da inteligência inata que invade o universo em forma de luz.


Significado aproximado de cada palavra:


OM - AUM – O som base de toda a criação, Brahman.

BHUR – A terra, o denso.

BHUVAH – A atmosfera, o éter, o sutil.

SVAHA – O céu, a região causal.

TAT – "Aquilo" faz referência á Realidade última.

SAVITUR – Refere-se ao poder vivificante do sol.

VARENYAM – Adoro.

BHARGO – Resplendor, iluminação.

DEVASYA – Refulgência, Graça Divina.

DHIMAHI – Contemplamos.

DHIYO – Intelecto.

YO NAH PRACHODAYAT – Solicitamos, rogamos.

PRACHODAYAT  – também significa "liberta-me"; "salva-me"; "ilumina-me".

(Fonte Desconhecida)
Fonte da Gravura: Gayatri Yantra - CD Expert Editora - CDEM17


PS: Ouça abaixo através da voz e interpretação de Deva Premal, pois temos que ter cuidado com a entonação de cada sílaba deste mantra.



AGENTES MÁGICOS (EXUS) E SEUS ARCANOS – l Parte




PERGUNTA: Afinal, o que é exu?

VOVÓ MARIA CONGA: Na concepção original do termo, não se classifica exu em um tipo de entidade. É um princípio vibratório que obrigatoriamente participa de tudo. É dinâmico e está em tudo que existe. É a força que impõe o equilíbrio às criaturas que ainda têm carmas negativos a saldar. E, sendo assim, abrange uma enorme parcela no Cosmo imensurável.
Cada um dos filhos tem o seu exu individual. Cada orixá com seus correspondentes vibratórios tem seus exus. É o exu, o executor das Leis Cósmicas. Não é nem bom nem ruim, nem positivo ou negativo. Sendo neutro, é justo. A função de exu consiste em solucionar, resolver todos os trabalhos, encontrar os "caminhos" apropriados, "abri-los" ou "fechá-los" e fornecer sua ajuda e poder a fim de mobilizar e desenvolver junto à existência de cada indivíduo a sua situação cármica, bem como as tarefas específicas atribuídas e delegadas a cada um dos guias e protetores.

Infelizmente, existe muita confusão e controvérsia sobre os exus. Não gostamos de falar bonito, mas a situação impõe que busquemos os conhecimentos disponíveis aos filhos.
Analisando a etimologia dessa palavra, não chegaremos a um consenso. Existem três correntes de pensamento entre os filhos que tentam explicá-lo: a primeira corrente afirma que a palavra exu seria uma corruptela ou distorção dos nomes esseiá/essuiá, significando lado oposto ou outro lado da margem, nomenclatura dada a espíritos desgarrados que foram arrebanhados para a Lemúria continente que existiu no planeta Terra antes da Atlântida. A segunda corrente assevera que o nome exu seria uma variante do termo Yrshu, nome do filho mais moço do imperador Ugra, na Índia antiga. Yrshu, aspirando ao poder, rebelou-se contra os ensinamentos e preceitos preconizados pelos magos brancos do império. Foi totalmente dominado e banido com seus seguidores do território indiano. Daí adveio a relação Yrshu/Exu, como sinônimo de povo banido, expatriado. A terceira corrente afirma que o nome exu é de origem africana e quer dizer esfera. Ainda entre os hebreus encontramos o termo "Exud", originário do sânscrito, significando também povo banido e que, inevitavelmente, está ligado à lenda da Índia antiga.
Trouxemos toda essa erudição só para demonstrar aos filhos incrédulos a antiguidade do termo, e que vibratoriamente os exus acompanham os homens desde as civilizações primevas.

PERGUNTA: Mas os exus não são espíritos enfermiços, com deformações em seus corpos astrais e de fluidos altamente deletérios?

VOVÓ MARIA CONGA: Na época mais cruel da escravatura dos negros, muitos fugiam e se abrigavam nas florestas. Esses esconderijos, locais de ajuntamento de escravos fugidos, na mata cerrada, ficaram conhecidos como "mocambos". Logo após a alforria dos negros, muitos homens mais destacados na sociedade de outrora começaram a espezinhar os ex-escravos chamando-os de "mocambos", ou seja, rebaixando-os a fugitivos da lei. O desdém que se estabeleceu para com esses irmãos foi de tal monta, que vários estabelecimentos comerciais e hospitais das principais capitais da época tinham em suas entradas placas com os dizeres "mocambos metidos a gente não são bem-vindos", maneira desdenhosa encontrada de afrontar a liberdade que alcançava uma parcela importante para a sociedade da época.
Não muito diferente de outrora e em igualdade preconceituosa dissimulada, como se tratassem de fugitivos das Leis do Cristo, muitos filhos nos dias de hoje classificam como exus as entidades espirituais que não são bem-vindas; espíritos sofridos, como obsessores de aluguel, que são um tanto violentos pois estão hipnotizados por grande poder mental que os subjuga, e com sérias deformações astrais, que se apresentam nas atividades mediúnicas em algumas casas que apregoam "fora da caridade não há salvação".

Ficamos entristecidos ao observar que no mesmo templo em que se realizam reuniões, onde o verbo bem elaborado prende hipnotizada platéia pelos elevados conceitos de amor ao próximo, perdão e ações caridosas, não muito distante, alguns médiuns novatos, acomodados em penumbrosa e fechada sala, recebem severas reprimendas de diretores espirituais zelosos da "disciplina" na passividade mediúnica dos trabalhos que ocorrerão, rigorosamente impondo que para esse "tipo" de espírito, os temíveis "exus", o corpo mediúnico deve evitar maiores contatos fluídicos, sob pena de desequilíbrio dos delicados aparelhos no contato com vibrações tão enfermiças. Solicitam refutar o contato mais ostensivo pela incorporação ou a chamada psicofonia, dizendo que esses "irmãos" devem ser encaminhados o mais rápido possível ao Plano Espiritual e que os mentores que apóiam o grupo darão a devida conta.
Reconhecemos que há maior exigência dos médiuns e dirigentes nesses casos, mas os filhos não devem esquecer que tais "deformados" e sombrios espíritos são dignos de todo respeito e carinho, devendo ser tratados como "gente" do Cristo-Jesus e recepcionados com o coração mais exaltado de amor e júbilo do que nas ocasiões em que os mentores aureolados de luz se fazem presentes, já que são mais necessitados do magnetismo animal para se "recomporem"(1). Levem a efeito a caridade socorrista como fazia o Divino Mestre na Terra com os leprosos, aleijados, tuberculosos e loucos; a todos, atendendo com amor e dedicação esmerada, sem receio de contágios doentios.

1 - "Os sãos não necessitam de médico, e sim os doentes", lembrava o Divino Médico nas palavras que o Evangelho guardou. E acrescentou: "Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento."
Esses espíritos sofredores foram e são submetidos aos capatazes e torturadores das organizações malévolas e escravizantes do submundo inferior que habitam o Umbral. Verdadeiramente não têm nada a ver com os genuínos exus da sagrada Umbanda.


(Do Livro “EVOLUÇÃO NO PLANETA AZUL”  Ramatís e Vovó Maria Conga/Norberto Peixoto – Editora do Conhecimento)




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

FÍSICA CÓSMICA UNIVERSAL



"A primeira e básica idéia da Filosofia Hermética é o axioma "aquilo que está em cima é como o que está embaixo". Uma analogia ao macrocosmo, o "corpo" de Deus na infinitude universal, com seus meteoros, satélites, astros, estrelas, constelações e galáxias em relação ao corpo humano, com suas células, bactérias, resíduos metabólicos, órgãos e mente; o mundo grande, que é o Cosmo, e o pequeno mundo, que é o homem, correIacionados pela Lei de Correspondências Vibracionais. Nos escritos daquele sábio, está expresso que o Cosmo é feito à imagem de Deus; logo, o homem à imagem do Cosmo. Os sábios e os sacerdotes iniciados da Atlântida já conheciam plenamente essas interações cósmicas.

O conhecimento dos centros de força remonta a épocas milenares. Esses vórtices energéticos, em número de sete principais, existentes como centros de força no corpo astral, denominados chacras, isto é, "discos giratórios", no corpo etérico, estão relacionados com o corpo físico através do que chamais de plexos e situam-se exatamente em cima de entrelaçamentos encadeados como redes de vasos, filetes de nervos e gânglios do sistema nervoso autônomo, na altura da cabeça, testa, garganta, coração, estômago, baço e genitália. Esses plexos nervosos lembram teias de aranha quando vistos amplia dos. São autênticos transformadores de energia vital, haurindo essas energias dos planos vibracionais mais elevados e mais sutis e encaminhando-as para o corpo físico. Não retornaremos ao estudo dos chacras, minuciosamente já enunciados em obras anteriores. Abordaremos a relação desses vórtices energéticos do homem com os existentes em vossa galáxia ou constelação; do macrocosmo, o "corpo" de Deus, com o microcosmo, que é o corpo do homem. Para a harmonia no Cosmo, se faz necessário o intercâmbio energético entre os sete campos ou planos vibratórios interpenetrados, previstos pela Lei das Correspondências Vibracionais. Assim como, no homem, existem grandes vórtices energéticos no Espaço, conhecidos em vossa física terrena por "buracos negros". Preferimos chamá-los de "chacras cósmicos", numa comparação um pouco tosca, mas procedente ao vosso entendimento. (Na verdade, é como se estivésseis sentados numa carroça puxada por burricos, tentando compreender o mecanismo hodierno de funcionamento de um avião muito veloz, que passou por vós deixando-vos atordoados pelo estrondo da quebra da barreira do som). Como há um princípio dualista no equilíbrio dos planos vibratórios no Universo, do material com o imaterial, do plano denso com o plano rarefeito e vice-versa, esses chacras cósmicos foram previstos pelos engenheiros siderais, arcanjos co-criadores do Pai, como grandes transformadores de energia, de dupla ação: por um lado, condensando as energias mais sublimadas do Éter universal, adaptando-as ao campo de energia em que vos encontrais - o Universo físico - e, por outro lado, passando à matéria como conheceis ao Todo cósmico.

Um aparente colapso da matéria, ocasionado pela expansão da massa, que é fluido cósmico universal compactado, e retoma ao seu estado original de energia livre do nosso lado da vida. Há uma transferência de energia entre os planos vibracionais, que se encontram interpenetrados. É como se um corpo material na vossa dimensão aumentasse a freqüência vibratória de sua massa até sumir aos vossos olhos, desfazendo a energia compactada que dá forma à matéria em vosso meio, havendo uma transmutação em decorrência da adaptação do campo de energia ao plano vibracional da outra dimensão, e vice-versa.

Esse "colapso" também é decorrência da falsa ausência de campo eletromagnético nessas zonas de trocas, quando submetidos ao exame de vossas hodiernas aparelhagens e sondas espaciais. Esse intercâmbio energético entre os campos vibracionais do Cosmo ainda está muito além de vossa atual capacidade de compreensão e não nos é permitido, por nossos Maiorais, adentrarmo-nos em detalhamentos mais aprofundados, justamente, por falta de correspondência em vosso campo de conhecimento atual. O equilíbrio vital de toda a vida, em todos os orbes, depende desses grandes vórtices energéticos, chacras cósmicos do "corpo" de Deus.

Todas as coisas são criadas pela vontade e comando da mente criadora de Deus, e essa essência é a primeira substância a formar tudo no Universo, o que denominais hodiernamente de fluido cósmico universal. A Lei das Correspondências Vibracionais, do semelhante afinado com o semelhante, pode fazer desaparecer as manifestações doentias, ou seja, as moléstias. São os semelhantes manipulados, com suas consequências manifestando-se na dualidade dos contrários, em correspondência com a Lei de Causa e Efeito. Este é o princípio da homeopatia, que nas suas dinamizações consegue eterizar a matéria primeira do semelhante, que é o agente causador do desequilíbrio, manipulando-a para a cura, a saúde, em contrapartida à doença; pressuposto alquímico usado em benefício dos seres criados pela mente criadora que está acima de tudo.

A Lei de Causa e Efeito e a geração do carma nada mais são que o semelhante curando o semelhante, confrontando-o com o seu saldo credor ou devedor de vidas passadas. Os pensamentos, os atos praticados, as ações volitivas na zona dos sentimentos, serão a mola propulsora. Na física cósmica, essas ações, irremediavelmente, atrairão igual reação em sentido contrário, trazendo ventura ou acarretando desgraças, na proporção dualística entre o bem e o mal que foram as causas e deles resultaram.

Quando souberdes do nascimento de um rebento em estado teratológico e da grande revolta da mãezinha contrariada, sede condescendentes com o problema. Não julgueis precipitadamente, pois a Justiça Divina, no mais das vezes, vos é incompreensível nesse suspiro reencarnatório, que é o espaço de uma existência. Existe um determinismo regulador da harmonia cósmica que vos catapulta à evolução, não sendo nem bom nem mau, nem beneficiador e nem punitivo, nem positivo e nem negativo, pois é neutro. O vosso livre-arbítrio e a liberdade de pensamentos da mente, prerrogativa cósmica dos filhos de Deus, os levarão para um lado ou outro. Devem ser educados dentro das verdadeiras leis, harmônicas e altruísticas, que determinam a ascese à plenitude espiritual.

A correspondência atrativa do semelhante com semelhante, positivo com positivo, negativo com negativo, permitindo abrigar uma série de fenômenos, espirituais, mentais e físicos, é designação das propriedades dos campos vibracionais e característica da força magnética no Astral, que propicia todos os fenômenos do magnetismo. É a força a vos conduzir pela mão firme das afinidades, aos áridos desertos sem água e sem camelo ou às florestas verdejantes de lagos cristalinos em castelos de segurança e paz. Por isso, um dos ensinamentos da "Tábua de Esmeralda" dos alquimistas, que apresenta a teoria alquímica e onde os escritos herméticos estão grafados em termos de filosofia mística, diz: "Deveis separar a terra do fogo e o sutil do rude ou grosseiro"; simbolicamente, o mais denso, material, do espiritual e mental.

Para conseguirmos proceder com o efeito desejado na cura, no socorro, no soerguimento das criaturas, utilizamo-nos do magnetismo, além da forma por vós conhecida tradicionalmente; de polarização das cargas positivas e negativas despolarizadas, desequilibradas. Utilizamo-nos desse recurso junto aos campos vibracionais para dissociação, no sentido de disjunção, de desacoplamento, como técnica magnética que separa os corpos, mediadores plásticos da vida do espírito na carne ou no Astral. Essa técnica magnética separatória poder-se-ia denominar desdobramento provocado, sendo-vos mais familiar esta nomenclatura. O desdobramento espontâneo é aquele que ocorre de maneira natural durante o sono físico do encarnado. À semelhança de um estilingue finamente trabalhado pelo marceneiro no evo dos tempos, quanto maior é a extensão da tira elástica que arremessa a pedra ao alto, tanto maior o impulso que solta os corpos mediadores. Quanto mais lapidados estiverem os instintos e os sentimentos inferiores do ego, menor será a força que o mantém preso à imantação das cargas contrárias, positivas com negativas, comuns no invólucro carnal, que é tanto mais intensa quanto mais próximo da crosta do orbe. Isso é oriundo das leis físicas cósmicas, onde as cargas de mesmo sinal se atraem e de sinal diferente se repelem.

Diante da força atrativa, que une um específico corpo a outro, agimos com cargas contrárias, de sinal diferente, gerando a força repelente, separando os corpos visados, que antes estavam unidos magneticamente. Conforme o trabalho de caridade que estivermos participando e do local planejado, para o qual temos que nos deslocar, utilizamo-nos do corpo correspondente, separado do equipo físico do instrumento mediúnico. Podemos estar em incursões nos charcos trevos os e cidades umbralinas, abaixo da crosta planetária, em atividades de varredura energética, de remoção e de recomposição dos irmãos com deformações perispirituais; nesses casos nos utilizamos principalmente do corpo etérico. Em outras ocasiões, estaremos acompanhando grupo de estudos em paragens onde o pensamento é perene, fazendo-se necessário o corpo mental. Nas atividades de transporte, de mudança de localidade astralina, acopla-se o corpo astral do medianeiro às entidades resgatadas. Mais adiante, discorreremos detalhadamente sobre essas incursões astrais. Para melhor compreensão e assimilação no âmbito geral, nessas singelas exposições, não trataremos desta ação nos sete campos existentes. Doravante, nos referiremos aos corpos físico, etérico, astral e mental.

É tudo muito simples, não fazendo-se necessário adotar termos mais complexos e pomposos, que, no fundo, escondem uma falsa aura de saber e especialização, tão habituais ainda no vosso meio acadêmico científico e em alguns sábios terrenos; tão infreqüentes na sabedoria da Espiritualidade. Com o avanço da experimentação científica no meio espiritualista e a paulatina adesão do meio médico, essas técnicas, aliadas ao exercício mediúnico e à fenomenologia, se predispõem à escrita e verborragia difíceis, dispensáveis, necessárias somente aos egos ainda eivados de vaidade e interesses mundanos, características decorrentes de condicionamentos antigos, que estão no inconsciente, caracterizando uma disputa divisionista, totalmente dispensável. Esquecem-se de que essas técnicas indutivas sempre foram e serão utilizadas pelos espíritos benfeitores do orbe, desde épocas imemoriais, independente de credos, religiões ou raças, roem o fino tecido que só é usado em ocasiões festivas, as larvas podem roer o canteiro mental escassamente cultivado. Novas explicações que fogem ao instituído, levando-vos a uma compreensão mais dilatada, de acordo com vossas capacidades de entendimento, "baixarão" da Espiritualidade, tornando-vos mais livres, espiritualizados e místicos. A lição de a mente não estar presa a conceitos empoeirados, principalmente na pesquisa da psique humana e dos fenômenos psíquicos não aceitos pelos cientistas, é muito necessária à ciência terrícola, tão deficitária de humildade em seus pesquisadores. A perquirição humilde será a prima essência que moverá a pesquisa comprometida com as verdades ocultas.

Atentem ao fato de que, assim como na época da codificação da doutrina espírita, começarão a jorrar, da fonte do Altíssimo, novos ensinamentos e conceitos que se completarão e se confirmarão, em diversas localidades de vosso orbe, comprovadamente verídicos e sem estarem relacionados na sua formulação. Será como um guia epistemológico do Astral, a baixar nas lides científicas terrícolas. Caracterizar-se-á como um compilado crítico de natureza e procedência vária, fundamentado na experimentação fenomenológica de laboratório. Determinará as novas verdades das ciências espirituais ao alcance do entendimento dos homens. Discorremos, habitualmente, utilizando-nos de alguns recursos de linguagem figurada e de cunho mais simbólico, planejadas para alargar vossas concepções, tão presas às formas que vos envolvem, que embotam a capacidade de abstração, faculdade perceptiva ainda escassa em vós, e para mostrar-vos que a ânsia de conhecimento é inerente à existência do homem, embora com novos prismas, ao ritmo oscilatório pendular do relógio da Eternidade.

O Cristo-Jesus, psicólogo, cientista, físico, engenheiro e arquiteto sidéreo, a acompanhar a evolução planetária desde antes da existência do orbe, se fazia entender quando da sua estada terrena, pela singeleza e simplicidade das parábolas, acessíveis aos homens mais incultos e comuns. Explicava que "o seu reino não era desse mundo", ensinando quanto à natureza espiritual que reside no homem, e não aos fatos transitórios concernentes à matéria ilusória. Não adentrava em maiores conhecimentos ocultistas. A sua oratória, que a todos magnetizava, como se fosse medicamento, levava a medida certa do entendimento, fiel posologia divina. Fazia-se método essencial à absorção dos assuntos mais transcendentes, diante da muralha dos ouvintes ignorantes e rústicos, tão apegados às questiúnculas da vida cotidiana: comer, beber, dormir e locupletar-se nos prazeres do corpo. Naquele momento existencial da humanidade, deixou para o futuro o descortinar dos mistérios ocultos."


Texto Do Livro “Chama Crística” Ramatís/Norberto Peixoto – Editora do Conhecimento)

A GÊNESE UMBANDISTA




     Inicialmente, podemos dizer que a historiografia oficial esclarece que a Umbanda teve sua origem com a mestiçagem de várias formas de expressão religiosa dentre os quais o Catolicismo, os Ritos Indígenas, os Cultos e os Ritos Afros e o Kardecismo. Entender a Umbanda nos dias de hoje, pressupõe o desvelamento de cada uma dessas expressões religiosas, suas articulações e desdobramentos. Eis o objetivo deste capítulo.
     No que se refere aos índios, sabemos que os portugueses quando chegaram ao Brasil encontraram uma grande multidão de nativos, depararam com uma das faces da alteridade. Estranhos aos olhos da Europa, da cor da pele às práticas rituais e dos costumes e dialetos ao panteão de deuses e espíritos, os índios encarnaram o demoníaco para a maior parte dos colonizadores. O demônio impregnado à pele dos índios e presente nos seus cultos tende a compor o imaginário do conquistador. Isso justifica a violência de um verdadeiro processo pedagógico que se expressa através do domínio e do genocídio de tribos indígenas. Um processo de extermínio de tribos, de nações indígenas inteiras, estava em marcha. Nessa época a Igreja Católica já sofria com as perdas de seus fiéis para as fileiras do protestantismo, e era alvo de críticas que denunciavam seus desvirtuamentos. Nesse contexto, converter, amansar os índios representava, também, uma forma de assegurar a influência das várias ordens religiosas na América. A igreja e a coroa dos colonizadores, a cruz e a espada, estavam mais interessadas nas riquezas das terras dos índios do que na salvação de suas almas. Seres de alma incerta, os índios se cristianizados, poderiam respeitar a autoridade sacralizada dos conquistadores europeus. O herético, o demoníaco, marca o corpo e a alma dos gentios, dos não cristianizados na fé romana.
     Hoje em dia pouco se conhece das crenças, dos rituais indígenas, quer porque muitas das nações sofreram o extermínio no primeiro momento da colonização, quer porque o ato civilizatório deixou marcas profundas na cultura dos sobreviventes. A natureza deificada constituía o eixo de toda a religiosidade dos grupos tribais.
O pajé e o feiticeiro ou xamã eram os que tinham acesso ao mundo dos mortos e dos espíritos das florestas, e geralmente a eles competia realizar os rituais de cura de doenças, expulsar maus espíritos que se alojavam nos corpos das pessoas e a missão de desfazer feitiços mandados pelos inimigos. A ingestão de alimentos e bebidas fermentadas em muitos grupos tinha uma função ritual... O uso de instrumentos mágicos, chocalhos (maracás) e adornos feitos com penas de aves, eram indispensáveis para o cerimonial do pajé. A fumaça derivada da queima do fumo também assumia um papel ritualístico importante. (SILVA, 1994, Pág. 24)
     O índio cristianizado não abandona, porém integralmente suas crenças, seus rituais. Um processo de mestiçagem ganha dimensões de resistência, de sobrevivência possível dentro do contexto da colônia e do império. As divindades dos pagãos são associadas às santidades católicas. Divindades do cristianismo romano ganham traços das culturas tribais. “Os índios amansam os brancos”, nos dizeres de José de Souza Martins.
     No século XVII outras caras do diverso chegam aos portos brasileiros. Uma gente negra, alteridade a flor da pele, que afronta a barbárie da civilização moderna, européia, branca, masculina.
     Dentre as tribos africanas de maior expressividade trazidas para o Brasil escravista destacam-se: os sudaneses que vieram da África Ocidental, dos territórios que compõem hoje a Nigéria, Benin e Togo. Estes povos aportaram principalmente na Bahia e em Pernambuco. São os povos jejes, nagôs, fanti-achantis, haussás, tapas, peuls, fulas e mandingas. Com exceção dos jejes, nagôs e fanti-achantis, os demais povos eram islamizados. Outro grupo, que exerceu grande influência na cultura brasileira é o povo banto. Eles vieram de regiões africanas hoje Angola, Congo e Moçambique. Os bantos de maior destaque são os angolas, caçanjes e bengalas. Estes grupos espalharam-se por toda a região litorânea e pelo interior de Minas Gerais e Góias.
     A catequização de negros e índios foi uma das faces do sistema de disciplinamento próprio da escravidão. É todo um processo pedagógico que tem por cerne a resignação aos maus tratos, às humilhações. O uso de sistemas analógicos tinha por escopo criar um imaginário que identifica o sofrimento do escravo com o sofrimento de Cristo. A resignação e a obediência compõem o ideário da remissão dos pecados, da ascensão aos céus. Os negros ao serem batizados recebiam nomes católicos, em geral nomes bíblicos. Com esse passaporte, espécie de salvo-conduto, tinham direito a freqüentar missa, casar na igreja, mesmo sendo em lugares reservados, descriminados. São territórios símbolos do “aparthead”, do confinamento, de andanças do impuro, do podre dos humanos/inumanos. Assim como os indígenas, os negros recobrem suas divindades de epiderme branca, vestem de santo as Entidades negras. Os rituais afros são embalados pela monotonia das orações da Santa Madre Igreja.
      No Brasil a magia da religiosidade afro sofria a repressão dos representantes da fé instituída, embora em outros momentos era objeto da benevolência das irmandades religiosas. Danças e batuques, misto de temor e encantamento, tinham uma tolerância homeopática. No plano da discussão oficiosa, eram consideradas como homenagem aos santos católicos em dialeto tribal. Havia também a justificativa, por trás dessa tolerância, de que, enquanto os escravos mantivessem vivas as suas tradições, manteriam também as rivalidades entre escravos vindos de nações inimigas na África, o que dificultaria a organização de rebeliões. Prova disso é que alguns negros eram utilizados como capitães-do-campo, como no caso dos mandingas que, sendo islâmicos se julgavam superiores aos demais povos politeístas.
      Entretanto, a maioria das religiões trazida pelos escravos tinha aspectos mágicos, o que não era tolerado pela Igreja Católica. A religiosidade dos negros consistia na crença de que divindades incorporavam em seus filhos, os homens. Os sacerdotes, fazendo uso de ervas, amuletos, sacrifícios de animais e invocações secretas, podiam entrar em contato com os deuses, fazer curas, conhecer o futuro e mudar o destino das pessoas. Essas práticas eram associadas, no imaginário dos padres, a cultos demoníacos.

Contudo, com o crescimento das cidades e o aumento do número de negros libertos, mulatos e escravos urbanos (que nelas circulavam com maior liberdade e autonomia em relação aos escravos das fazendas), as manifestações religiosas encontraram melhores condições para se desenvolverem. As moradias dessa população... tornaram-se ponto de encontro e de culto, relativamente resguardados da repressão policial. (SILVA, 1994, Pág. 48)
     Com o declínio do poder dos Tribunais da Inquisição e por influências das idéias da Revolução Francesa, a Igreja deixa de perseguí-los e após a Independência do Brasil, a constituição de 1824 garantiu liberdade de culto desde que não ostentasse símbolos nas fachadas, atitude esta que visava favorecer principalmente estrangeiros não católicos.
     Essa miscigenação de crenças indígenas, africanas e católicas, deu origem a diversas formas de cultos mestiços que se espalharam por todo o país, praticados geralmente pelos grupos sociais mais pobres e excluídos da sociedade brasileira.
 Em outro momento histórico, vindo da Europa, surge outra visão sobre a vida e a morte, que muito contribuirá para a formação da Umbanda nos moldes popularmente conhecidos hoje: o Kardecismo.      O Espiritismo Kardecista surgiu na França em meados do século XIX, através Allan Kardec, (pseudônimo de Léon Hippolyte Dénizart Rivail) cientista que buscava sustentar esta doutrina em bases científicas e filosóficas segundo seu ideário, atribuindo esta mesma doutrina aos espíritos de pessoas desencarnadas.  Kardec buscou aplicar seu raciocínio científico as questões espirituais, aos fenômenos considerados mágicos, contrapondo-se aos objetos de estudo dos cientistas de sua época e ainda dos atuais.
     Para o antropólogo James Frazer, a magia está na origem da ciência moderna, porém, o antropólogo Lévi-Strauss se recusa a reduzir a magia a uma forma rudimentar de ciência.
Para ele [Lévi-Strauss], magia e ciência não são tipos de pensamentos que se opõem, nem a primeira é um esboço da segunda. São dois sistemas de pensamentos articulados e independentes, semelhantes quanto ao tipo de operações mentais que exigem, mas diferentes quanto ao tipo de fenômenos a que se aplicam. (MONTERO, 1990, Pág.56)
     Porém, Kardec, contrariando o que mais tarde diria Lévi-Strauss, tenta trazer à lógica científica a análise de fenômenos, até então, só especulados nos meios ditos mágicos.

     Podemos relacionar as principais teorias defendidas por Allan Kardec da seguinte forma:

• “Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto é, dos Espíritos.
 • O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo.
• O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espírita.
• Os Espíritos revestem temporariamente um invólucro material, perecível cuja destruição pela morte lhe restitui a liberdade.
• A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório.
• Há no homem três coisas: 1º, o corpo ou ser material análogo aos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2º, a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo, e 3º, o laço que prende a alma ao corpo, “princípio intermediário entre a matéria e o Espírito”.
• Têm assim o homem duas naturezas: pelo corpo, participa da natureza dos animais, cujos instintos lhe são comuns; pela alma, participa da natureza dos Espíritos.
• O laço ou períspirito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de invólucro semimaterial. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, porém que pode tornar-se acidentalmente visível e mesmo tangível, como sucede no fenômeno das aparições.
• O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato.
• Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais, nem em poder, nem em inteligência, nem em saber, nem em moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos superiores, que se distinguem dos outros pela sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e por seu amor do bem: são os anjos ou Espíritos puros. Os das outras classes se acham cada vez mais distanciados dessa perfeição, mostrando-se os das categorias inferiores, na sua maioria, eivados das nossas paixões: o ódio, a inveja, o ciúme, o orgulho etc. Comprazem-se no mal. Há também, entre os inferiores, os que não são nem muito bons nem muito maus, antes perturbadores e enredadores, do que perversos. A malícia e as inconsequências parecem ser o que neles predomina. São os Espíritos estúrdios e levianos.
 • Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esta melhora se efetua por meio da encarnação, que é imposta a uns como expiação, a outros como missão. A vida material é uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição moral.
• Deixando o corpo, a alma volve ao mundo dos Espíritos, donde saíra, para passar por nova existência material, após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual permanece em estado de Espírito errante.
• Tendo o Espírito passado por muitas encarnações, segue-se que todos nós temos tido muitas existências e que teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, quer na terra, quer em outros mundos.
• As diferentes existências corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca regressivas; mas, a rapidez do seu progresso depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.
• Na sua volta ao mundo dos Espíritos, a alma encontra todos aqueles que conhecera na Terra, e todas as suas existências anteriores se lhe desenham na memória, com a lembrança de todo bem e todo mal que fez.
• O Espírito encarnado se acha sob a influência da matéria, o homem que vence esta influência, pela elevação e depuração de sua alma, se aproxima dos bons Espíritos, em cuja companhia um dia estará. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões, e põe todas as suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, se aproxima dos Espíritos impuros, dando preponderância à sua natureza animal.
• Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do universo.
• Os não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e circunscrita, estão por toda parte no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos de contínuo. É toda uma população invisível, a mover-se em torno de nós.
• Os Espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico. Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das potências da natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até então inexplicados ou mal explicados e que não encontram explicação racional senão no Espiritismo.
• As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos impelem para o mal; é-lhes um gozo ver-nos sucumbir e assemelhar-nos a eles.
• As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós, à nossa revelia. Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas se dão por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre pelos médiuns que lhes  servem de instrumento.
• Os Espíritos são atraídos na razão da simpatia que lhes inspire a natureza moral do meio que os evoca. “Os Espíritos superiores se comprazem nas reuniões sérias, onde predominam o amor do bem e o desejo sincero, por parte dos que a compõem, de se instruírem e melhorarem. A presença deles afasta os Espíritos inferiores que, inversamente, encontram livre acesso e podem obrar toda a liberdade entre pessoas frívolas ou impelidas unicamente pela curiosidade e onde quer que existam maus instintos. Longe de se obterem bons conselhos, ou informações úteis, deles só se devem esperar futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto, ou mistificações, pois que muitas vezes tomam nomes venerados, a fim de melhor induzirem ao erro”. (KARDEC, 1977, Introdução - Parte IV)
     Segundo essa leitura, Deus é único, onipotente, onisciente e onipresente e utiliza seus filhos mais elevados, os Espíritos perfeitos ou que estão mais próximos da perfeição, para levar os seus desígnios aos filhos menos elevados. Os Espíritos elevados também podem realizar curas e orientar os consulentes em suas decisões, através de médiuns, indicando-lhes o melhor a fazer.
     O Espiritismo Kardecista também acredita auxiliar, através de esclarecimentos e doutrinações evangélicas, os espíritos sofredores, pessoas que durante sua encarnação não se pautaram pelas boas ações e que, no mundo espiritual, sofrem os efeitos de seus atos através de expiações diversas. É possível doutrinar, amansar os espíritos perversos, que praticam a maldade mesmo depois da morte do “corpo físico”, através de más influências sobre os que ainda estão encarnados.
     Essa leitura sobre as questões fundamentais da humanidade teve pouca aceitação na Europa. Já no Brasil foi mais aceita logo depois de seu surgimento, por pessoas das categorias médias da população. A partir de um certo momento passará a servir de mediador para a constituição da Umbanda, como veremos no tópico seguinte.

A UMBANDA POPULAR

     Segundo algumas interpretações, alguns espíritos que costumavam manifestar-se em cultos afros começaram então a aparecer em sessões kardecistas, ocorrendo também o inverso. Para ilustrar como se dá este fato, vejamos a história de um dos mais conhecidos terreiros de Umbanda do Rio de Janeiro, o Centro Espírita Nossa Senhora da Piedade.
     Fundado em meados da década de 1920 em Niterói, posteriormente se transferindo para o Rio de Janeiro onde se localiza até hoje, teve como principal fundador Zélio de Moraes, que juntamente com um grupo de Kardecistas insatisfeitos...
[...] empreenderam visitas a diversos centros de “macumba” localizados nas favelas aos arredores do Rio e de Niterói. Eles passaram a preferir os espíritos e divindades africanas e indígenas presentes na “macumba”, considerando-os mais competentes do que os altamente evoluídos espíritos kardecistas na cura e no tratamento de uma gama muito ampla de doenças e outros problemas. Eles achavam os rituais de “macumba” muito mais estimulantes e dramáticos do que os do kardecismo, que comparados aos primeiros lhes pareciam estáticos e insípidos.(BROWN, 1985, Pág. 11)
     Por outro lado consideravam bárbaros na macumba os sacrifícios de animais, as bebedeiras, a presença de espíritos diabólicos e a exploração econômica dos clientes.
Centros de Umbanda, como o Nossa Senhora da Piedade, preservaram a concepção kardecista do carma (lei de ação e reação) e da evolução espiritual. No entanto, deram ênfase a espíritos africanos e indígenas, representados principalmente pelos ditos preto-velhos e caboclos, considerados pelos kardecistas da época como atrasados. Em relação às bebidas alcóolicas, fumo e pólvora, quando se fazia necessário o seu uso, explicava-os cientificamente segundo o discurso racional dos kardecistas.
     No caso da bebida alcóolica, seu uso era justificado argumentando-se que esta tinha uma ação e vibração anestésica e fluídica devido a sua evaporação, o que propiciava as descargas (limpeza) das pessoas ou objetos impregnados de fluidos pesados ou negativos. No caso da fumaça do fumo ou dos incensos, explica-se que, sendo esta um gás, poderia destruir um fluido mau ou nocivo presente num ambiente, substituindo-o por outro fluido, bom e favorável. A explosão da pólvora, por sua vez, ao propiciar a deslocação de ar, atingia os espíritos perturbadores, que então se afastavam.(ORTIZ, 1978, Pág. 155)

     É importante ressaltar que estas explicações não se estendem a todos os Terreiros, visto não haver uniformidade de culto na Umbanda, uma vez que, de acordo com as origens e número de africanos, de indígenas e de brancos em cada região do país, encontraremos uma ampla variação de cultos mistos como: Batuque, Xangô, Tambor de Mina, Cabula, Candomblé, Candomblé de Angola, Candomblé de Caboclo, Macumba, Catimbo, Pajelança, Mesa de Cura, etc.  Após as giras de Umbanda ficarem famosas e visivelmente melhor aceitas pela população em geral do que os demais cultos afro-brasileiros, muitos praticantes destes cultos passaram a usar a denominação de Umbandistas e seus locais de culto passaram a ser chamados de Terreiros de Umbanda. Porém, este processo de adesão ao título de Umbandista nem sempre foi acompanhado pela adesão às práticas, mesmo porque não existe uma definição comum de onde estas começam e onde terminam. É provável que a Umbanda não se tenha formado a partir de um único terreiro irradiador, o que fez com que cada novo “terreiro” criasse um culto a sua maneira, embora, em suas bases, fossem semelhantes.
     Entre a diversidade de formas de cultos que, então, vinham surgindo na Umbanda, encontramos um novo segmento, praticado por pouquíssimos terreiros, que trata a Umbanda como magia universal e apresenta a sua origem como uma religião mais antiga que os próprios cultos africanos, nascida nos lendários continentes perdidos da Atlântica e da Lemúria.

A UMBANDA ESOTÉRICA

     Para melhor entendermos a Umbanda Esotérica se faz necessário tratarmos primeiramente sobre seu mito do povoamento do planeta.
Nos primórdios da Era Terciária do Cenozoico, em pleno Planalto Central Brasileiro, em meio a primatas e antropoides, surge a primeira humanidade, a Raça Vermelha,... também conhecida por Tronco Tupy. Essa primeira raça, considerada um verdadeiro laboratório genético, foi chamada de Raça Pré-Adâmica. (TRINDADE, 1994, Pág. 45)
     Na raça vermelha a Iniciação nos Mistérios ou Conhecimentos compreendia dois níveis, subdivididos em 7 graus. Do 1º ao 5º grau tínhamos os Mistérios ou Conhecimentos Menores e do 6º ao 7º tínhamos os Mistérios ou Conhecimentos Maiores. Os Iniciados nos Conhecimentos Maiores eram chamados de Tubaguaçus, condutores da Raça Vermelha.
     Cabe ressaltar “que o próprio planeta, na época, era uno em seus aspectos geofísicos”. (RIVAS NETO, 1999, Pág. 44). Ainda não havia ocorrido a cisão entre os continentes que então formavam um bloco único.

A forma humana mais aperfeiçoada ocorre na raça subsequente, a Raça Adâmica. Nessa raça, juntamente com os “Filhos da terra”, começam a encarnar os "Estrangeiros", provenientes de planetas da própria galáxia. (TRINDADE, 1994, Pág. 45)
     Os Espíritos Estrangeiros eram mais evoluídos e por isso ensinaram muitas coisas às tribos primitivas onde encarnaram, como a Língua Boa, polissilábica e eufônica, que obedecia a um metro sonoro divino, base de todas as línguas que seriam faladas na terra. Esta língua era chamada de Abanheenga.
Embora surgissem em território onde hoje fica o Brasil, essas raças migraram, para as demais regiões do globo.
      Após a raça Adâmica surge a Terceira Raça raiz, a Raça Lemuriana , também considerada de grande evolução moral. Cultuavam um Deus Único denominado TUPAN, e eram conhecedores do Mistério Solar, do Messias - O Cristo Cósmico. Nessa raça também ocorre à conscientização e aplicação das leis divinas chamadas naquele tempo de AUMBANDAN – O Conjunto das Leis Divinas.
     “ A Raça Lemuriana dá lugar a Raça Atlante”. (TRINDADE, 1994, Pág. 46) Com isto queremos dizer que esta teria tido um fim por motivos geológicos, passando a Raça Atlante, homens de pele vermelha, a ser a raça predominante em número e em avanço no planeta. Porém alguns remanescentes lemurianos sobreviveram ao fim de seu continente, migrando para a África, Oceania e sul da índia.
     Segundo os Umbandistas Esotéricos, no final da raça Atlante, a dinâmica reencarnatória dos Iniciados nos Mistérios Menores e do Tubaguaçus diminui vertiginosamente. Isso, somado ao fato de que começa haver a reencarnação de seres de baixa estirpe, que cultivavam desejos mesquinhos, tais como a vaidade, o egoísmo, a inveja e, principalmente, a prática de Magia Negra , fez com que o padrão moral-vibratório decaísse, chegando a quase zero. Houve grandes guerras, levando ódio e sangue a lugares antes considerados sagrados. Devido a estes fatos apontados pelo mito, a Terra reage, tentando expulsar seus "marginais". Ocorrem grandes catástrofes, continentes inteiros afundam no mar enquanto outros surgem, ocorrem as cisões geológicas separando continentes, tal qual ocorre com os ideais dos homens, antes unidos e “agora” distanciados uns dos outros.
     Ainda segundo o mito, antes de deixarem de reencarnar, os Tubaguaçus, prevendo a inversão dos valores morais e espirituais sentiram necessidade de ocultarem a Tradição do Saber, o Aumbandan, guardando-os em seus Grandes Templos Iniciáticos. Cunharam 78 placas de nefrita em alfabeto Abanheenga, as quais foram enterradas em território onde hoje fica o Brasil. Posteriormente os egípcios grafariam 78 placas de ouro contendo, de forma velada, a Tradição do Saber, embora esta Tradição já não tivesse mais a sua pureza primitiva. Esses conhecimentos velados receberam, então, o nome de Tarot e Kabalah, sendo desdobrada em duas formas (57 Arcanos Menores e 21 Arcanos Maiores) que, posteriormente Moisés transformaria em 56 Arcanos Menores e 22 Arcanos Maiores, supostamente porque seu alfabeto o Hebraico tinha 22 letras.
      Voltando aos tempos da Atlântida; em meio à decadência em que esta se encontrava, houve a cisão do Tronco Tupy. Os remanescentes deste Tronco foram os Tupynambás e os Tupys-Guaranís. Os Tupys-Guaranís adulteraram a Tradição, deturpando-a e tornando-a cada vez mais distante de sua pureza original, enquanto que os Tupynambás a conservaram, dando lhe o nome de Tuyabaé-Cuaá. Os Tupynambás vieram a se instalar nas regiões sudeste e sul do Brasil, enquanto que os Tupys-Guaranís se instalaram nas demais regiões da América e posteriormente migraram para outras regiões. Essas migrações se explicam no discurso mítico, principalmente, pelo processo reencarnatório.
     Os Tupys-Guaranís, apesar de terem deturpado completamente a Tradição Oculta, ainda apresentavam grande superioridade, levando evolução aos locais em que reencarnavam. Em suas migrações, atingiram o oriente, chegando à China, Tibete, Índia, influenciando o desenvolvimento dessas civilizações e também sendo influenciados por elas.
     Essa miscigenação fez com que os Tupys-Guaranís pervertessem ainda mais a Tradição do Saber, o que levou os Tupynambás a reencarnarem no seio da África, entre os egípcios, que também eram remanescentes dos Atlantes, e lá se tornarem sacerdotes de Osíris e Ísis, influenciando toda a África, principalmente o povo Banto, que depois retornaria ao Brasil pelo processo escravagista. Foi através dos Tupynambás que foram grafadas as 78 placas de ouro no Egito, conforme já relatado. 
As reencarnações dos Tupynambás no Egito e também na Índia permitiram a fusão com os Tupys-Guaranís, que chegam a esses locais já recuperados e reintegrados a Lei”. (TRINDADE, 1994, Pág. 48)
     Os povos africanos, assim como os índios brasileiros, são herdeiros da Tradição do Saber, o Aumbandan, mas, quando se dá o descobrimento do Brasil, as crenças destes povos já se achavam, novamente, deturpadas, permanecendo pouco do Conhecimento Oculto original.
     Segundo a interpretação da Umbanda Esotérica, os portugueses, seguindo desígnios divinos, aqui aportaram para, sem o saber, unir novamente todas as raças, pois foi aqui que surgiu, pela primeira vez na terra, o Aumbandan. Utilizando-se dos poucos conceitos da Tradição que ainda havia entre os negros, brancos e índios e que ainda não haviam sido completamente deturpados, os Espíritos responsáveis pela restauração do Aumbandan foram, através de médiuns, alicerçando as bases do Movimento Umbandista, que numa primeira fase, visa abarcar o maior número de pessoas, no menor espaço de tempo possível, não selecionando valores.
     Eis então que a Umbanda surge, não sendo o próprio Aumbandan, mas sim um movimento de restauração deste, e que busca evoluir até atingir esta meta. Daí se explicaria o inicial sincretismo religioso, o posterior surgimento do culto de Umbanda Popular e em seguida o surgimento da Umbanda Esotérica que busca se aproximar, mais diretamente, da religião primitiva, da Tradição do Saber.


MAPA DAS MIGRAÇÕES




NOTAS

1 A raça Pré-Adâmica foi, segundo esta teoria, a ancestral dos povos americanos. É chamada de Pré-Adâmica, pois se acredita que seja anterior a raça que, segundo as tradições bíblicas, pertenceu o homem chamado Adão. Nega-se assim o surgimento da humanidade através deste mesmo Adão.2 A raça Lemuriana recebeu este nome, pois surgiu num antigo continente, tragado pelos oceanos, que se chamava Lemúria. Este continente ficava entre o que hoje conhecemos por África e Oceania. Foi esta raça a ancestral da raça negra.3 Conhece-se por Magia Negra o uso do conhecimento das leis que regem o "Mundo Espiritual" para atender fins escusos, que beneficiem alguns em prejuízo de outros. 

Este texto  é parte do 'Trabalho de Conclusão de Curso' do Historiador Cláudio Michelato apresentado na UNESP - Campus de Franca, para obtenção de Licenciatura e Bacharelado em História.