Sejam bem vindos ao Ametista de Luz,
Ametista de Luz é um blog que vem para somar, nunca para competir ou dividir. Estou aqui, à luz da Universalidade Crística que habita em meu coração. Minha religião é Deus e EU SOU LIVRE, pois EU SOU O QUE EU SOU.
Ametista de Luz, representa o caminho que venho trilhando na busca pela minha evolução como ser humano e espiritual e da responsabilidade com a vida ao meu redor. Decidi que era hora de dividir com vocês aquilo em que acredito, aquilo que tenho buscado e o que tenho aprendido. Não tenho intenções de forçar ou violentar consciências, pois cada um é livre para crer ou não e naquilo que quiser. Este blog tem por objetivo levar, agregar conhecimentos, alargar conceitos, desmistificar, permitir novos olhares sobre coisas velhas e estagnadas, descortinar coisas que para muitos ainda estão escondidas.Que através dos conhecimentos diversos das diferentes doutrinas, religiões, filosofias, teosofias que este singelo serviço de amor e luz possa iluminar as vidas de todos aqueles que o acessarem, ajudando-os assim a expandirem suas consciências rumo ao divino que todos somos.Nunca esquecendo que não existem verdades absolutas no Universo e que ninguém é dono dela.
Que eu possa partilhar com vocês essa busca e esse caminho de pura luz que emana de meus Amados Mestre Jesus, o Christo e de Mestre Saint Germain, o Avatar dessa Era da Chama Violeta ou Era de Aquário e da Equipe Espiritual que me guia.
Paz e Luz, Namastê, Axé, Aranauam, Saravá, Motumbá, Salve, Shalom, Kolofé, Shaumbra, Mitakue Oyasin...!!! Anna Aguyrre

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

ANIMAIS E XAMANISMO - PARTE V

ANIMAIS DE PODER

COBRA 



As Cobras diferem das serpentes. Ela simboliza a cura física, mental, emocional e espiritual.
São raras as pessoas pertencentes ao totem da Cobra. A iniciação no totem da Cobra pressupõe que as pessoas tenham vivido e experimentado as múltiplas mordidas da Cobra, e que tenham se tornado capazes de transmutar todos os venenos, quer sejam de natureza física, mental, emocional ou espiritual.
O poder de cura da Cobra representa o poder da criação, porque engloba a sensualidade, a energia psíquica, a alquimia, a reprodução e a ascensão (ou imortalidade).
O ciclo de transmutação, que consiste em viver-morrer-renascer, é simbolizado pela troca de pele da Cobra. A energia da Cobra é a energia da totalidade da consciência cósmica e da capacidade de viver todas as experiências de peito aberto, sem oferecer resistência. É a consciência de que todos os elementos da criação possuem o mesmo valor. Assim, se a pessoa estiver centrada, no estado de espírito correto, saberá que aquilo que é normalmente encarado como veneno pode ser comido, digerido, assimilado e transmutado. O veneno sempre pode ser transformado em energias positivas

*Thot (também conhecido como Hermes Trimegistus - Egito) , o pai da Alquimia, criou o símbolo de duas cobras enroladas em uma espada para representar o processo de cura. Cada organismo vivo possui uma porção masculina e uma porção feminina. O processo de fusão da energia masculina com a energia feminina gera uma energia divina, a energia da criação e da transmutação. Quando aceitamos a idéia de que possuímos estas duas energias em nós, podemos criar um espaço para que elas se mesclem e convivam em harmonia.

O totem da Cobra nos ensina que somos seres universais. Se conseguirmos aceitar e harmonizar todos os diferentes aspectos de nossa vida, poderemos alcançar a transmutação do nosso ser por intermédio da energia do fogo. Essa energia do fogo, atuando no plano material, gera paixão, desejo, procriação e vitalidade física. No plano emocional gera sonhos, ambição, criatividade e coragem. No plano mental gera inteligência, poder, carisma e capacidade de liderança. Quando a energia do fogo atinge o plano espiritual, ela se transforma em sabedoria, compreensão, sentimento de integração com o Todo e de conexão com o Grande Espírito que nos criou.
Como as cobras deixam para trás a sua pele, nós podemos deixar para trás as nossas ilusões e limitações para usarmos plenamente a nossa vitalidade e desejos para alcançar a totalidade.

Coelho



É a medicina da fertilidade, do crescimento. Para ter filhos, e para ter idéias férteis. Ensina a nos tornarmos cuidadosos, evitando perigos. Para ficarmos alertas, atenciosos, conscientes. Evocar para abundância, crescimento, prosperidade.


Coiote



É a medicina do otimismo, do humor, da malícia. Evocado para contatar com a criança interior, com a fé e a inocência. Para evocar o sucesso na vida. Quando precisar sair de problemas. Para animar reuniões e festas, para que possamos rir mais, fazer mais brincadeiras (é a sagrada irreverência), exercitar o nosso corpo. Considerado o “Espírito Trapaceiro”, derruba nossa seriedade quando queremos ser adultos demais e não nos permitimos expressar nossas emoções. Para buscar nossa essência verdadeira.

CORVO



O Corvo é o mensageiro da magia cerimonial e um curador que opera à distância e que está sempre presente em qualquer Roda de Cura. É ele que conduz o fluxo de energia de uma cerimônia mágica, guiando-a até o seu objetivo final.
O corvo sempre foi o portador da magia. Este seu papel foi reconhecido nas mais diversas culturas, ao longo dos tempos, em todo o planeta. É considerado sagrado honrar o Corvo como sendo portador da magia. Aqueles que trabalham com a magia de forma errada têm razões para temer o Corvo, pois isto é sinal de que estão se imiscuindo em áreas que não dominam, e os feitiços que estão fazendo certamente acabarão retornando contra eles.
A magia do corvo é poderosa e pode lhe infundir a coragem necessária para penetrar nas trevas do vazio no qual residem todos os seres que ainda não tem forma definida. O Vazio é denominado “Grande Mistério”. O Grande Mistério já existia antes que todas as coisas viessem a existir. O Grande Espírito é oriundo do Grande Mistério e vive no Vazio. O Corvo é o mensageiro do Vazio.
O Corvo é prenúncio de mudança de consciência, que pode, inclusive, significar uma viagem pelo Grande Mistério ou por alguma senda situada à margem do tempo. A cor do Corvo é a cor do Vazio - o buraco negro do espaço sideral que congrega todas as energias criadoras. Significa que você conquistou por seus próprios méritos o direito de vislumbrar um pouco mais da magia da vida.
Na cultura dos índios norte-americanos, a cor preta tem diversos significados, mas não simboliza o mal. O preto pode simbolizar, por exemplo, a busca de respostas, o Vazio, ou o caminho para as dimensões suprafísicas.

O Corvo é o mensageiro da magia cerimonial e um curador que opera à distância e que está sempre presente em qualquer Roda de Cura. É ele que conduz o fluxo de energia de uma cerimônia mágica, guiando-a até o seu objetivo final. Seu papel é o de interligar as mentes dos praticantes do ritual com as mentes daqueles que estão necessitando daquele trabalho.

A magia do Corvo não pode ser interpretada de forma racional porque é a magia do desconhecido em ação, preparando a chegada de algum acontecimento muito especial. O Corvo é o protetor dos sinais de fumaça e das mensagens espirituais representadas por ele.

Condor / Gavião / Harpia













Possuem os atributos da águia. O Condor ainda pode ser evocado para morte e renascimento, dons proféticos, amor da mãe, purificação. 


CORUJA 



A Coruja é um dos passáros mais controversos, que evoca uma série de associaçoes que vão desde morte e medo até sabedoria, proteção e vitória. 

Muitas tradições xamânicas vêem na Coruja o símbolo da morte. No entanto, ela nos fala de mudanças e transformações e nos ajuda a superar o medo da transformação que chamamos morte. 

A Coruja é uma silenciosa caçadora noturna, que percorre a mais densa floresta. Embora mais conhecida por sua aguçada visão noturna, ela enxerga muito bem à luz do dia. 

No Xamanismo Ancestral existe o Clã da Coruja, que rege o elemento Ar. A Coruja é a passagem para o desconhecido. Esta ligada à verdadeira alquimia, que consiste em pegar o material bruto de que somos feitos e nos transformar em ouro alquímico - a pedra filosofal, a iluminação.


A Coruja é a medicina das habilidades ocultas, sabedoria antiga, a vigília. Para descobrir verdades ocultas, mistérios, intuição profunda. Evocar para auxílio nos obstáculos quem impedem a presença de seus talentos e habilidades. Para que seus talentos se apresentem de acordo com a situação. Para aceitação do lado escuro (sombras) da realidade. Também para a benevolência. Evocar quando quiser conhecer o lado sutil da consciência, áreas inexploradas da consciência. Para discernimento da verdade, do que nós estamos buscando. Ligação com a lua. Para conhecer as sombras, poderes psíquicos, habilidades ocultas. Para melhor observar, prestar atenção.

Se você tem a coruja como o animal de poder, sua mensagem é prestar atenção em seus sonhos e sentimentos. Questionar os seus medos e agir com intuição. Focalize em suas intenções e mova-se em direção as seus objetivos. Mantenha-se em silêncio e conserve sua energia para o momento certo de agir. Se você está enfrentando algumas incertezas e problemas, aquiete-se para poder enfrentar os seus medos e confusões. Evoque a coruja para ajudá-lo com o discernimento e conhecimento. Não tenha medo do escuro e do desconhecido. Explore seu mundo interior com confiança. Trabalhe para desenvolver clarividência. Faça uso de rituais e de influências da Lua para gerar poder e promover mudanças positivas.

Doninha, Furão, Marta



É a medicina para olhar além do superficial. Para não subestimar, nem superestimar os outros ou situações. Para intuição, ser inspirado por poderes sobrenaturais dentro de nós mesmos. Para determinação, coragem, tenacidade. A arte da dissimulação, da persuasão. Para perceber o que competidores farão. Poder de observação, de esconder, de manter segredos, da vidência. Habilidade de ver razões escondidas atrás das coisas, poder de observação, astúcia, ação secreta.

Elefante



É a medicina da memória ancestral. Evocar para guiar caminhos. Inspira amor próprio, auto-suficiência, força, longevidade, cura. Para ser guiado em caminhos ancestrais. Para obter boa memória e habilidade para aprender. Pode ser evocado para estudos, provas e trabalhos intelectuais
O elefante nos ensina a força da gentileza, do comprometimento e da comunicação nos relacionamentos.. Eles são completamente envolvidos com todos com quem ele possuem qualquer tipo de relacionamento. Eles são poderosos ao proteger e gentis ao cuidar.

Escorpião



É a medicina da intensidade. Para força, inteligência, sexualidade. Torna as coisas mais intensas, ir profundamente em tudo, instinto de sobrevivência.

Esquilo



É a medicina da poupança. Preparação, planejamento, adaptabilidade e conservação. O esquilo nos ensina a planejar e nos prepararmos para o futuro. Não use todas as suas reservas. Devemos sempre guardar alguma coisa para nos servir em tempos ruins. Prepare-se também para as mudanças periódicas.
Evocar para fazer investimentos, projetos futuros, orçamentos. Para ajudar a encontrar objetos perdidos, ou muito bem guardados. Para conseguir reservas ( dinheiro, energia, etc.) Guardar apenas o que é de utilidade, guardar e proteger coisas. Para observar pequenos detalhes óbvios para divertimentos, programação de férias ou lazer.
  
Falcão



É o mensageiro ! É a medicina da precisão. Ajuda a levar preces ao Universo, a olhar em volta, a estar atento nos detalhes, observar à distância, a enxergar oportunidades. Desenvolver capacidades não conhecidas, ocultas.
Olhar em volta, observar a distância e atenção ao detalhe. O falcão nos ensina a sermos observadores e a prestarmos atenção em coisas que estão passando desapercebidas. Os falcões podem avistar uma presa do tamanho de um coelho à 3 kms de distância.

Foca / Leão Marinho



É a medicina da imaginação, sonhos lúcidos. Evocar para criatividade, sonhos significativos, estimular a imaginação, lembrar de sonhos. Para colocar a criatividade em ação, inspiração, saber ouvir, imaginação ilimitada, equilíbrio emocional. Para conectar com o reino das fadas.

A voz interior, e ainda, sonhos lúcidos, mover-se através das emoções, criatividade. A foca nos lembra de nossa conexão com os nossos ritmos, sentimentos e conhecimentos mais profundos representados pelo mar. Quando sentimos medo de nos afundarmos nestas profundezas, a foca nos lembrar com nadar. 


Continua...

Confira nos links abaixo as partes anteriores:







segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A MEDIUNIDADE NA UMBANDA - PARTE II






Vamos entrar efetivamente no assunto Mediunidade. O que é Mediunidade ? 

 – É a capacidade natural que nos permite sentir e interagir com o plano espiritual. 

Quem fez nosso curso: Animismo e Mediunidade, deve lembrar que abordamos o assunto sob outro prisma:

- na de que apenas fenômenos que possa efetivamente estabelecer uma comunicação entre um espírito e o plano físico, que tenha a obrigatoriedade de uma intervenção de algum espírito para que possa estabelecer a comunicação, pode ser considerada mediunidade. E que as capacidades naturais advinda do próprio espírito do médium, como a clarividência, desdobramento, sonhos premonitórios, etc. são fenômenos anímicos – da própria alma do médium e que não requer de nenhum tipo de intervenção de algum espírito. 

Porém, iremos neste material, para facilitar o entendimento geral, adotar a interpretação dada por Allan Kardec, onde todas as capacidades e fenômenos extra físicos e extras sensoriais são considerados mediúnicos. 

Mediunidade na Umbanda é inegável que a capacidade mediúnica privilegiada na Umbanda é a incorporação (psicofonia = *o espírito fala através do médium), pois por ser uma Religião conduzida pelo plano espiritual de forma efetiva e direta, em conjunto com os dirigentes encarnados dos terreiros, é preciso que os guias tenham acesso direto para se manifestar e falar através de seus “aparelhos”. Podemos dizer que cada casa é um núcleo, uma célula de um grande organismo que é a Umbanda, dirigida ostensivamente por seus mentores astrais e dirigentes carnais. E para que essa parceria “administrativa” ocorra, o dirigente é sempre um médium de incorporação, para que possa ser o elo de ligação dos dirigentes espirituais para os filhos de terreiro encarnados. Daí a grande importância da mediunidade de incorporação. São os guias que trazem os ensinamentos para organização e estruturação de cada casa, e como a casa deverá ser conduzida. São os guias que trazem os ensinamentos para o nosso aprimoramento humano e espiritual, assim como nossos irmãos mais velhos, nossos pais e mães de terreiros, que também tiveram como mestres, nossos guias espirituais

A relação entre adeptos e guias é intensa e constante. É com eles que aprendemos a crescer dentro de nossa religião, que aprendemos a crescer como pessoas e como família. São os guias que trazem os fundamentos que cada casa irá seguir, e repassar aos seus filhos. A incorporação difere dos centros Espíritas, a incorporação na Umbanda envolve mais o domínio por parte da entidade nos centros nervosos e motor do médium *(e principalmente nos chakras). 

Há também a atuação mental, mas as sensações corporais que se sentem são mais acentuadas, como apontamos mais acima. A entidade assume parcial controle do corpo do médium, atua nos centros da fala, e estabelece a conexão mental. Este domínio é relativo de médium pra médium e até de entidade para entidades, podendo ser variante. Cada entidade pode atuar mais acentuadamente em determinado chacra ou parte do corpo. 

Assim como nas incorporações em centros espíritas, o médium na Umbanda, também pode repassar o que vem a sua mente, pois as mensagens vindas da entidade passam primeiro pelo seu campo mental, e este, muitas vezes “ouve” internamente o que a entidade dirá, antes de ser pronunciadas as palavras. Porém, vale lembrar que, quando se estabelece perfeita sintonia entre médium e entidade, esse processo é tão automático, que parece que é a própria entidade que assume a fala, e o médium é mero ouvinte. Parecendo que não se passou pelo mental do médium. 

Irradiação X Incorporação É extremamente necessário colocarmos que as entidades começam primeiro com o processo chamado de irradiação. Ela emana, irradia energia e trabalha nos centros energéticos e aura no médium. Nesse trabalho, muitas vezes acha-se que a entidade quer vir e incorporar. Mas não é bem assim. Para isso, ela primeiro precisa trabalhar os corpos sutis do médium e ir aos poucos estabelecendo favorável conexão. Na irradiação, o médium não perde o controle dos movimentos do corpo. Pode ter certa dificuldade de movimentar algum membro, caso ele tenda a contrair o corpo pela sensibilidade das vibrações que sente.

Interferência psíquica Este é um problema, que é também pejorativamente chamado de *animismo, é fato constante em iniciantes, e até mesmo, médiuns mais experientes que não passaram por boa educação mediúnica. Como as incorporações , principalmente no inicio, passa pelo mental do médium de forma mais lenta e perceptível, o médium fica em dúvida se o pensamento é dele, ou da entidade. E isso pode gerar conflitos, porque há duas consciências ali interagindo; médium e entidade. Além disso, o médium novato questiona todo o tempo sobre o que ocorre a sua volta, o que dificulta um relaxamento necessário para a entidade assumir o controle para uma plena incorporação

Como vocês podem ver até aqui, incorporar e ser um veículo realmente eficaz e fiel ao que a entidade quer transmitir não é tarefa fácil. Principalmente nos iniciantes, que estão cercados de dúvidas, medos, questionamentos, insegurança e a ansiedade, que é um dos piores inimigos do neófito. A pressa de querer saber quem são seus guias, de querer trabalhar incorporando, dar consultas, atender pessoas, ter as coisas de seus guias, é o pior dos engodos que podemos passar. Pois essa pressa, pode se misturar a períodos de irradiação promovida da entidade e daí para uma pseudo-incorporação é um salto muito grande. 

Não tenha pressa jamais. Não apresse o falar das entidades. Muitas vezes as incorporações começam de forma lenta, e a entidade vai dominando aos poucos o médium, mas não consegue ter um domínio tal, que lhe permita falar através do médium. E nossa ansiedade, junta a corrente de pensamentos que passam em nossa mente, de suposições e achismos, acaba-se por ser a voz das entidades, muitas vezes. Além disso, nem sempre a entidade tem algo a dizer ao cambono. Muitas vezes, ela somente veio trabalhar as energias do médium e ajudar junto a outros guias, pela atmosfera energética da casa. Mas o silêncio da entidade, pode incomodar os ansiosos e apressados iniciantes. 

Agora, quando estabelecida uma incorporação plena, a entidade tem o dever de falar quando lhe for solicitado. Afinal o objetivo da incorporação é a comunicação oral. Se não for para se comunicar verbalmente não é preciso incorporar, não concorda? Se for apenas para trabalhar as energias do médium e do terreiro ou dos assistidos, *basta a entidade atuar irradiando através do médium, e não precisa incorporar. Mas uma vez que se estabelece a incorporação, é porque a entidade pode falar se for lhe perguntado algo ou solicitado. Não existe entidade que não possa falar, seja sob quais condições teve em vida pretérita. Pois ela irá usar o arquivo mental do médium para se comunicar. Mesmo que ela tenha sido um espírito que encarnado, não teve acesso a língua local, ela irá usar o conhecimento mental do médium para estabelecer uma comunicação. Ela poderá falar de forma peculiar, mas é capaz de falar a língua do médium. Além disso, o próprio médium, pode ser o medianeiro a transmitir o que lhe chegam em pensamento, oriundo do que a entidade quer falar. 

* Grifos meus Anna Cirene

* Animismo ocorre quando o médium dá passagem para o seu próprio espírito em uma vida passada.


*"basta a entidade atuar irradiando através do médium, e não precisa incorporar."

OBS: Quanto a esta frase que grifei e copiei aqui, é para dizer que não concordo com essa afirmação, pois o Guia que está incorporado sempre sabe o que está fazendo, Ele vê o que não vemos, e poderá ser um caso em que é necessário o ectoplasma (energia oriunda dos médiuns) para realizar tal procedimento e não será preciso ser falado ou comentado, enfim...

 Texto postado no Terreiro de Umbanda Vovó Catarina 

 http://casadecatarina123.blogspot.com.br


Para ler: A Mediunidade na Umbanda - Parte I - acesse o link

http://ametistadeluz.blogspot.com.br/2013/11/a-mediunidade-na-umbanda-parte-i.html


domingo, 24 de novembro de 2013

CROMOTERAPIA A MAGIA DA CURA PELAS CORES - PARTE II


Como já vimos a cor vem sendo usada desde a Antiguidade com fins de cura para nossos males físicos, mentais, emocionais e espirituais, a esta ciência que utiliza a cor como terapêutica definimos:
Cromoterapia é a ciência que utiliza as cores do Espectro Solar (vide arco-íris) para restaurar o equilíbrio físico-energético em áreas do corpo humano atingidas por alguma disfunção.
As 7(sete) cores do Espectro são:
VERMELHO -LARANJA - AMARELOVERDE- AZULINDIGO- VIOLETA

A Cromoterapia está fundamentada em três ciências:
Medicina
- A arte de curar;
Física
- Ciência que estuda as transformações da energia, em especial no capítulo dedicado à natureza da luz: sua origem no espectro eletromagnético e seus elementos, como comprimento de onda, freqüência e velocidade;
Bioenergética
- Ciência que demonstra a existência do corpo bioenergético, analisando a energia vital.

A Cromoterapia é uma terapia holística por tratar o ser como um todo. Cada cor tem uma vibração específica, atuando desde o nível físico até níveis mais sutis. A aplicação de cada cor tem como finalidade suprir carências de determinadas vibrações energéticas no corpo e neutralizar o excesso de outras. As propriedades terapêuticas de cada cor vão agir nos campos energéticos ou centros de força que chamamos de CHAKRAS, corrigindo e reativando o campo vibratório celular. 

        A Cromoterapia faz o equilíbrio do fluxo energético e trata a causa física, eliminando a dor e restabelecendo a saúde após uma série de aplicações, numa média de dez a quinze sessões. 

        Como vimos a Cromoterapia é baseada nas sete cores do espectro solar e cada cor tem uma vibração específica, Por isso querer catalogar e classificar as cores, é limitar o poder da luz. 
Cada cor tem uma infinidade de aplicações, pois elas são utilizadas conjugadas a outras energias que estão além dos sentidos, em outras dimensões. Por isso, eventualmente, pode-se usar determinada cor conseguindo-se determinado efeito e, em circunstância diferente, é preciso usar outra até aparentemente antagônica para conseguir o mesmo efeito. 
Cada parte do nosso corpo está estritamente relacionada com as cores do espectro, portanto, dependendo da moléstia, necessitamos tratar essa parte com sua cor vibracional correspondente. Por exemplo: em caso de diabetes usamos o amarelo por sua ação reativadora e renovadora.
O ser humano e a natureza necessitam da luz do sol para viverem. Sem luz não há vida e dessa maneira, o homem e a natureza recebem a luz solar e esta se decompõe em sete raios principais que são distribuídos por todos os nossos corpos, físicos e energéticos. Se houver desequilíbrio dessas cores, as doenças refletem-se no nosso corpo físico e adoecemos.  Já diz o poeta e músico Caetano Veloso na música Leãozinho: “O sol é o pai de toda cor”.

PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DAS CORES DO ESPECTRO



Continua...

Para ler a Parte I desta postagem , acesse o link:





domingo, 17 de novembro de 2013

A MEDIUNIDADE NA UMBANDA - PARTE I


Iremos abordar o desenvolvimento mediúnico dentro do segmento Umbandista, para que os iniciantes possam ter um entendimento da atmosfera mediúnica e suas peculiaridades com foco não somente no mediunismo em si, mas nos meandros que permeiam o tão popular “desenvolver” na Umbanda; o “colocar a roupa branca”.
Com este material temos o interesse de levar um conhecimento aos médiuns recém chegados em nossa Seara, para que possam compreender melhor o que se passa com ele durante as giras ao sentirem a chegada das entidades. Como ser também, um material que sirva de apoio com aconselhamentos e explicações diretas e objetivas para que a condução de do desenvolvimento mediúnico, seja o mais esclarecido possível, para que a serenidade, confiança e equilíbrio possa se estabelecer.

Começaremos então, falando brevemente das diferentes formas dos intercâmbios e condução mediúnica nas diferentes Searas espiritualistas mais populares para que possamos ter uma idéia das diferenças de um é outro para que nos situemos melhor em nossa prática religiosa afro-Brasileira.
Diria que o desenvolvimento na Umbanda e religiões de cunho similar mediúnico; como Jurema, Almas e Angola, Kimbanda, é extremamente diferente de outras doutrinas, como a Espírita e o Candomblé por exemplo.
 


A Espírita é uma doutrina mediúnica, onde há intercâmbio entre planos físico e espiritual, através de capacidades mediúnicas desenvolvidas em indivíduos. Este desenvolvimento é feito dentro dos centros espíritas para aqueles que apresentam afloramento de suas capacidades. Desenvolvimento este, que tem triplo aspecto dissociavelmente doutrinário:

1 – o médium precisa iniciar-se num estudo profundo da Doutrina Espírita contida nas Obras Básicas de Allan Kardec. 

2 - Moral – o médium precisa começar a desenvolver sua reforma íntima. 

3 – Prático – o médium através do trabalho de passes e doutrinação mediúnica, vai canalizando as capacidades em si, até que possa dá-se a ser um meio de comunicação entre dois planos.


Já o Candomblé, apesar de parecer a “olho nu”, uma religião também de cunho mediúnico, e embora haja de fato, manifestações dessa natureza, este não é um segmento religioso mediúnico. Os processos de tal natureza são conseqüências e não o bojo central. Haja vista que trata-se de um culto voltado para o indivíduo, das forças da natureza, e divindades.
Ao passo que a Umbanda é uma religião mediúnica por excelência, que tem como foco central, o trabalho assistencialista promovido por espíritos; guias e entidades que se manifestam através de seus médiuns. E neste particular é que a Umbanda se difere do Espiritismo, pois este, está mais para o trabalho mediúnico como meio de doutrinar, esclarecer e prestar socorro aos necessitados do plano espiritual, enquanto o foco dos trabalhos mediúnicos na Umbanda e demais religiões similares, é o atendimento aos encarnados através de entidades.
Embora possam parecer apenas focos diferentes de trabalho, quando entendemos mais sobre as religiões de cunho afro brasileira, entendemos que há por trás de simples intercâmbio mediúnico para amparo dos aflitos, há uma relação profunda, porém não tão explícita, com nossos antepassados, tanto familiares, quanto as raízes étnicas de nossa terra.


Não obstante, é dever também ressaltar que não somente as searas espíritas são quem promovem auxílio a espíritos *(desencarnados) necessitados, carentes e sofredores, mas a Umbanda também. Claro de forma diferente, porém, este socorro não é desprezado. Muitos de nossos guias levam espíritos doentes para sessões de cura e aprendizado dentro de nossos terreiros, que sequer imaginamos, mas são grandes pronto socorro para muitos desencarnados.
É fato que muitos terreiros de Umbanda também promovem, quando necessário, incorporação de obsessores nos chamados *médiuns de transporte. Mas poucas casas trabalham através com incorporação do tipo.


Gostaria de destacar também que muito além de diferenças no foco de trabalho entre ambas as Searas, há particularidades no que envolve a mediunidade de incorporação.
Já que nos Centros Espíritas, as incorporações em sua maioria, tem o objetivo de ajudar os espíritos perturbados, essa conexão é de natureza diferente, quando nos Terreiros de Umbanda, incorpora-se os guias espirituais. Não diria que tecnicamente, pois mediunidade independe de religiões, mas como incorpora-se espíritos de baixa vibração no Espiritismo, está se dá através de uma maior conexão mental entre espírito e médium, entanto na Umbanda há tanto a ligação mental, como um controle maior por parte do espírito nos centros nervosos e motores do médium.

Por que essa diferença? 

A natureza espiritual dos comunicantes nas Sendas Espíritas, precisa de um controle maior mental por parte do médium, haja vista que estar-se conectando com espíritos desequilibrados e de toda ordem. O médium tem o papel de mediador, de transmitir de forma ordenada e comedida as comunicações. O medianeiro é o responsável pela comunicação, e de impedir qualquer manifestação agressiva, inapropriada, palavras de baixo calão, ou até mesmo, ímpetos de ataques físico. E por conta disso, não há o controle do espírito no físico do médium. Este, é o transmissor da mensagem e palavras que chegam no seu campo mental. Além disso, o médium capta toda a atmosfera áurica do espírito, sentindo todas as sensações, dores, angústias, sentimentos de raiva, desespero, agonia, rancor, pela conexão entre ambos que se estabelece. Vale lembrar que muitas vezes, emoções e sensações que possam nos invadir repentinamente, podem na verdade, não ser nosso. Mas pela sensibilidade aflorada - princípio de uma abertura mediúnica muitas vezes- que nos ligam com espíritos desequilibrados e acabamos por sentir suas sensações e captar pensamentos que não vem de dentro de nós, mas externamente. 

Já na Umbanda, o panorama é completamente diferente. Nos comunicamos mediunicamente com Mentores e Guias, que promovem verdadeiro tratamento energético espiritual em seus médiuns. Na verdade, mesmo quando somos apenas assistentes, tomamos o passe, ou simplesmente estamos congregando com a corrente de uma Casa, já estamos invisivelmente sendo tratados. Porém, quando entramos para uma corrente como médium e adepto, os guias em conjunto com a parte física da casa, passam a ministrar também um tratamento para nossa mediunidade e centro energético, muitas vezes em total desequilíbrio. Através dos banhos, dos passes, e das irradiações produzidas pelas entidades, vamos abrindo nossos centros de força de forma adequada, para que nos tenhamos um fluxo de movimentação energética satisfatória, pois bloqueios e abertura muito grande em nossos chacras e aura, podendo trazer sérios malefícios e não damos conta disso, pois passam como mero desconforto seja emocional ou físico.

Texto de Ana Araújo, Este texto pertence ao acervo do Terreiro de Umbanda Vovó Catarina

Retirado do BLOG: http://casadecatarina123.blogspot.com.br/




domingo, 3 de novembro de 2013

OS MISTÉRIOS DO SETE e O PODER DO NÚMERO SETE



O número 7 apresenta-se como sendo místico, misterioso, aritmeticamente “esquisito” e, principalmente, como sendo o número da criação, é a soma de 3 (trindade divina) mais 4 (os quatro elementos do mundo físico).
O estudo do sete provém dos Sumérios, cuja civilização floresceu bem antes da Babilônica.

O 7 é um número Místico por excelência, gozando de privilégios entre ocultistas, como também em todas as religiões e seitas.
Todos os livros sagrados estão cheios de exemplos da excelência do número 7. Na Bíblia contamos às centenas os exemplos da força e poder do número 7. No Gênesis, vamos encontrar o 7 como o número da criação, desde a criação do mundo, um tempo foi imprimido ao ritmo universal, quando o G .’. A .’. D.’. U.’.(Grande Arquiteto do Universo) , decidiu que a semana teria sete dias e não cinco ou dez.

São sete as virtudes, sete os pecados capitais, sete os sacramentos, sete as notas musicais, sete os Arcanjos judaico-cristãos, sete são as cores que formam o branco, sete são as camadas de nossa pele, sete cores do arco-íris, sete aberturas naturais do homem e dos animais em geral ou entradas patológicas, sete chacras, sete maravilhas do mundo antigo, sete palmos de terra, missa de sétimo dia, com sete letras se escrevem os algarismos romanos para indicação dos números, o esquadro, símbolo da retidão, é um sete.
O número sete enriquece o folclore no Brasil e no mundo, conforme os exemplos que se seguem:

Pintar o sete – traquinar, divertir-se muito sem constrangimento algum.
Fechar a sete chaves – Guardar com segurança extrema. Sete é conta de mentiroso. Divulga-se que o gato tem sete vidas.
Bicho-de-sete-cabeças – diz-se vulgarmente, de algo que é misterioso ou complicado. Bota-de-sete-léguas – Segundo o conto popular, aquela que servia para transportar o herói a qualquer lugar e em pouco tempo, com enorme passadas.

No próprio cristianismo vamos encontrar o 7 na base de sua principal oração, O Pai Nosso, inicia com uma invocação e termina com uma dedicatória. Entre o princípio e o fim vamos encontrar 7 petições. 1) Santificado seja o vosso nome; 2) Venha a nós o vosso reino; 3) Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; 4) O pão nosso de cada dia nos daí hoje; 5) Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido; 6) Não nos deixeis cair em tentação; 7) Livrai-nos do mal. As três primeiras, são dirigidas a Deus (espírito) e as quatro seguintes ao homem (matéria).

As sete virtudes se dividem em, três são sobrenaturais (Fé, Esperança, Caridade) e quatro são cardeais ( Prudência, Justiça, Fortaleza, temperança).


Os sete pecados capitais se dividem em, três que pertencem ao espírito (Soberba, Ira, Inveja) e quatro que pertencem ao corpo (Luxúria, Gula, Avareza, Preguiça). 

Segundo o Alcorão, Alá criou sete céus sobrepostos ou paraísos
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O 7 é também freqüente na Umbanda: sete linhas ou vibrações, sete legiões, sete falanges, sete forças da natureza, sete raças, sete flechas, sete porteiras, sete ciclos evolutivos, sete cachoeiras, sete encruzilhadas, sete rosas brancas, sete pedaços de carvão, sete sombras, sete portas, sete ramos de violeta, sete pedras de raio, etc. Assinale-se que a palavra Umbanda tem sete letras.

Na Teosofia: sete corpos, sete planos divinos, sete raios , sete temperamentos.

Os caminhos da Yoga são igualmente sete.

O sete é presença em setentrião, que significa norte. Sim, porque no hemisfério norte ou setentrional se situa a constelação da Ursa Maior. Formada por sete estrelas ou flamas.


A cultura hebraica também valorizou o sete, como se vê a seguir: Depois de sete dias vieram sobre a terra as águas do dilúvio. Do rio subiam sete vacas gordas e sete vacas magras. e vi sete espigas cheias e boas e sete espigas mirradas. Sete dias de festas, propôs Salomão. Sete vezes cairá o justo e se levantará. A construção do Templo de Jerusalém durou sete anos, sete meses e sete dias. O Menorah, candelabro místico utilizado no culto judaico e que simboliza a árvore, tem sete braços, que representam, a luz, a justiça, a paz, a verdade, a benevolência, o amor fraterno e a harmonia.

No Novo Testamento há, igualmente, registros que evidenciam a importância do sete no tempo de Jesus:
- Mestre, indaga-lhe Pedro, até quantas vezes devo perdoar? Até sete vezes? Jesus responde-lhe: não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Está no Apocalipse: sete amigos, sete baldes, sete candelabros,sete chifres, sete espíritos, sete estrelas, sete lâmpadas, sete reis, sete olhos. Sete anjos, sete trombetas, sétimo selo, etc.

A tabuada do sete é a mais difícil para o aprendizado das crianças e mesmo dos adultos, muitos são os que tropeçam quando lhes perguntamos o resultado de sete vezes oito.

O sete é o único número simples que não possui regra fácil se quisermos saber se ele é fator de um determinado número, é o único a ser aritmeticamente nem múltiplo nem divisor de um outro número entre 1 e 10.

A multiplicação entre si dos sete primeiros algarismos significativos é igual a 5.040, número fantástico, sendo divisível por todos os números de 1 a 10, sem deixar resto.


Mas o mistério aparece nos conjuntos estelares que sempre serviram de orientação aos homens. As constelações de Órion, Ursa Maior, Cruzeiro do Sul, são formadas por sete estrelas visíveis a olho nu normalmente. Como explicar a Plêiade da sete irmãs, quando na verdade apenas seis são visíveis a olho nu?

Para entendermos o significado do número sete, podemos analisar os números três e quatro, o ternário e o quaternário.
Entre os pitagóricos, o três era considerado o número perfeito por ter princípio, meio e fim. Deus é um na essência, mas possui três aspectos distintos, ou seja, Pai, Filho e Espírito Santo.
Sobre o número três temos milhares de exemplos em nossos estudos.

Vejamos o significado do número quatro, ou seja o quartenário.

O quatro sempre foi considerado o número do mundo físico. O quatro está relacionado aos quatro pontos cardeais. Vale mesmo a pena perguntar, por que quatro pontos cardeais e não três ou seis.

Na Bíblia o rio que sai do paraíso se divide em quatro outros rios. 

altar dos sacrifícios tem quatro pontas, os quatro animais que sustentam o trono da revelação, as quatro estações do ano, as quatro fases da lua, as quatro fases do dia, as quatro fases da vida do homem (nascimento, crescimento, maturidade, morte). 

No novo testamento encontramos o quatro de forma um tanto dramática: os soldados romanos dividem em quatro partes as roupas do cristo crucificado, simbolizando a dissolução do seu corpo material e seu retorno aos quatro elementos de que era composto.

As pirâmides do Egito estão relacionadas com o número sete em sua construção, a base é quadrada ( 4 ) e seu perfil é triangular ( 3 ), A pirâmide de Quéops possui três câmaras ligadas por quatro corredores, temos ainda o sete simbolizado no caduceu.  





Achei muito interessante estes textos, estes estudos sobre o número sete, e como encontrei este outro material sobre o número sete na Umbanda resolvi incluí-lo, pois a Umbanda é a única religião genuinamente brasileira e que tem em si o mistério do sete também de forma significativa, e acaba complementando o primeiro texto.



Quem é umbandista sabe o quanto o número sete é utilizado em nossa religião. O sete é a conta utilizada em oferendas para diversos orixás e também para a linha de esquerda. Sete está presente no nome de Guias de Umbanda e também de Exus. Vamos lembrar de alguns:

Ogum Sete Ondas
Ogum Sete Espadas
Ogum Sete Lanças
Caboclo Sete Pedreiras
Caboclo Sete Flechas
Caboclo das Sete Encruzilhadas
Cabocla Sete Estrelas
Caboclo Sete Cachoeiras
Cabocla Sete Luas

Exu Sete Encruzilhada
Exu Sete da Lira
Exu Sete Porteiras
Exu Sete Capas

entre outros...


O sete também está presente nos pontos cantados, fazendo referência ao poder místico desse número:

"Eu tenho sete espadas pra me defender,
eu tenho Ogum em minha companhia..."

"sete e sete são quatorze
três vezes sete é vinte e um
é a conta do Ogum..."


Mas o número sete não é importante apenas para nossa religião! O Sete é um número místico, utilizado por muitas crenças pelo poder que ele agrega.

Não é a toa que sete são os dias da semana, sete são as notas musicais, sete são as cores do arco-íris, sete são os chacras e que segredos são guardados a sete chaves....


O número SETE é sagrado, perfeito e poderoso, afirmou Pitágoras, matemático e Pai da Numerologia. É também considerado um número mágico. É um número místico por excelência. Indica o processo de passagem do conhecido para o desconhecido.

Para quem não sabe, o sete é uma combinação do três com o quatro. Três, representado por um triângulo, é o Espírito e o quatro, representado por um quadrado, é a Matéria.

Podemos também dizer que o sete é Espírito na Terra, apoiado nos quatro Elementos, ou a Matéria “iluminada pelo Espírito”. É a Alma servida pela Natureza.

O número quatro que simboliza a Terra, associado ao três que simboliza o céu, nos permite dizer que o sete é a totalidade do universo em movimento.

O sete é o número da transformação.




Na Umbanda:

7 são as Nações que praticam a Umbanda
7 são as Linhas de cada Nação
7 são os Orixás que comandam estas Linhas

Um grande axé para todos vocês!

Texto 1 - Os Mistérios do Sete - Autor:  Pedro Neves e o e-mail, neves.pedro@gmail.com).
www.pedroneves.recantodasletras.com.br

Texto 2 - O Poder do Sete - Fonte: Centro Ogum Rompe Mato