Sejam bem vindos ao Ametista de Luz,
Ametista de Luz é um blog que vem para somar, nunca para competir ou dividir. Estou aqui, à luz da Universalidade Crística que habita em meu coração. Minha religião é Deus e EU SOU LIVRE, pois EU SOU O QUE EU SOU.
Ametista de Luz, representa o caminho que venho trilhando na busca pela minha evolução como ser humano e espiritual e da responsabilidade com a vida ao meu redor. Decidi que era hora de dividir com vocês aquilo em que acredito, aquilo que tenho buscado e o que tenho aprendido. Não tenho intenções de forçar ou violentar consciências, pois cada um é livre para crer ou não e naquilo que quiser. Este blog tem por objetivo levar, agregar conhecimentos, alargar conceitos, desmistificar, permitir novos olhares sobre coisas velhas e estagnadas, descortinar coisas que para muitos ainda estão escondidas.Que através dos conhecimentos diversos das diferentes doutrinas, religiões, filosofias, teosofias que este singelo serviço de amor e luz possa iluminar as vidas de todos aqueles que o acessarem, ajudando-os assim a expandirem suas consciências rumo ao divino que todos somos.Nunca esquecendo que não existem verdades absolutas no Universo e que ninguém é dono dela.
Que eu possa partilhar com vocês essa busca e esse caminho de pura luz que emana de meus Amados Mestre Jesus, o Christo e de Mestre Saint Germain, o Avatar dessa Era da Chama Violeta ou Era de Aquário e da Equipe Espiritual que me guia.
Paz e Luz, Namastê, Axé, Aranauam, Saravá, Motumbá, Salve, Shalom, Kolofé, Shaumbra, Mitakue Oyasin...!!! Anna Aguyrre

terça-feira, 11 de setembro de 2012

FALAR DO EXU MALANDRINHO - Caso Real



Olá Queridos Leitores e Seguidores  do Ametista de Luz,

A partir de hoje estou criando mais um espaço dentro do Blog que batizo de "Causos de Espiritualidade", porque através desse espaço contarei histórias reais de pessoas que como eu, como nós, vivem e aprendem, através da sua busca evolutiva e em historias comoventes para compartilhar, verdadeiras lições de vida que nos ajudam neste aprendizado. A primeira história que postei e achei magnifica foi “Relato de Uma Cambone”, e agora trago a história do Pai Valdo (Sacerdote Dirigente do Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz),  história pra lá de interessante, principalmente porque ele era padre...leiam o texto (autorizado por ele).


Falar do Exu Malandrinho...

Falar do Exu Malandrinho, para mim, é motivo de alegria e grande emoção. Esse amigo, do Plano Espiritual, é um companheiro constante, numa amizade fiel e serena. Foi a muito tempo atrás, quando iniciava minha caminhada na estrada do espiritualismo umbandista, que  fui levado a conhecer esse, que durante tantos anos, se tornou companheiro de trabalho e grande conselheiro nos meus saltos e nas minhas quedas na estrada dessa encarnação atual.

O Sr. Alfredo, nome que tinha na sua ultima encarnação em Minas Gerais, hoje trabalhando na Linha dos Exus e na Falange dos Malandros, espíritos protetores, defensores e conselheiros na Umbanda, me escolheu para que, através de nossa amizade e minha débil mediunidade, pudéssemos levar aos corações doridos a chama da esperança e da ajuda.

Obrigado querido amigo. Lembra-se daquela noite, num Templo de Umbanda no bairro de Maria da Graça, RJ, quando, pelas mãos do sr. Azuilson (Sacerdote daquele Templo – Vovô Congo da Bahia) e seu Exu Tiriri Menino, a quem devo e agradeço os  meus 1ºs passos na Umbanda, foi chamado na minha mediunidade esse Exu que se tornaria o meu grande e fiel companheiro pelo resto da minha caminhada nessa encarnação. De perto ou de longe, de acordo com meu momento experiencial, Sr. Malandrinho nunca arredou pé da minha vida. E eu que tinha tanto medo de Exu...! Claro, era sacerdote Católico quando espocou a minha mediunidade, o que me levou a deixar o clero para me aprofundar no Espiritismo, especialmente no espiritualismo Umbandista, e Exu, como para tantos bobos que pululam na estrada sem esclarecimento e razão, era o diabo com chifre, rabo e algo mais... Quanta ignorância...! Naquela bendita noite surgiu o meu amigo, no uso dessa minha mediunidade tão pequena, mas seguro e certeiro, com um convite irrecusável pela amorosidade e alegria do mesmo, para trabalharmos juntos nessa selva de pedra. Ele do lado de lá, como outros Guias que trabalham comigo; e eu, do lado de cá, deixando, pela estreiteza dessa amizade e afinidade, que ele se expressasse da melhor maneira possível no afã de levar aos corações doídos a ajuda, o consolo e a cura.

É, meu querido amigo, e aqui estamos nós, hoje, no Cruzeiro da Luz. Ambos de mãos dadas com o Pai Ventania, juntos com outros amigos dos dois planos da vida, como o Sr. Sete Encruzilhadas, rumando em busca do infinito, só sentindo que tantos outros irmãos não compreendam o valor da amizade fiel e da fé pura, para que possam nos acompanhar nesta estrada de trabalho, de disciplina, mas, também, de muita alegria e esperança.

Olhando para trás vejo a fila de irmãos encarnados que passaram por você, Malandrinho. Quantos conselhos, quanta ajuda, quanta oferta de amizade, quanta alegria transmitida. Assim é ele, o meu amigo Malandrinho, transmissor de esperança e alegria.

Lembrar de você, Malandrinho, é lembrar de tantas lutas juntos pelo crescimento, é lembrar de tantos momentos felizes e alegres, é lembrar de sua presença e palavra amiga, encorajadora e firme, empurrando esse teimoso do “seu menino” para a frente e para o alto, mas, como você sempre me diz, nunca de cabeça baixa, sempre de cabeça erguida e com o sorriso nos lábios, pois tudo é caminho, tudo tem seu lado bom e o essencial se esconde no nosso interior, daí explodindo na alegria do exterior.

 Obrigadão meu amigo querido e, continuemos. Você daí e eu de cá, até quando Deus quiser e, como somos imortais, sabemos que juntos estaremos pela eternidade, pois o amor é eterno, ele é a essência divina em nós e tudo que é ligado pelo puro amor, nunca acaba. Que bom saber disto, amigo do meu coração.

 Pra frente, juntos, o Cruzeiro da Luz nos espera, os espíritos encarnados e desencarnados, também.

 Esse é o Sr. Malandrinho para mim. Palavras não exprimem a verdade desse espírito de escol que, escondido sob a capa da Linha dos Exus, expande sua luz através da Paz que transmite e da Alegria que imprime.

Laro Yê Exu Malandrinho do Cruzeiro das Almas!

Pai Valdo (Sacerdote Dirigente do Templo Espiritualista do Cruzeiro da Luz)

 TEMPLO ESPIRITUALISTA DO CRUZEIRO DA LUZ
CASA DA MÃE SANTÍSSIMA
*ESTUDO – DISCIPLINA – TRABALHO*
RUA GRAJAÚ, 33  GRAJAÚ  RIO DE JANEIRO/RJ
Registro no Cartório de Pessoas Jurídicas/RJ nº 234.104

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

MENSAGEM SEMANAL DE MESTRE HILARION




De 09 a 16/09/2012


Amados,

E assim nós chegamos a um aumento ainda maior das ondas de Luz que estão bombardeando o seu Planeta. Essas energias irão continuar a levantar todas as questões subconscientes dos sistemas de crenças que cada um de vocês sustenta no interior de si mesmo, mas que ainda não foram abordados ou observados.
Isso irá criar stress para muitas pessoas, e espera-se que os Trabalhadores da Luz do Mundo se mantenham em estado de serenidade e em paz no interior de seus próprios campos de energias, no sentido de criarem e sustentarem um equilíbrio estável, firme para contra atuar com tudo o que puder estar acontecendo.

Sustentem o espaço de amor, empatia e compaixão no interior de seus corações e mentes para todos os seus entes queridos e os que estiverem em sua esfera de influência.

Separem um tempo para permanecerem na natureza, no sentido de se conectarem com a Mâe Terra, enviando- Lhe as suas energias de amor, empatia e suporte. Cada vez mais, o seu trabalho nesses tempos, é o de serem uma força estabilizadora, uma força de elevação, uma força de equilíbrio e uma força de calma.
 Respirem profundamente de modo que vocês ingiram as energias do prana mais elevado, através da sua respiração, mantendo-as em seu interior o maior tempo que lhes for possível, de tal modo que isso seja feito de modo confortável antes de exalarem. Isso irá lhes ajudar a se manterem estáveis, à medida que o Mundo em sua volta se movimentar através da gama de experiências, ambas, as elevadas e as baixas.

Cada polaridade que sempre foi sentida e experimentada através das épocas está chegando para ser revista, dissipada e transmutada. Vocês passaram pelo pior de tudo, foram os pioneiros, os precursores, e agora as suas tarefas é a de estarem aqui sendo a força de ancoramento.
Caminhem com a fluência dos eventos, à medida que eles forem desvelados permanecendo em um espaço de paz e calma o máximo que lhes for possível.

 Afirmem com frequência que tudo está bem e que tudo é e está perfeito, sendo parte do Plano Divino para a Terra e para os seus Habitantes. Isso lhes ajudará mais do que vocês conseguem ter conhecimento.

Meus Amados tenham consciência do fato de que vocês estão também continuamente sendo integrados com os seus Eu(s) Superiores, com os seus Sagrados Eu(s) Crístico e com as suas Monadas Divinas.
 Muito está acontecendo em muitos níveis e dimensões, assim, a partir daí, são capazes de prestarem assistência às tarefas imediatas que estiverem diante de vocês, mesmo se não tiverem a memória desperta disso. Saibam que assim isso é.

 Cada um de vocês está sendo levado para aqueles que habitam a Terra que podem facilitar suas futuras aberturas e iniciações, à medida que estiverem prontos para elas. Isso irá continuar a acontecer à medida que a sua orientação mais elevada lhes encaminhar para as pessoas que vocês mais precisarem se conectar.
Se forem necessários fundos, peçam que lhes será dado o que precisarem, depois tenham ações por qualquer caminho, pelos que vocês se sintam guiados à cada momento. Permaneçam conscientes e despertos, Amados e permaneçam observando às sincronicidades que estiverem acontecendo.

Esses tempos que vocês estão vivendo SÃO a Ascenção e vocês estão agora nelas AGORA, Queridos. 

Continuem persistindo no focarem em suas visualizações mais elevadas para um Mundo novo brilhante, mas, não deixem que nada lhes distraia disso. Configurem uma vizualização da mais elevada que vocês conseguirem de si mesmos e façam tudo aquilo que conseguirem para manterem isso nos dias que virão.

Conectem-se com o seu interior para trazerem à tona todos os seus talentos maravilhosos que estavam trancados por vocês até que chegasse o momento certo (*)

(*) Nota Stela -  Aconselho a ver o vídeo "Introdução às Merabhs", de Adamus.

Esse É o tempo, e as peças do quebra cabeça de suas vidas irão começar a cair de acordo com a Ordem Divina, assim, uma visão muito mais clara dos seus propósitos aqui na Terra irão emergir.

Até a semana que vem...

Eu Sou Hilarion



©2012 Marlene Swetlishoff/Tsu-tana (Soo-tam-ah)
Sustentadora da Sinfonia da Graça
Tradução-Helena Renner helenarenner@yahoo.com.br 
Permissão é dada para compartilharem desse discurso, desde que esteja em sua íntegra, sem rasuras ou emendas, estando incluídos os nomes da autora, de seus direitos autorais e de seu web site ww.therainbowscribe.com / Grata por incluírem o link acima ao compartilharem esse discurso.

MENSAGEM SEMANAL DE MESTRE HILARION



De 02 à 09/09/2012

Amados,

Esses são tempos para permanecerem conectados ao seu interior, à medida que as mudanças acontecem no interior de suas estruturas físicas e no Mundo em sua volta. Existem muitas coisas acontecendo que não irão fazer sentido e que podem lhes distrair de seus propósitos, assim, é importante permanecerem ancorados diariamente.

Vocês durante muito tempo foram os pioneiros, os precursores das mudanças que estão acontecendo agora, a partir daí, então, já experimentaram a maioria das mudanças em seu interior e agora irão observar isso nos outros em sua volta. A maior mudança acontece na consciência. Continuará a haver uma aceitação maior, no que tange às possibilidades de qual é a estrutura material de que a Humanidade é feita, daquilo que foi previamente pensado. Isso em resposta irá criar mudanças nas estruturas da sociedade. Muitas ideias e soluções novas irão fluir chegando à superfície em forma de manifestações tangíveis que irão trazer mudanças benevolentes para todos.

 Através do download, ou seja, do descenso dos influxos das energias que chegam, uma visão mais expansiva do Mundo em que vocês vivem irá encorajar o aparecimento de soluções criativas aos muitos problemas que atormentam o Planeta e os seus habitantes. À medida que os corações das pessoas começarem a abrir de modo mais abrangente, em consequência a essas energias, assim também, o sentimento de Unicidade irá começar a prevalecer sobre a Humanidade como um todo. Uma raça irá perceber a outra, ao se conectarem Unidos com a Fonte que Tudo É. Diferenças irão ser derretidas, como se nunca tivessem existido antes e muito progresso irá ser feito nas relações humanas em um tempo relativamente curto. 

A medida que essa nova e inexorável compreensão dá prosseguimento, o potencial da Humanidade de criar mudanças positivas irá crescer de modo exponencial, acontecendo eventos que vão parecer milagres. Por agora, a incumbência dos Trabalhadores da Luz em volta do Mundo é de sustentarem as suas visões mais elevadas de um mundo perfeito e de permanecerem cheios de fé e confiança em suas Jornadas individuais até a completude, equilíbrio e ascensão. É a sua fé que verá você mover-se além das limitações prévias em direção à maestria de sí mesmo, de suas energias, de suas vidas; e seus sonhos irão manifestar-se diante de vocês em uma velocidade surpreendente com uma sincronicidade maravilhosa.

Saibam que vocês são os criadores, saibam que o que veem diante de vocês em suas vidas, nesse momento, é um resultado de seus pensamentos e intenções. A graça do Amor prevalece no interior de seu Ser e é essa força magnificente interna que irá trazer as mudanças que são necessárias, ambas internas e externas. Gentilmente lembrem-se de que vocês caminham nessa Terra como sendo os Embaixadores do Divino, como os representantes de uma ordem mais elevada de serviço do Mundo, e, de que vocês estão fazendo a diferença. Cada um de vocês caminha de modo leve e fazem um impacto mínimo sobre o seu planeta, em termos de contribuírem com as energias densas que estão agora sendo elevadas pelo foco da Luz e Amor que vocês sustentam. Aqueles de vocês que sentiram o peso da densidade, saibam que à medida que a transmutarem, irão agora experimentar uma maior iluminação do Ser em seu interior e sustentarão maiores períodos de clareza e consciência.

 Nós sabemos que muitos de vocês estão cansados agora e que muitas vezes se perguntam porque vocês levantaram as mãos com tanto entusiasmo para como voluntários serem chamados para encarnar sobre esse planeta. Foi o seu grande Amor e compaixão não apenas pela Humanidade que os impulsionou a estarem aqui, mas, também o conhecimento de que lá havia um propósito maior se desdobrando no Cosmos. A sua coragem mais profunda e senso de aventura está sendo honrado por todos aqueles de nós que têm andado o mesmo caminho antes de vocês. Vocês nunca andam sozinhos. Continuem a se nutrir e a honrar aos sussurros de sua orientação interna. Usem todos os sentidos e sintam o Mundo em sua volta. 

Observem a beleza em todas as coisas e em todas as pessoas, encontrem a ancoragem comum entre vocês, em vez de se sentirem excluídos, por causa de diferenças aparentes. Permitam que a paz que está em seu interior lhes circunde e abençoem a toda vida, à medida, que trabalham diariamente para alcançarem sempre as suas visualizações mais elevadas e as suas aspirações. Sua atitude de gratidão na forma de um simples e sincero “obrigado” dito muitas vezes durante todos os dias, irá lhes trazer ainda mais a benevolência que tão ricamente merecem.

Até a semana que vem...

 Eu Sou Hilarion


©2012 Marlene Swetlishoff/Tsu-tana (Soo-tam-ah) Sustentadora da Sinfonia da Graça Permissão é dada para compartilharem desse discurso, desde que esteja em sua íntegra, sem rasuras ou emendas, estando incluídos os nomes da autora, de seus direitos autorais e de seu web site www.therainbowscribe.com  / Grata por incluírem o link acima ao compartilharem esse discurso.
Tradução-Helena Renner

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA E OS SETE RAIOS CÓSMICOS DE DEUS - PARTE IV


A HIERARQUIA ESPIRITUAL DA GFBU PARA A TERRA
O que é e como está organizada a hierarquia espiritual que assiste a evolução na Terra
Como já vimos é uma Fraternidade de Seres de Luz que tem como missão promover e monitorar o desenvolvimento espiritual da Terra. Ela faz parte de um grupo de 70 fraternidades de luz espalhadas pelo nosso Universo conhecido como Grande Loja Branca. Foi fundada na Terra por Sanat Kumara, um ser de dimensões superiores de luz que assumiu o resgate espiritual de nosso planeta em tempos muitos difíceis num passado remoto, veremos a seguir a hierarquia da GFBU para a nossa Terra.
A Fraternidade Branca opera em aliança com três Comandos de Luz das hierarquias superiores (Ordem de Melquidezec, Ordem de Michael, Ordem de Enoch); a Confederação Intergaláctica (principalmente com a Missão de Órion, encarregada de trabalhar pela Paz, Arte e Beleza no planeta); e Ashtar Sheran (A Estrela Que Mais Brilha) - Comandante Maior de todas as frotas estelares que dão sustentação ao Projeto Terra.
O trabalho da Grande Fraternidade é feito pelos Mestres Ascensos ou Chohans que dirigem as "Casas" ou "Lojas" dispensadoras dos raios divinos. Estas lojas são réplicas ou estações dos grandes Comandos de Luz que atuam em todos os Universos do Pai, portanto fazem parte das Grandes Hierarquias (todo o Universo é organizado em hierarquias em que reina a disciplina, ordem e o amor incondicional.)

Os Mestres da Grande Fraternidade Branca têm em comum a sua evolução aqui em nosso planeta. Eles passaram por várias encarnações e sofreram todos os tipos de atribulações que nós também sofremos, mas conquistaram a mestria e por isso são "PhD" em assuntos relacionados à Terra e à Humanidade.

E
les aparecem em nossa História, nas grandes religiões da Terra, bem como nos bastidores das ordens iniciáticas, movimentos esotéricos e espiritualistas, escolas de sabedoria e de autoconhecimento do Oriente e do Ocidente. São a ponte entre as hierarquias espirituais mais elevadas e o plano da espiritualidade humana.
 Muitas mudanças ocorreram nos planos da Fraternidade Branca no século que findou, pois os acontecimentos relacionados à Transição Planetária se aceleraram muito, embora já tenham começado na época de Cristo, há 2000 anos. Neste começo do terceiro milênio, os redirecionamentos continuam a ocorrer. Foram mudanças nos planos, projetos, missões, cargos, metas, tarefas, estratégias, etc.
Alice Bailey, da Sociedade Teosófica, canal e discípula de Djwal Khul, dizia que muito do que canalizava a respeito dos planos das hierarquias valia até aproximadamente 1940-50. Por isso, é importante ler e consultar livros com canalizações mais recentes sobre os Mestres e a Fraternidade Branca.
 Uma boa parte dos trabalhos da Luz neste planeta foi redirecionada, principalmente, após a Convergência Harmônica em 1987, uma onda de despertar que varreu o mundo dando um novo impulso ao processo ascensional em massa.
Também após os atentados aos Estados Unidos, em setembro de 2001, vários redirecionamentos ocorrem para acompanhar os acontecimentos determinados pelo inconsciente coletivo da humanidade, ajustando tudo dentro dos prazos estabelecidos para o Salto Quântico (até 2012/13). Este salto se dará com a entrada do planeta no cinturão de fótons do megasistema de Alpha e Ômega, do qual o sistema solar faz parte, mas não é um evento isolado da Terra - e, sim, um processo ascensional que envolve vários sistemas em diferentes dimensões.

OBS: O que é a Convergência Harmônica? Em 1987, fez-se uma medição do Planeta, aquilo a que chamaram a Convergência Harmônica. Foi uma medição regular programada, que se efetua a cada 25 anos, a última das quais será em 2012. Já foi dito que esta medição mostrou que a Terra tinha mudado, significativamente, a sua vibração. Tal como o próprio Universo, criado para se deslocar de uma dimensão para outra, a  Terra estava preparada para se deslocar interdimensionalmente, ou seja, o modelo da realidade da própria vida planetária precisava de ser alterado. Isto Foi revelado em 1987.  A Convergência Harmônica trouxe consigo a matriz 11:11, um código interno de despertar. Ou, «11.11» foi o portal de autorização para a mudança interdimensional, através do qual nasceu um novo Universo cheio de potencialidades, um Universo que a humanidade decidiu explorar. O ambiente da Nova Energia é resultado da Convergência Harmônica, que franquia à vida em 3ª. Dimensão, a libertação do ciclo cármico. Entre o carma e o serviço está o caminho da Ascensão.

I. ESTRUTURA TRADICIONAL DA GRANDE FRATERNIDADE BRANCA DA TERRA

1) Logos Solar:  Deuses Hélios e Vesta (Deuses Solares do nosso sistema planetário)

2) Senhor do Mundo: Senhor Gautama Buda (Este é o cargo máximo senhor do  mundo ou grande dirigente, sendo Sidarta Gautama o primeiro homem a ascensionar aqui na Terra e receber o cargo do próprio Sanat Kumara lá pelos anos 50)

3) Diretor Divino ou Buda da Evolução: Lord Maitreya ou Cristo Maitreya

4) Instrutores do Mundo ou ainda Cristo Planetário ou Instrutor Planetário: Mestres Jesus, Kuthumi e Lanto (Os instrutores do mundo são encarregados de cuidar das religiões para aquilo que a humanidade precisa para despertar).

5) Manus: Vaisvata, Meru,  Sainthru e Senhora Mercedes, estes dois últimos trabalhando no 7º Raio Violeta (Manus são os preparadores das raças que habitarão o planeta.  Lord Sainthru e Lady Mercedes são os manus encarregados de prepararem a 7ª raça raiz que habitará a Terra).

6) Veladora Silenciosa: Imaculatta

7) Criadores e Sustentadores do eixo da Terra: Polaris e Magnus

8) Maha Chohan (Grande Diretor): Mestre Paulo Veneziano  - o Maha Chohan é  a energia do Espírito Santo Planetário.

OBS:
1)    Abaixo do Maha Chohan estão os Mestres
2)    Logos Solar e Logos Planetário = Consciências

Hierarquia dos Sete Raios



Primeiro Raio (Azul)

Chohan: Mestre El Morya 
Arcanjos: Miguel e Fé
Elohins: Hércules e Amazon

Segundo Raio (Dourado) 
Chohan - Mestre Confúcio
Arcanjos - Jofiel e Constância
Elohins - Cassiopéia e Minerva

Terceiro Raio (Rosa) 
Chohan - Mestra Rowena
Arcanjos Samuel e Caridade
Elohins: Órion e Angélica

7 ARCANJOS


Quarto Raio ( Branco)
Chohan - Serapis Bey
Arcanjos - Gabriel e Esperança
Elohins - Claire e Astréia


Quinto Raio (Verde)

Chohan - Mestre Hilarion
Arcanjos - Rafael e Mãe Maria
Elohins - Vista e Cristal


Sexto Raio (Rubi)

Chohan - Mestra Nada
Arcanjos - Uriel e Graça
Elohins - Tranqüilitas e Pacifica

Sétimo Raio (Violeta)
Chohan - Saint Germain
Arcanjos Ezequiel e Ametista
Elohins - Arcturos e Diana
    

7 ELOHIM

                                       
  
II. ESTRUTURA ATUAL DA GRANDE FRATERNIDADE BRANCA (focando a Ascensão Planetária)
- Maha Chohan (Dirigente de Era) - Saint Germain

Loja Azul - Primeiro Raio

Cuida diretamente de assuntos relacionados a governos, povos e nações, política, conflitos, lideranças e transformações. Este Raio é a porta de entrada para todas as iniciações e acesso ao caminho para a Luz. É também aporte energético e proteção para todo e qualquer trabalho e missão com a Luz.
- Manu - Allah Gobi. É uma energia não disponível para discípulos. Ele passa a maior parte do tempo em meditação-irradiação para governos, líderes, nações e povos da Terra.
- Protetores - Lord Sírius e Lady Sírius
- Chohans - Mestre El Morya e Lady Mírian
- Arcanjos - Miguel e Fé
- Elohins - Hércules e Amazonas
- Tríade Sagrada - Aspecto PAI
- Símbolo - Espada Azul de Luz (Excalibur Sagrada)

Academias de Luz - Segundo Raio

São orientadas para os grandes ensinamentos e instrução para os discípulos que buscam a Luz, os mestres encarnados. Esses mestres são professores para os filhos e filhas da Luz neste momento de ascensão planetária, irradiando a sabedoria, a inteligência cósmica e a compreensão supremas. As academias cuidam de tudo que se refere à educação no planeta, incluindo-se aqui os trabalhos nas escolas, universidades, academias, aulas, cursos, palestras, conferências, educação por intermédio de televisão, livros, jornais, tudo que possa servir ao ensino. Recebem as instruções da Ordem de Melquizedec.

 - Logos Solar - Melquizedec ( a inteligência superior que irradia de outros níveis da hierarquia)
 - Instrutor do Mundo - Senhor Maitreya ou Cristo Maitreya
 - Chohans - Mestre Kuthumi, Mestre Djwal Khul, Mestre Lanto
 - Tríade Sagrada - Aspecto Filho
- Símbolo - Estrela Dourada de Seis Pontas

Casa Rubi - Terceiro e Sexto Raios

É o grande foco do Amor Divino da Fraternidade. Sintetiza os dois raios do amor, o Rosa e o Rubi, sustentados por Mestra Nada e Mestra Rowena para a irradiação de amor incondicional, compaixão, tolerância, fraternidade, devoção, serviço abnegado, união e paz. O Raio Rosa é a luz do Espírito Santo, de natureza coesiva, acolhedora e nutridora. O Raio Rubi é o raio da devoção e adoração.

- Protetores - Mestre Jesus e Mãe Maria
- Chohans - Mestra Nada e Mestra Rowena
- Tríade Sagrada - Espírito Santo
- Símbolos - Rosa de Luz e Rosa Rubi

Templos de Cura - Quinto e Sétimo Raios

Trabalham com a cura e a transmutação em todos os níveis, preparando a humanidade para a ascensão. O Quinto Raio ou Verde traz para o corpo físico descanso e equilíbrio; para o corpo emocional, paz; e para o corpo mental; tranqüilidade. Já o Sétimo Raio ou Chama Violeta é o principal raio curativo para a Nova Era, a luz da redenção e da transmutação, que promove a Alquimia Divina preparando para a ascensão neste período de transição planetária e de salto quântico para a humanidade. Transmuta instantaneamente todos os carmas negativos, sempre que solicitado a Saint Germain. Uma nuance deste raio é o Lilás, que surge da combinação com o Rosa, sustentando o perdão e a misericórdia que completa a cura do raio verde e o processo de purificação da chama violeta transmutadora. Ele é irradiado pela Mestra ou Mãe Kwan Yin.

- Mantenedoras – Mãe Kwan Yin e Mestra Pórtia
- Chohans - Mestre Hilarion e Mestre Saint Germain
- Símbolos - Chama Violeta e Pirâmide Verde-Cristal

Bancos de Ascensão - Quarto e Décimo Segundo Raios

São focos de grande atividade na Fraternidade hoje, pois as ondas ascensionais que se iniciaram, principalmente após a Convergência Harmônica, tornaram-se intensas na primeira década do novo milênio. Entre 2012/2013, elas deverão cessar. O Quarto Raio (branco-cristal) é a luz da ressurreição irradiada do templo etérico sobre Luxor pelo Mestre Serapis Bey. O Décimo Segundo Raio (pérola ou opalino), também disponível nessa fase de transição planetária, ativa nosso Corpo de Luz preparando-o para a ascensão.

- Supervisão - Mestre Ofanin Enoch
 - Chohan - Mestre Serapis Bey
- Arcanjo - Gabriel
- Símbolo - Lírio Branco de Luz e/ou Cristal Diamantino

Observações:

A Loja Azul, as Academias da Luz e Casa Rubi formam a base dos trabalhos da Grande Fraternidade Branca, pois representam tanto a Chama Trina ( azul - poder, dourado - sabedoria e rosa - amor) como Tríade Sagrada ou a Santíssima Trindade (azul/Pai, dourado/Filho, rosa/Espírito Santo).

Nos momentos de intensa aceleração que vivemos, a Fraternidade Branca determina que os raios sejam trabalhados em conjunto. Iniciamos com o Primeiro Raio (Azul) que nos dá força e proteção; ativamos a Chama Trina no coração(Azul,Dourado,Rosa); pedimos a cura com o Quinto Raio(Verde) e a completamos com a Chama Violeta (7º Raio) que transmuta e dissolve carmas; perdoamos a tudo e a todos na Chama Lilás; mostramos nossa devoção à Espiritualidade com o Raio Rubi Dourado(6º Raio) e ganhamos no final a ascensão e a ressurreição para Reinos Superiores da Luz por meio do Raio Branco Cristalino(4º Raio).

Continua...

Textos de Anna Aguyrre - 
(Bibliografia vide parte I)


DANÇA CIGANA



A dança cigana, assim como o seu povo, não tem origem exata, porém, é sabido que há uma mistura de ritmos como a Rumba, o Flamenco, a Salsa e até mesmo a Dança do Ventre. O mais curioso, e que para os “não-ciganos” pode passar desapercebido, é que cada coreografia, tem seu significado cultural, espiritual ou mesmo místico. E é através de seus instrumentos e do culto ao Quatro Elementos da Natureza, que podemos conhecer a simbologia de cada dança. 

Os Ciganos são um povo alegre, cheio de energia e grande dose de passionalidade. "A dança e a música fazem parte de nossas almas, “nascem” com cada de nós e correm nossas veias como nosso sangue. NUNCA DANÇAMOS POR OBRIGAÇÃO, MAS PELO PURO PRAZER."

OBJETIVOS DA DANÇA:

 As danças são atividades físicas e, em geral, trazem benefícios ao corpo. Pode se perder calorias em excesso, melhorar a postura corporal, aumentar a capacidade respiratória, desenvolver e tonificar a musculatura. Porém, a dança cigana em particular, além de trabalhar esses aspectos, busca integrar a mente ao corpo para que este se torne ainda mais saudável e equilibrado.

INFLUÊNCIAS E VARIAÇÕES DE ESTILO NA DANÇA CIGANA


Os movimentos observados na dança cigana são resultantes da sua influência indiana, onde o girar das mãos, a inclinação da cabeça e postura chamam atenção. Além disso, as características assimiladas em diferentes regiões do mundo por onde os ciganos passaram levam a uma divisão por estilos, que segue o mesmo padrão dos clãs. Dentre os mais “populares” vemos o Kalón, cuja musicalidade se assemelha ao flamenco e a rumba e é oriundo da Europa Ocidental.

Para facilitar a interação Terra/Céu, dançam descalços. O que se pode verificar, porém, é que a cigana, embora tenha movimentos aparentemente sensuais, ela é pudica, e jamais veremos além de seus tornozelos nos seus rodopios e meneios. 

Para evitar acidentes durante o bailado e coreografias, as ciganas usam sobre-saias até em número de sete. Daí, ciganas estereotipadas como as das novelas e filmes nada têm a ver com a realidade.



Na dança, o cigano procura desenvolver uma relação telúrica, conectar-se com a natureza e deixar fluir para a superfície física do ser, todos os sentimentos mais íntimos. Assim, nota-se perfeitamente o sinal de êxtase de uma cigana ao rodopiar e fazer seus movimentos gentis, ao sacudir seu pandeiro ou ao som do atrito das castanholas. 


  TIPOS DE DANÇAS CIGANAS

Dança do Leque: dança do elemento Água, representa o amor, a sensualidade e a limpeza. 



Dança do Xale: dança do elemento Fogo, representa o mistério e a magia. 


Dança da Rosa: dança do elemento Terra, representa o amor, a beleza, a conquista e a sensualidade. 

Dança do Véu: dança do elemento Ar, representa e expressa a leveza do corpo e a sensualidade. 

Dança das Fitas Coloridas: dança do elemento Água, representa as lágrimas de alegria e tristeza derrubadas pelo povo Cigano; não os lamentos, somente comemorações. 

Dança das Tochas: dança do elemento Fogo, mostra a fúria e o poder do fogo através das tochas acesas que reverenciam este elemento. 

Dança do Pandeiro: dança dos Quatro Elementos, denota a alegria e sugere uma festa; serve também para purificar o ambiente. 

Dança dos Sete Véus: para os ciganos essa dança representa uma despedida de solteiro. E os véus coloridos representam as sete cores do arco-íris e simbolizam o amor e a sensualidade. As cores dos véus representam os Quatro Elementos. 

Dança do Punhal: dança dos elementos Ar e Terra, representam lutas, disputas, fúria e pode simbolizar a limpeza do ambiente e do corpo. 

Dança dos Quatro Elementos: feita com representações dos quatro elementos como: Vela, Incenso, Cântaro (jarro d'água) e Sal, significa magia e limpeza do ambiente. 

Para os ciganos, dançar é celebrar a vida e se ligar a Deus.


Fonte: Poesias Ciganas da Estrada/Internet

(Continua...)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

RELATO DE UMA CAMBONE




“De tanto ir e vir quis ficar, vestir o branco no corpo e na alma e fazer parte daquele balé pela paz e pela vida.” Sheilla Riekes Prochmann – Abril de 2004

Quando, pela primeira vez, estive nesta Casa, trazida pelo amor e pela dor, fiquei encantada, literalmente hipnotizada, pela plasticidade e pelo espetáculo cênico que vi. O toque dos atabaques entrou em mim no mesmo ritmo do pulsar do meu coração e eu me deixei levar pela magia e força da gira de Ogum. Pensei já ter me surpreendido com tudo naquela noite, até que me foram apresentados os Exus, daí entender porque se diz que, nesta vida se vive e não se vê tudo.
Aquelas Entidades de olhar penetrante, comandadas por Sr. Tranca Ruas das Almas, com suas capas vermelhas e negras, movimentando-se pelo Terreiro, me fizeram lembrar do fascínio, tantas vezes descrito, de Hemingway pelas touradas. Pareciam todos toureiros, numa invisível tourada do bem contra o mal; da cura contra a dor; do alívio contra a demanda.
 Mesmo sem conhecer os seus “porquês”, podia-se entender, sem usar a razão, a grande batalha que se travava ali, um combate cheio de amor e “malícia”, para subjugar forças poderosas e invisíveis.
Durante uma semana não consegui pensar em outra coisa que não fosse voltar. E voltei. Para, semana após semana, ser surpreendida. Ora pela simplicidade e sabedoria dos Pretos Velhos, ora pela força e dignidade dos Caboclos. Ainda me estava reservado o encantamento pela elegância dos Ciganos, pela alegria das Crianças, e me deixei laçar pela fantástica retidão dos Boiadeiros.
De tanto ir e vir quis ficar, vestir o branco no corpo e na alma e fazer parte daquele balé pela paz e pela vida. No primeiro dia na corrente, aquilo que imaginei ser só alegria, se transforma numa mistura de emoções que poucas vezes havia experimentado na vida. Vontade de ir e de ficar, confiança e dúvida, segurança e medo, mas fiquei mesmo assim, ciente de que estava fazendo a escolha certa e dando uma chance, não para a Umbanda, mas para mim mesma.

Sempre gostei de desafios, e este foi dos bons. Tive de aprender a deixar soltar as amarras que me prendiam ao domínio de mim mesma, a não ter sempre o comando absoluto de tudo, e mesmo assim, conciliar consciência e ausência.
E aí, fui cambonear, e outras lições me aguardavam. Lições de dedicação e humildade. Percebi que não bastava respeitar, era preciso servir. Mas não uma servidão cega, e sim um servir onde se compartilha ensinamentos, donde se suga todo proveito possível; até entender que estava servindo a mim mesma. Cada charuto que acendi, cada bebida que servi, cada ponto que lavei, acenderam em mim uma chama que arde, mas não queima; me embriagaram de esperança e lavaram de minha alma toda e qualquer dúvida que ainda resistia em mim.
Toda vez que achei que não me surpreenderia com mais nada, fui pega pela minha própria ingenuidade. E chorei todas as lágrimas de emoção a que tive direito.

Quando vi Sr. Akuan repreender com os olhos cheios de amor, lembrei do que é ser pai ou mãe. Quando vi Sr. Folha Verde emocionar-se em meu casamento entendi que vale a pena, sempre, chorar de emoção; quando levei um imenso puxão de orelhas do Sr. Rompe Mato e, ao me desculpar ouvi dele “eu só brigo com quem gosto” me certifiquei da profundidade de uma verdadeira relação de amizade e afeto.
No dia em foi jogado meu Obi, limpei meu coração de todo e qualquer desejo, e fui presenteada com os ventos da força e da coragem que são soprados por Iansã. E ser filha dela não é fácil. Tenho que dominar a intensidade de meus próprios ventos, para que eles refresquem e limpem, mas não destruam. E a não despejar sobre Ela, a responsabilidade pelos meus próprios vendavais. Eu continuo ventando, assim como ela, mas já consigo transformar raios e tempestades em chuvas mais amenas. Pelo menos venho tentando com afinco. Às vezes consigo, às vezes não, mas tenho contabilizado apenas os êxitos, para não me entristecer com o que não consegui.
E continuo lavando tábuas, uma a uma. Quando esfrego uma tábua, limpo de mim toda mágoa, quando quebro uma vela, quebro minhas resistências, quando afio um ponteiro, torno mais afiado meu desejo de um dia, quem sabe, chegar onde devo ou preciso. Venho me apaixonando constantemente. Deixei-me seduzir pelo humor ácido da minha querida Velha do Cemitério, que me chamava de “metida à sabichona e curiosa”, e que confiou a mim o motivo pelo qual vem servindo a quem precisa, contando-me sua história, que tentei reproduzir da maneira mais fiel possível, para conhecimento de todos. E tive que dominar o ciúme de vê-la camboneada por outra pessoa que não eu. Fui tomada pelo carisma da Cigana Carmen, que ao me emprestar seu espelho, pediu que nele eu visse refletido quem realmente sou. Encantei-me com o comportamento cheio de humor e sabedoria de Chermira, que me ensinou a ver o amor de um modo surpreendente e inesperado; pela devoção de Vovó Maria Conga por Nossa Senhora dos Açores, e que com muita paciência me contou que trançava palha de cana, infinitas vezes, até a raiva passar (como seria bom se aprendêssemos a trançar nossa própria raiva, neste cativeiro em que vivemos!).

Convivi com a força dócil do Sr. Vira Mundo, e com a magia encantadora de Mama Rosa, cujo perfume pude sentir durante dias, dando a certeza de sua presença. Fui tomada pela “pontaria certeira” das cartas de Ramirez, e compartilhei a sua felicidade ao reconhecer entre os que ali estavam, a sua filha de carne; e pela a alegria, por vezes quase infantil de Vovó Catarina, (só não aprendi, ainda, a acender cachimbos, mas eu chego lá) , isso, sem falar na sua vitalidade, deixando-me exausta mas feliz, de tanto andar atrás dela.
 Presenciei Tio Antônio aborrecido e desconfortável por beber uma bebida que não era a dele, mas mesmo assim, ser gentil com quem esteve em sua frente. Até que, ao cambonear Caboclo Boiadeiro, eu pude ver, com olhos que nem sabia ter; seu rosto de homem agreste, magro e moreno, se formar por sobre as feições loiras do seu cavalo. Minha emoção foi igual à dele, choramos os dois, e ouvi dele que a emoção é um dos ingredientes indispensáveis à gira de Boiadeiros, que só com esse sentimento conseguimos tornar concreta e possível a força destes “homens” tão ligados a energia que vem da terra. Disse-me também, que por vezes é mais fácil tanger gado que homens, que estes animais de tamanho e força incríveis, tem a docilidade de se deixar conduzir, que nós não temos, mesmo quando precisamos ou pedimos.

Aprendi a compreender o peso da dor do Caboclo Guará, ao ver sua tribo dizimada e seus filhos mortos por ele mesmo, na tentativa de solver com sangue, sua incapacidade de escolher a hora certa de guerrear (quantas vezes nós mesmos não adiamos nossas batalhas e, quando por fim, nos decidimos, lutamos a luta certa na hora errada). Hoje respeito seu silêncio cheio de dor e arrependimento, e sei que o simples fato dele estar ali já nos ajuda, sem que precise dizer uma palavra sequer.
E o que dizer do Sr. Ogum Matinata? E da minha satisfação em conseguir romper a sua resistência inicial ao cambone novo? (E aprendi com a Uca a não ter ciúmes dos novos cambones e a quem agradeço por todas as vezes que recorri a ela e fui ajudada). Sr. Matinata, agora, me conduz pelos caminhos da sua sabedoria, pelos segredos da magia do seu ponto, e pelo modo quando, ao nos chegar pelas costas nos faz escancarar o coração.
 “Quem vê cara, não vê coração, filha!”, me disse ele. E eu fico ali, segurando seu coité, bebendo dos ensinamentos que ele, no seu modo sisudo de ser, me dá com tanta boa vontade. Sr. Táta Caveira mereceria um capítulo à parte. E ai de quem não andar na linha! Inclusive eu! Ele exige na mesma proporção que entrega. Diz todos os palavrões que eu mesma tenho vontade de dizer, e por vezes digo. Fica indignado com a falta de vontade e força das pessoas, mas os acode sempre. Fica bravo, mas protege; xinga, mas ajuda; reclama, mas está sempre lá, às vezes de bom, às vezes de mau humor, como todos nós, e recebe a todos com aquele olhar maroto de “lá vem mais um...”. Conversa com Sr. Morcego,com a intimidade de velhos amigos, ao mesmo tempo em que me cobre com sua capa, sempre que pressente que eu preciso de “colo” e diz que só eu mesma para gostar de “colo” de Exu. E eu gosto!

E assim me é permitido ir transitando entre essas Entidades maravilhosas, entendendo que estão mais próximas de nós do que podemos supor, como disse a Velha do Cemitério, quando choraminguei que estava com saudade dela: “Só temos saudade de quem está longe filha!”
Só não entende quem não quiser! E vou continuar lavando tábuas, acendendo charutos e velas, servindo bebidas, pois é o mínimo que posso dar, pelo muito que tenho recebido.

O QUIUMBA E O EXU DE MARABÔ



Olá Queridos Leitores,

Postei esse texto porque achei muito acertado, e é preciso alertar as pessoas para as enganações, manipulações e mistificações que fazem em nome  da Sagrada Umbanda e dos Sagrados Guardiões, os Exus, esse povo de trabalho, de lutas árduas e que ainda é tão vilipendiado, tão ofendido e que sofre tantas  perseguições. E revelo a vocês que há um tempo não muito distante fui conhecer uma dita casa de Umbanda, comandada por um pseudo Exu Tranca Ruas, onde vi e vivenciei coisas tais como descritas nesse texto. No meu caso, sei que fui levada lá juntamente com alguns amigos, pela Espiritualidade Maior com dois objetivos claros:  1º) aprendizado já que estávamos começando nesta vida nossa caminhada umbandista e 2º) na tentativa de trazer o médium de volta ao caminho reto. Asseguro-lhes que o aprendizado foi imenso, mas o retorno do médium incauto e vaidoso infelizmente não conseguimos. Segundo nos foi passado pelos nosso Guias e Mentores, ele foi lançado a colher futuramente o que estava plantando, sendo que no plano espiritual os Guias verdadeiros o abandonaram. No texto abaixo, o final foi um pouco mais trágico, mas com certeza seguindo a Lei Maior de Causa e Efeito. 
Obs: Só para avisar, os demais Guias como Caboclos, Pretos Velhos, e etc, também  muitas vezes são "falsificados" por quiumbas que se fazem passar por eles. Como bem disse Kardek esses espíritos enganam por um tempo, mas não conseguem enganar pra sempre, pois a vibração negativa, o ego avantajado. as práticas espúrias acabam revelando sua origem desqualificada.(Anna Aguyrre)


"Exu Marabô" está em terra. Os poucos filhos que acompanham aquele terreiro vibram com sua presença. Na assistência algumas pessoas ansiosas aguardam para serem atendidas. O "Exu" ri, dança, bebe desenfreadamente. 

Atende uma filha da casa recém-casada. Fala para a filha tomar cuidado com o marido, pois ele vai traí-la em breve. A moça desespera-se. Ele então passa uma longa lista para realizar o trabalho salvador. Sabe que já plantou a semente irreversível da desconfiança no jovem casal. Na assistência um pequeno empresário aguarda atendimento. O Exu diz que a firma não falirá, para isso precisa de vultosa quantia em dinheiro para trabalho urgente. Chega a vez de uma médium, filha de outro terreiro, que visita pela primeira vez a casa. Mais uma vez o compadre não se faz de rogado. Diz para a pequena sair do terreiro que freqüenta, pois segundo ele a mãe de santo não entende nada sobre Umbanda. E assim ele vai plantando a discórdia, a desunião, a dor. Sempre que pode humilha publicamente os filhos da casa. Os dias passam sem novidades.

 O que ninguém ali imagina é que por trás daquela entidade que se diz chamar Marabô, está escondido um enorme quiúmba.  Aproveitando-se do fato do tal pai de santo ser pessoa leiga, gananciosa e totalmente despreparada, ele domina o mental do incauto médium. Diverte-se com a angústia dos outros. Sempre que pode põe o pai de santo em enrascadas (cheques sem fundos, golpes que são descobertos constantemente, brigas e desunião em família). E o pai de santo não tem escrúpulos algum em usar o nome de um grande e respeitado Exú de Lei. Ao contrário, fica feliz em saber que aos poucos vai minando a credibilidade do verdadeiro Marabô. 

O quiumba (o falso Exu) raciocina que o dia em que as trapalhadas colocarão tudo a perder  ele simplesmente abandonará o falso pai de santo à própria sorte. Não será o primeiro nem o último que ele abandonará. Afinal pensa o quiumba, não fora ele que médium ainda novo, desenvolvendo, resolveu mistificar para dar uma abreviada no processo mediúnico de desenvolvimento? Não fora também por conta própria que o médium abandonara o terreiro de sua mãe de santo, sem ter preparo algum? Sem falar que enquanto esteve lá, desrespeitava os ensinamentos da casa, zombava dos irmãos de santo, dava golpes em tantos médiuns que muitos pediram até sua expulsão da casa? Pois então fora ele mesmo que atraiu o quiumba e sendo assim essa sociedade duraria até quando fosse possível.

O ser do umbral ganhando energia negativa, achincalhando Marabô, e o falso pai de santo ganhando dinheiro. quiumba também aproveitava para trazer em terra seus falangeiros, que se aproveitam dos médiuns titubeantes da casa.

Hoje é dia de gira, no atabaque o atabaqueiro já está devidamente bêbado e sob influência dos asseclas do quiúmba. As filhas e filhos da casa cegos em sua fé e sob forte energia maléfica, são capazes de aceitar quaisquer loucuras ali realizadas. O falso Marabô está feliz, já olhou a assistência antes de incorporar.  Notou algumas pessoas que não lhe despertaram interesse. Algumas mulheres velhas e sem dinheiro, um homem que também não traz dinheiro algum. Vai se divertir com eles. Pronto já está em terra!
Atende a assistência como de costume, diverte-se com as angústias, os medos, as dores daquelas pobres almas.

Chega a vez do homem que estava na assistência, ele adentra de maneira lenta. O quiúmba não lhe dá a mínima atenção. Um erro fatal.
 Pois assim que o homem fica frente a frente com o ser do umbral algo inusitado acontece: o homem incorpora, solta uma gargalhada jovial e desafiadora. Alguns médiuns do terreiro que mistificavam ou recebiam alguns asseclas do quiumba “ desincorporam” convenientemente...

O atabaqueiro de tão bêbado, acaba por cair ao lado do tambor. A assistência não entende o que se passa.

O quiumba entende, mas para ele é tarde demais.

 Por estar incorporado ele não tem tanta desenvoltura como gostaria nesse momento crucial. Está só, já que os covardes que o seguiam fugiram dali. 

Um verdadeiro Marabô está ali diante dele e avança em sua direção. 

No congá as velas começam a queimar a cortina que protege o altar.
Na cafua a pinga aquecida pelas velas também se incendeia.
A assistência percebe que algo muito errado está acontecendo e fogem todos.
Antes o verdadeiro Marabô se vira para eles e mostra o quanto foram tolos em se deixar enganar. Fala que devem procurar ajuda, mas em terreiros sérios aonde se pratica a caridade, o amor e a união. Mostra o quanto foram usados.

O quiumba protesta, mas é inútil, a máscara já caiu. 

Marabô não está só, sua falange e muitos Exus de Lei estão adentrando no falso terreiro.  O quiumba é capturado e levado para o Reino de Exu, onde pagará caro pela insolência.

 O falso pai de santo está entregue a própria sorte. As chamas consomem o terreiro velozmente.
 Ao chegar as primeiras viaturas do Corpo de Bombeiro o oficial de plantão presencia uma cena que jamais esquecerá: no meio das chamas o pai de santo é tragado pelo fogo e desencarna diante dos olhos do atônito bombeiro. 

Uma risada se faz ouvir. Marabô gargalha satisfeito do outro lado. 

Apesar das chamas o bombeiro sente um frio que lhe percorre a espinha. O terreiro e o “pai-de-santo” viram cinzas...

 Justiça foi feita.

Desconheço a autoria, vi postado em alguns sites da internet.